Salas de Arte de Salvador enfrentam crise e podem chegar ao fim
Foto:Divulgação
Com o fim do contrato e com as dificuldades em renovar a locação, o espaço da Sala de Arte no Museu Geológico só deve permanecer aberto por mais um mês. As Salas de Arte de Salvador estão em funcionamento há 15 anos, com o objetivo de exibir uma programação diferenciada. Inicialmente, o circuito contava com oito delas, e, agora, com o possível fim do espaço no museu, só restarão dois em funcionamento: o Cinema da UFBA (Faculdade de Educação da UFBA, no Vale do Canela) e o Cine Vivo (Shopping Passeo).  O Cinema no Museu foi inaugurado em 1996, com capacidade para 125 pessoas. Segundo informações do jornal A tarde, o Cine Vivo também enfrenta problemas e passa por situação de iminente encerramento de duas salas, que operam desde 2009. O local só deve funcionar por mais seis meses caso não seja arranjado novo patrocínio, uma vez que a Telefônica Vivo encerrou a parceria com o circuito. O Cinema da UFBA seria a última sala de arte restante na cidade, continuando apenas por conta da parceria com a instituição e com a Ancine (Agência Nacional do Cinema), não sendo a frequência suficiente para bancar o projeto, uma vez que apenas cerca de 3 mil pessoas frequentam o espaço. A fim de reverter a situação, os organizadores das Salas de Arte estão entrando em contato com empresas do âmbito cultural e órgãos públicos, em uma mobilização organizada para atrair novos investidores, buscando evitar que os ainda existentes tenham o mesmo fim que as antigas salas, como tiveram  as do Cine XIV, do Pelourinho e da Aliança Francesa, na Ladeira da Barra. 

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