Segunda, 03 de Novembro de 2014 - 10:20

Cineastas baianos participam de novo programa de Jean Wyllys no Canal Brasil

por Jamile Amine

Cineastas baianos participam de novo programa de Jean Wyllys no Canal Brasil
Foto: Reprodução/ Facebook
A primeira temporada do programa “Cinema em Outras Cores”, apresentado por Jean Wyllys no Canal Brasil, contará com a participação de dois cineastas baianos. Edson Bastos, diretor do curta-metragem “Joelma” e Paula Lice, que dirigiu e atuou em “Jessy”, foram alguns dos entrevistados da atração, que estreia no dia 13 de novembro e propõe uma reflexão sobre temas como diversidade sexual e drogas, a partir da produção cinematográfica.

 
À convite do Canal Brasil e sob curadoria de Jean Wyllys, diversos diretores contemporâneos viajaram ao Rio de Janeiro para gravar o programa. “Conversamos sobre o percurso do filme e sobre a repercussão dele junto ao público, no sentido de se propor a compartilhar um pouco de como é o processo de criação dos atores que se dedicam à arte do transformismo, que é muito desqualificado por várias pessoas e artistas, encarando-o como arte. Falamos sobre preconceitos e tabus sobre a figura do transformista e sobre assuntos que circundam essas pessoas, como o travestismo, a transexualidade e questões de gênero”, contou Paula Lice, sobre sua participação com a experiência do filme “Jessy”.

 
A cineasta disse ainda que se sentiu à vontade no estúdio. “A entrevista é curta e bem animada, Jean Wyllys é um ótimo entrevistador. A conversa fluiu bem, até porque ele conhece todos os atores transformistas que compõem Jessy. Alguns, como Rainha Loulou, são amigos deles. É um assunto que mobiliza a ele e a mim, o papo foi divertido e proveitoso”, disse Paula, que comentou ainda sobre a repercussão do programa nas redes sociais.

 
“A polêmica gerada eu não acompanhei, mas imagino e não me espanta, uma vez que vivemos em um período de forças acirradas e polarizações complicadas. O programa é mais do que necessário para atender a essa demanda urgente que é naturalizar a diversidade, a fim de que todos possam ter assegurados diretos básicos e o exercício livre de expressões do humano, como sexualidade e gênero”, ponderou a artista baiana.


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