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Paixão & verdade, um paradoxo!

Por Davidson Botelho

Paixão & verdade, um paradoxo!
Foto: Divulgação
Paixão é um sentimento que ao meu modo de ver é exclusivo entre seres humanos.
 
Esta relação de paixão envolvendo clubes esportivos , marcas ou até religiões, são ditas verdadeiras até uma linha tênue onde a paixão se encontra e conflita com outros sentimentos como necessidade, ganância, individualidade, etc...
 
Pode até ser um paradoxo, mas é verdadeiro. O que destrói a paixão de uma pessoa para com uma instituição, é justamente o Ser Humano, logo ele peça fundamental no processo.
 
Nas instituições as pessoas são passageiras e com as transições das pessoas as paixões também mudam.
 
Vamos a alguns exemplos. Começo por um bem local, a Perini. Haviam pessoas apaixonadas pela delicatessen que era modelo de atendimento e oferta de produtos , pessoas tinham o hábito de frequentar por frequentar , por se sentirem bem.
 
De um lado a paixão de vários clientes pela instituição, e por outro lado a paixão do criador pelo seu negócio, uma paixão atrai a outra. Mas aí veio outro elemento chamado NECESSIDADE (suposição minha), e rompeu as paixões. Pouco existe isso hoje na relação entre cliente e instituição.
 
Outro exemplo muito forte é a relação entre torcedores e clubes de futebol. Os torcedores passam da paixão para o fanatismo, mas esquecem que dirigentes e jogadores são passageiros e quando isso é verdade, não existe A PAIXÃO no sentido inverso.
 
Basta o clube não chegar a um acordo de premiação por objetivo alcançado (muitas vezes por limitação orçamentária) , que os jogadores abandonam a PAIXÃO DECLARADA (muitas vezes por necessidade), e buscam outros caminhos ou até abortam o objetivo sem se preocupar com a outra ponta da PAIXÃO.
 
Paixão verdadeira só existe entre pessoas, quando a relação é com uma instituição, isso só se torna duradouro ou verdadeiro até o momento que existam pessoas nos lados opostos com o mesmo objetivo, ou PAIXÃO!!!
 
* Davidson Botelho é empresário

* Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias