Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Artigo

Artigo

Com gás, mais fôlego

Por Gilberto Brito

Com gás, mais fôlego
Com o evoluir da sociedade, a cada dia são mais pesadas  as demandas para o poder público. Isto exige consciente priorização de metas e busca de recursos para o seu solucionar. Por conseguinte, o verbo economizar é o mais soletrado pelos que detêm, de forma responsável, o poder.

Conhecendo um pouco da realidade e uma vez comprometido com as questões públicas, gostaria de comentar sobre o combustível consumido pelos veículos oficiais ou locados, tendo antes indagado, refletido e pesquisado: a gasolina, em nossa capital, custa R$ 2,79 o litro, e a média de consumo é de 10 km/lt. O alcool, R$ 2,09, com média de 7 km/lt, e o gás - GNV - custa R$ 1,67 o mt3, com média de 13 km/mt3.

Além dos números apontados, o gás veicular é o mais seguro, limpo e menos tóxico dos combustíveis, desde quando consegue uma redução de 33% na emissão dos diversos óxidos de nitrogênio, e libera 50% menos hidrocarbonetos reativos quando comparados aos veículos movidos a gasolina. Os GNVs classificam-se melhor também nas emissões de matéria particulada, menores que 10 mícrons (PM10), afora dissipar-se rapidamente na atmosfera, reduzindo o risco de qualquer explosão ou incêndio, além de absoluta impossibilidade de adulteração, prática rotineira de muitos "sabidos".

Ele não deixa resíduos na câmara de combustão, o que prolonga a vida útil do motor; o intervalo de trocas de óleo, filtro e velas de ignição são maiores, sem esquecer que o seu preço é mais estável, quando comparados aos preços do petróleo, o que torna mais fácil planejar os custos a longo prazo.

Como desvantagem, listam: os veículos tocados pelo GNV têm menor espaço no porta-malas, isto para acomodar os cilindros de combustível; têm inferior desempenho de velocidade e a autonomia de cada abastecimento é a metade dos que são tocados por gasolina, menor a sua capacidade de armazenamento.

Desta forma, salvo melhor juizo, especialmente dos aprofundados na matéria, acredito que o estado, prefeitura e empresas públicas poderiam, quando nada, avaliarem esta modesta e singela manifestação, orientada numa observação concreta e indiscutível: os taxista deixaram, na quase totalidade, de abastecerem os seus veículos com alcool e gasolina, optando pelo gás. Qual seria a razão? Por certo, o bolso, que segundo a sabedoria popular, a parte mais sensível do corpo humano.


*Gilberto Brito é delegado e ex-deputado estadual.