Salvador andou com as próprias pernas também na saúde pública
Salvador conquistou, ao longo dos últimos quatro anos, importantes avanços no seu sistema de saúde pública. Na medida em que a cidade organizou suas finanças e adotou um modelo de gestão focado no planejamento, com metas claras e estabelecidas para todas as áreas, permitindo que a capital pudesse andar com as próprias pernas, foi possível darmos saltos de qualidade no atendimento à população, desde a atenção básica até a urgência e emergência. Claro que ainda resta muito o que fazer, mas a Prefeitura, mesmo com a falta de apoio e empenho do governo estadual - que agora no período eleitoral tenta desconstruir a realidade - obteve conquistas que devem ser destacadas.
Um exemplo desse avanço é que, até o final de 2012, o índice de cobertura de atenção básica da população era somente de 18,6%. Ou seja, a capacidade de atendimento das equipes de saúde em relação à população total do município cobria menos de um a cada cinco soteropolitanos. Após três anos e meio de gestão do prefeito ACM Neto, foi possível evoluir esse índice para 47%, representando um crescimento de 153%. Esse indicador chegará a 50% até o final de 2016.
O número de equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) soltou de 104 para 243, enquanto que na Bahia inteira, no mesmo período, o crescimento foi de apenas 13%. Vale lembrar que o governo do estado segue sem pagar sua contrapartida no PSF, assim como também não honrava o compromisso em relação ao Samu, só passando a fazê-lo após ação movida pelo Ministério Público da Bahia.
Mesmo financiando solitariamente, avançamos nas áreas de prevenção, combate a endemias, contratação de profissionais especializados e na reforma, construção e ampliação de unidades de saúde. Na gestão atual, mais de 130 unidades de saúde foram reformadas e 18 reconstruídas. Inovamos com a implantação de quatro Multicentros de Saúde, unidades voltadas à medicina diagnóstica, que hoje funcionam no Nordeste de Amaralina, Vale das Pedrinhas, Carlos Gomes e Liberdade.
Na área de urgência e emergência, enquanto o governo do estado não investiu nas unidades que mantém em Salvador, a exemplo dos Pronto-Atendimentos, além de manter leitos prontos fechados e hospitais em péssimo estado de funcionamento, a exemplo do Couto Maia, Salvador ampliou consideravelmente o atendimento à população. Quando assumimos a gestão, havia apenas uma UPA administrada pela Prefeitura, em Periperi, e mesmo assim funcionando de forma precária. Além de ajustarmos o atendimento nessa unidade, construímos outras oito UPAs, num investimento anual de cerca de R$140 milhões. Isso sem falar no primeiro Hospital Municipal de Salvador, cuja construção já começou na Boca da Mata, com recursos próprios da ordem R$120 milhões.
É bom frisar que a maior parte dessas ações na saúde beneficiaram e beneficiam diretamente a população que mais precisa do amparo do poder público, o que tem sido uma lógica de toda essa gestão, com a destinação de mais de 75% dos investimentos para as regiões mais pobres. E fizemos tudo isso com muito esforço e empenho pessoal do prefeito ACM Neto. Nenhuma campanha será capaz de desconstruir tudo o que fizemos até aqui. Os ataques e as críticas vazias serão respondidas sempre com número e com os fatos, de forma técnica, assim como os projetos que queremos implementar no futuro.
* José Antônio Rodrigues Alves é secretário municipal da Saúde
* Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias
