Ducentésima defesa em Engenharia Industrial da UFBA
Foto: Acervo pessoal
Ao celebrar ao mesmo tempo os 70 anos da UFBA e os 10 anos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Industrial (PEI, www.pei.ufba.br), ocorreu, no último dia 6 de junho de 2016, nas dependências da Escola Politécnica a ducentésima defesa em Engenharia Industrial. Esta conquista não apenas se potencializa pelo seu caráter quantitativo, mas sobretudo pelo aspecto qualitativo, principalmente no que diz respeito à produção científica e tecnológica em engenharia industrial no Estado da Bahia.
A UFBA comemora em 2 de julho de 2016 seus 70 anos de criação enquanto universidade federal, tendo formado grande número de profissionais que atuam na Bahia e no Brasil. De fato, suas raízes remontem à 1808, quando da vinda da família real ao país, ao instituir a Escola de Cirurgia da Bahia no sítio histórico do Pelourinho, sendo portanto o primeiro curso universitário do Brasil. Durante esses anos, a instituição vem assumindo o compromisso social de garantir um ensino público, gratuito e de qualidade, por meio do tripé acadêmico de ensino, pesquisa e extensão. Já o PEI consiste no primeiro programa de doutorado em engenharias do Estado da Bahia, pertencente à sub especialidade Engenharia de Produção, e avaliado pelo comitê das Engenharias III da CAPES, foi recomendado em 26 de novembro de 2006, iniciando as atividades no ano seguinte. Em 2008 iniciou suas atividades de mestrado acadêmico e no ano seguinte o mestrado profissional (MPEI), também pioneiro.
O PEI é um programa completo, embasado na tríade de cursos de Mestrado (Acadêmico e Profissional) e Doutorado, todas – importante destacar – devidamente consolidadas. Por sinal, o reconhecimento do PEI ocorreu por parte do Sistema Nacional de Avaliação da Pós-Graduação (SNPG), regulado e aferido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES - MEC), que validou estes números já na segunda avaliação trienal do programa (2010-2012). O PEI é atualmente o primeiro e único programa da grande área de Engenharias, no Estado da Bahia, a alcançar conceito 5 (o nível máximo é sete). Apenas cerca de 25% dos programas do Brasil têm conceito 5 ou superior, percentual este que é de cerca de 24% na UFBA, 16% na Bahia e de 16% nos Programas do Nordeste.
Sua área de concentração, bastante abrangente, refere-se ao “Desenvolvimento Sustentável de Processos e Produtos”. Os objetivos compreendem a geração de conhecimento e tecnologia e a formação de profissionais e recursos humanos para as instituições de ciência, tecnologia e inovação, a indústria nacional e outros setores da sociedade brasileira, contribuindo para a evolução tecnológica desta indústria através da qualificação de pessoas e do desenvolvimento de pesquisas e metodologias associadas à análise e resolução de problemas industriais cientificamente relevantes que contemplem, inclusive, a necessidade de um tratamento conjugado de fenômenos pertinentes a diferentes áreas de conhecimento das engenharias e das ciências.
A capacidade de produção do PEI deve-se, sobretudo, ao sucesso das metodologias e dos procedimentos curriculares / pedagógicos de acompanhamento implementados, cuja eficiência é também frequentemente analisada no âmbito do Programa. Importante ressaltar que, com menos de três anos de existência, foram efetivadas as três primeiras defesas de tese do PEI, representando estas também as primeiras defesas de doutorado em engenharia do Estado da Bahia (em geral leva-se quatro anos para se desenvolver uma tese).
A UFBA comemora em 2 de julho de 2016 seus 70 anos de criação enquanto universidade federal, tendo formado grande número de profissionais que atuam na Bahia e no Brasil. De fato, suas raízes remontem à 1808, quando da vinda da família real ao país, ao instituir a Escola de Cirurgia da Bahia no sítio histórico do Pelourinho, sendo portanto o primeiro curso universitário do Brasil. Durante esses anos, a instituição vem assumindo o compromisso social de garantir um ensino público, gratuito e de qualidade, por meio do tripé acadêmico de ensino, pesquisa e extensão. Já o PEI consiste no primeiro programa de doutorado em engenharias do Estado da Bahia, pertencente à sub especialidade Engenharia de Produção, e avaliado pelo comitê das Engenharias III da CAPES, foi recomendado em 26 de novembro de 2006, iniciando as atividades no ano seguinte. Em 2008 iniciou suas atividades de mestrado acadêmico e no ano seguinte o mestrado profissional (MPEI), também pioneiro.
O PEI é um programa completo, embasado na tríade de cursos de Mestrado (Acadêmico e Profissional) e Doutorado, todas – importante destacar – devidamente consolidadas. Por sinal, o reconhecimento do PEI ocorreu por parte do Sistema Nacional de Avaliação da Pós-Graduação (SNPG), regulado e aferido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES - MEC), que validou estes números já na segunda avaliação trienal do programa (2010-2012). O PEI é atualmente o primeiro e único programa da grande área de Engenharias, no Estado da Bahia, a alcançar conceito 5 (o nível máximo é sete). Apenas cerca de 25% dos programas do Brasil têm conceito 5 ou superior, percentual este que é de cerca de 24% na UFBA, 16% na Bahia e de 16% nos Programas do Nordeste.
Sua área de concentração, bastante abrangente, refere-se ao “Desenvolvimento Sustentável de Processos e Produtos”. Os objetivos compreendem a geração de conhecimento e tecnologia e a formação de profissionais e recursos humanos para as instituições de ciência, tecnologia e inovação, a indústria nacional e outros setores da sociedade brasileira, contribuindo para a evolução tecnológica desta indústria através da qualificação de pessoas e do desenvolvimento de pesquisas e metodologias associadas à análise e resolução de problemas industriais cientificamente relevantes que contemplem, inclusive, a necessidade de um tratamento conjugado de fenômenos pertinentes a diferentes áreas de conhecimento das engenharias e das ciências.
A capacidade de produção do PEI deve-se, sobretudo, ao sucesso das metodologias e dos procedimentos curriculares / pedagógicos de acompanhamento implementados, cuja eficiência é também frequentemente analisada no âmbito do Programa. Importante ressaltar que, com menos de três anos de existência, foram efetivadas as três primeiras defesas de tese do PEI, representando estas também as primeiras defesas de doutorado em engenharia do Estado da Bahia (em geral leva-se quatro anos para se desenvolver uma tese).
É de se destacar que mais da metade dos docentes permanentes do programa têm bolsa de produtividade do CNPq (seja em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora ou Produtividade em Pesquisa). Suas características mais marcantes, além de ser o principal programa de pós-graduação da área tecnológica da UFBA e da Bahia, é de ser um programa realmente multidisciplinar, principalmente devido à composição de seus docentes e discentes, além dos temas tratados nas patentes, artigos publicados e dissertações e teses defendidas ao longo de dez anos.
A partir de 2012 o PEI deu mais um passo importante para a consolidação de sua importância regional e nacional e de liderança em Engenharias tanto no Estado quanto na região Nordeste, criando Programas de Doutorado e Mestrado Solidários de Nucleação Estadual envolvendo varias Instituições de Ensino Superior (IES) da Bahia e estados vizinhos, com as primeiras defesas de tese já efetuadas em 2015. Outra ação iniciada em 2013 e também com um impacto positivo na tríade solidariedade, nucleação e visibilidade, foi o início de um amplo convênio celebrado entre a UFBA (PEI) e o Instituto Federal de Alagoas (IFAL) para a formação de docentes e técnicos administrativos desta Instituição em níveis de doutorado acadêmico, bem como de mestrado profissional, iniciando suas atividades em 2014 (coincidindo com a 200ª defesa agora em 2016). No cenário internacional, tem projetos em cooperação com instituições científicas de renome mundial.
Em particular, a modalidade de mestrado profissional surgiu na UFBA em 2009, sendo o único na Bahia voltado à engenharia. A proposta do mestrado profissional é buscar na academia soluções para os problemas das empresas e indústrias. O oferecimento é feito por ênfase e conforme demandas da sociedade (pois trata-se de um curso de natureza intermitente), representa a possibilidade efetiva de uma relação ainda mais intensa com o setor industrial. Igualmente reconhecido e patrocinado pela CAPES, este curso é realizado também no período noturno e segue os mesmos padrões dos mestrados tradicionais, ou seja, o aluno tem que defender uma dissertação e gerar produtos acadêmicos (artigos em publicações científicas) ou tecnológicos (patentes).
Pode-se portanto afirmar que tanto os cursos acadêmicos (mestrado acadêmico e doutorado) e o MPEI estão consolidados enquanto marcos relevantes para a história e as perspectivas da ciência e da tecnologia no Estado da Bahia. A ducentésima defesa é simbólica considerando os dez anos do programa e 70 da nova UFBA, porque reflete a disposição do PEI de vir a ser um sopro de renovação na universidade brasileira, comprometida com a sociedade e contribuindo para o desenvolvimento do estado e do país.
* Marcio Luis Ferreira Nascimento é professor da Escola Politécnica, Departamento de Engenharia Química da UFBA
* Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias
