Ao lado dos amigos Jeneci e Tulipa, Ana Cañas promete ‘grande festa’ no Festival Sangue Novo
Foto: Reprodução / Facebook
Um ano após subir ao palco alternativo do Festival de Verão, a cantora e compositora Ana Cañas retorna à capital baiana para participar da segunda edição do Festival Sangue Novo, que reúne a nova geração da MPB, neste sábado (17), a partir das 16h, no Museu du Ritmo. “Eu adoro cantar em Salvador. Eu adoro o público baiano e eu acho que pela cena local ser muito forte em outros estilos musicais, quando tem algo diferenciado da nova geração, o interesse é grande, o olhar é bem apurado para o trabalho. É um público jovem, diversificado, que tem um interesse real pela nossa mensagem, pelo nosso trabalho mesmo, pela estética musical”, avalia a cantora, que pretende fazer do festival “uma grande festa”. “A expectativa é a melhor, eu vou estar entre os meus amigos, o [Marcelo] Jeneci e a Tulipa [Ruiz], e tem as atrações locais também”, diz a cantora, sobre a programação do Sangue Novo, que este ano terá ainda os baianos do Ifá Afrobeat, Maglore e Manuela Rodrigues.

 


As paulistas Ana Cañas e Tulipa Ruiz se apresentam na 2ª edição do Festival Sangue Novo | Foto: Reprodução / Facebook

 
No show, o público poderá conferir ao vivo as músicas do mais novo álbum de Ana Cañas, “Tô Na Vida”, lançado em 2015, e com repertório formado integralmente por composições próprias. “Sempre houve uma predominância da questão autoral do meu trabalho. Tinha até uma tradição nos meus outros discos, de haver versões de outros artistas”, lembra a cantora, revelando que até cogitou incluir músicas de outros compositores. “Mas nesse disco eu trabalhei com pessoas que não tinha trabalhado ainda, e acho que as canções mesmo que se amalgamaram. Acho que rolou um conjunto, um bloco de canções. Foi uma questão de afinidade entre elas, de repente, uma versão destoava. E acho que foi o momento também de eu querer dar espaço, e assumir a questão autoral, de se tornar uma coisa mais forte”, explica a artista, afirmando que o formato “foi uma escolha do coração”.

 
Mas o setlist da artista paulista não será apenas de “Tô Na Vida”, ela promete tocar também hits de outros álbuns. “É uma mistura dos dois. Tem muitas canções do último disco, que é um disco que realmente pegou, deu certo, o público conhece bem e ouve. Mas, sem dúvidas, não podem faltar canções que as pessoas gostam e conhecem já de outros carnavais. A gente tem que satisfazer pra todo mundo ficar feliz. Então não pode faltar ‘Esconderijo’, ‘Pra Você Guardei o Amor’, essas mais conhecidas”, garante a cantora, que, junto com o ídolo e parceiro Arnaldo Antunes, vem trabalhando em novas composições para o próximo álbum, com previsão de lançamento para 2017.

 
O hit "Pra Você Guardei o Amor", composição de Nando Reis, fará parte do repertório do show:

 


Ana Cañas, como as demais atrações nacionais desta edição do festival, é representante de uma cena artística pujante, em São Paulo. Para a cantora, a efervescência musical que deu destaque a nomes como Céu, Nação Zumbi, Cidadão Instigado, Mariana Aydar, Anelis Assumpção e a baiana Márcia Castro se deve à vocação cosmopolita da cidade, aliada a políticas de fomento. “Eu acho que São Paulo sempre teve essa característica. É uma metrópole acolhedora, não só na questão musical, mas na vida mesmo do país. É uma cidade muito complexa, mas oferece realmente oportunidade de trabalho. Você tem pessoas da cena do Brasil inteiro que vem pra cá e fica aqui por uma questão de acolhimento, eu acredito. São Paulo é uma cidade de todo mundo, e eu acho que isso fomentou essa cena”, avalia a artista. “A gente tem aqui o circuito Sesc, que faz um trabalho de fomentar e contratar artistas menores pra fazer shows. Então acho que isso também ajuda a ter essa cena local fortalecida. Eu acho que a gente tem politicas de desenvolvimento cultural, tem a Virada Cultural, é forte isso na cidade”, explica. 

 
Com o parceiro Arnaldo Antunes, Ana prepara composições para seu novo disco  | Foto: Reprodução / Facebook

 
O Sangue Novo vem com uma proposta parecida, unindo a nova geração da Bahia e os destaques da cena nacional. Ana Cañas conta que já conhece a banda Maglore, que também resolveu fazer as malas e radicar-se em São Paulo, mas revela saber pouco sobre Ifá Afrobeat e Manuela Rodrigues. “Não conheci ainda, mas estou super a fim de conhecer”, disse ela sobre as atrações baianas. “O legal de tocar em festival é justamente isso, essa troca, é poder conhecer outros trabalhos. Você vai num festival pra ver um show e acaba conhecendo outros artistas, e vice versa. Esse espirito de troca, de abertura, é muito interessante e sempre se dá nos festivais”, afirma a cantora.


Serviço

O QUÊ: Festival Sangue Novo - Manuela Rodrigues, Ifá Afrobeat, Maglore, Ana Cañas, Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci

QUANDO: Sábado, 17 de dezembro, a partir das 16h

ONDE: Museu du Ritmo

VALOR: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia)


Histórico de Conteúdo