O trem no caminho da mobilidade em Camaçari
O desafio da mobilidade urbana não é uma questão central apenas em Salvador. Em toda a Região Metropolitana, municípios enfrentam problemas no trânsito e no transporte público que afetam gravemente a qualidade de vida das pessoas, elevam os gastos com saúde pública, travam o desenvolvimento econômico e o crescimento das cidades. Já passou da hora desses municípios investirem para valer em projetos e alternativas para que se torne possível ir e voltar do trabalho sem ficar horas em congestionamentos.
Em Camaçari, um exemplo prático de como a política não é usada como instrumento em prol da coletividade é a continuidade da linha férrea cortando a cidade ao meio. Ainda na campanha de 2004, o então candidato Luiz Caetano se elegeu prefeito prometendo a retirada dos trilhos, mas o dinheiro do governo federal para a construção do anel ferroviário que tornaria isso possível nunca se transformou em obras por conta de fortes suspeitas de corrupção denunciadas pelo Ministério Público Federal e que estão na Justiça Federal, já tendo provocado o bloqueio dos bens de figuras como o próprio Caetano.
A linha férrea, além de já ter provocado vários acidentes com vítimas fatais, congestiona a cidade, pois a passagem do trem obriga a parada dos veículos no centro nervoso de Camaçari. Em março desse ano aconteceu uma audiência com representantes da Prefeitura e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes para tratar do assunto, mas não houve avanços. Pelo contrário, surgiram novos obstáculos à retirada da linha férrea.
Em Camaçari, um exemplo prático de como a política não é usada como instrumento em prol da coletividade é a continuidade da linha férrea cortando a cidade ao meio. Ainda na campanha de 2004, o então candidato Luiz Caetano se elegeu prefeito prometendo a retirada dos trilhos, mas o dinheiro do governo federal para a construção do anel ferroviário que tornaria isso possível nunca se transformou em obras por conta de fortes suspeitas de corrupção denunciadas pelo Ministério Público Federal e que estão na Justiça Federal, já tendo provocado o bloqueio dos bens de figuras como o próprio Caetano.
A linha férrea, além de já ter provocado vários acidentes com vítimas fatais, congestiona a cidade, pois a passagem do trem obriga a parada dos veículos no centro nervoso de Camaçari. Em março desse ano aconteceu uma audiência com representantes da Prefeitura e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes para tratar do assunto, mas não houve avanços. Pelo contrário, surgiram novos obstáculos à retirada da linha férrea.
Entre os obstáculos estão a existência de adutoras da Embasa, dutos de uma empresa privada e necessidade de desapropriações. Na realidade, falta é vontade política, seriedade e transparência do governo municipal para brigar pela retirada da linha férrea. Agora, se fala em reativar o trem de passageiros ligando Salvador a Alagoinhas, o que ajudaria a desafogar o trânsito na BR-324, mas agravaria o problema da mobilidade em Camaçari justamente porque a linha passa pelo centro da cidade.
Camaçari, que tem uma arrecadação alta, precisa urgentemente investir em projetos ousados na área da mobilidade, como Salvador está fazendo com o corredor exclusivo que vai ligar a Estação da Lapa à região do Iguatemi, num investimento ousado que terá contrapartida do município. Não há nenhuma grande obra na área de mobilidade na cidade. Se não é possível retirar a linha férrea, que se invista na construção de passarelas ou viadutos para evitar o cruzamento dos veículos com os trilhos.
Não podemos mais aceitar o improviso. O planejamento e execução de grandes intervenções urbanas significam agora a garantia do crescimento e da qualidade de vida para o futuro. Para tornar essas obras de peso uma realidade, e preciso que a prefeitura busque parcerias com a iniciativa privada, o que é mais do que viável num município que possui indústrias fortes, viabilize financiamentos junto a instituições de crédito dentro e fora do país e fazer a costura política para assegurar recursos federais e estaduais. Soluções de engenharia de tráfego devem ser pensadas urgentemente, pois senão Camaçari vai travar, tanto do ponto de vista humano quanto econômico.
Camaçari, que tem uma arrecadação alta, precisa urgentemente investir em projetos ousados na área da mobilidade, como Salvador está fazendo com o corredor exclusivo que vai ligar a Estação da Lapa à região do Iguatemi, num investimento ousado que terá contrapartida do município. Não há nenhuma grande obra na área de mobilidade na cidade. Se não é possível retirar a linha férrea, que se invista na construção de passarelas ou viadutos para evitar o cruzamento dos veículos com os trilhos.
Não podemos mais aceitar o improviso. O planejamento e execução de grandes intervenções urbanas significam agora a garantia do crescimento e da qualidade de vida para o futuro. Para tornar essas obras de peso uma realidade, e preciso que a prefeitura busque parcerias com a iniciativa privada, o que é mais do que viável num município que possui indústrias fortes, viabilize financiamentos junto a instituições de crédito dentro e fora do país e fazer a costura política para assegurar recursos federais e estaduais. Soluções de engenharia de tráfego devem ser pensadas urgentemente, pois senão Camaçari vai travar, tanto do ponto de vista humano quanto econômico.
* Antonio Elinaldo é vereador pelo DEM em Camaçari
* Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias.
