Setembro
Sabe aquela música de Beto Guedes “Sol de Primavera”, que diz: ”Quando entrar setembro/ E a boa nova andar nos campos/ Quero ver brotar o perdão/ Onde a gente plantou Juntos outra vez”?.
A letra diz que já se sonhou, mas também já se chorou muito e que muitos e perderam no caminho, mas que mesmo assim não custa inventar, para que o sol de primavera abra as janelas de nossas vidas.
Faltando 30 dias para as eleições de outubro, o Brasil e os brasileiros parecem viver uma atmosfera que em nada lembra as eleições recentes. Parece que estamos, guardando as devidas proporções, ao período que antecedeu ao “Movimento Diretas Já”.
Historicamente e contextualmente falando, os momentos são distintos. Até porque não vivemos nenhum período ditatorial nos últimos 20 anos e muito menos sofremos quaisquer restrições no livre pensar e no livre manifestar.
Os tempos são outros, mas no imaginário popular, onde as emoções falam mais alto, parece-nos que vivemos um plebiscito entre o que está e o que poderá vir, tanto no que se refere à realidade política estadual, como na realidade nacional.
A letra diz que já se sonhou, mas também já se chorou muito e que muitos e perderam no caminho, mas que mesmo assim não custa inventar, para que o sol de primavera abra as janelas de nossas vidas.
Faltando 30 dias para as eleições de outubro, o Brasil e os brasileiros parecem viver uma atmosfera que em nada lembra as eleições recentes. Parece que estamos, guardando as devidas proporções, ao período que antecedeu ao “Movimento Diretas Já”.
Historicamente e contextualmente falando, os momentos são distintos. Até porque não vivemos nenhum período ditatorial nos últimos 20 anos e muito menos sofremos quaisquer restrições no livre pensar e no livre manifestar.
Os tempos são outros, mas no imaginário popular, onde as emoções falam mais alto, parece-nos que vivemos um plebiscito entre o que está e o que poderá vir, tanto no que se refere à realidade política estadual, como na realidade nacional.
Não se está mais confrontando projetos e propostas, mas sim o presente e o futuro, que tanto pode ser a apresentação de novos modelos, como a reedição de antigos modelos de gestões.
Não importa se os candidatos A, B ou C sejam de esquerda ou de direita, até porque há muito tempo esse conceito não funciona. Mas importa, no fervilhar das emoções que antecedem o 5 de outubro, o que tais candidatos representam em termos de manutenção do presente ou inovação no futuro.
Os nervos parecem à flor da pele. As emoções permanecem no ar, como fagulhas prontas a incendiar a qualquer movimento mais brusco. E vivem-se as tensões das pesquisas eleitorais, dos apoios - ou da falta deles – e das alianças presentes e daquelas que já se esboçam com vistas a um futuro próximo. Nada é definitivo. Tudo é incerto. Tudo é expectativa.
O Sol de Primavera, que inicia um novo ciclo na natureza, antecedendo a chegada da nova estação – a Primavera só começa em 21 de setembro - ainda está entremeado de nuvens pesadas, mas que nem por isso impedem que sonhemos, e que colhamos o que plantamos desde quando entramos para a era da democracia.
A lição já sabemos de cor. Mas, como bem diz a música, só nos resta aprender.
Não importa se os candidatos A, B ou C sejam de esquerda ou de direita, até porque há muito tempo esse conceito não funciona. Mas importa, no fervilhar das emoções que antecedem o 5 de outubro, o que tais candidatos representam em termos de manutenção do presente ou inovação no futuro.
Os nervos parecem à flor da pele. As emoções permanecem no ar, como fagulhas prontas a incendiar a qualquer movimento mais brusco. E vivem-se as tensões das pesquisas eleitorais, dos apoios - ou da falta deles – e das alianças presentes e daquelas que já se esboçam com vistas a um futuro próximo. Nada é definitivo. Tudo é incerto. Tudo é expectativa.
O Sol de Primavera, que inicia um novo ciclo na natureza, antecedendo a chegada da nova estação – a Primavera só começa em 21 de setembro - ainda está entremeado de nuvens pesadas, mas que nem por isso impedem que sonhemos, e que colhamos o que plantamos desde quando entramos para a era da democracia.
A lição já sabemos de cor. Mas, como bem diz a música, só nos resta aprender.
*Adilson Fônseca é jornalista.
Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias.
