Caiu como uma avalanche debate entre CVC e Setur
Guilherme Paulus, um dos homens mais influentes e competentes do turismo nacional, não poupou críticas às Secretarias de Turismo da Bahia e do Amazonas, dois estados de grande importância no turismo nacional. Paulus criticou a ausência da Bahia nos principais eventos ligados ao trade internacional e à forma, segundo ele, "arcaica" de divulgar os destinos. Chega de distribir fitinhas do Bomfim e acarajé; os turistas querem muito mais do que isso, querem segurança e produtos elaborados, querem conteúdo nos destinos visitados.
Passou o tempo em que recebíamos turistas para fotografar baianos jogando capoeira. Eles querem uma bela casa de shows com qualidade gastronômica e um belo show folclórico. Passou o tempo que os eventos, congressos e convenções eram realizados em Salvador por causa da baianidade, misticismo etc. As empresas querem estrutura, bons centros de eventos e hotéis com padrão internacional.
As nossas festas não atraem turistas, exceto o carnaval, que ainda tem uma força principalmente no mercado dos jovens. Nenhuma festa típica baiana é capaz de atrair turistas. Me apontem uma operadora que trabalhe e obtenha sucesso com a Lavagem de Itapoan. E a festa de Yemanjá? E a Lavagem do Bomfim traz turistas? O diretor da Bahiatursa informa que a CVC vendeu, em 2006, 15 mil pacotes para a Bahia e, em 2011, esse número cresceu para 35 mil, creditando o aumento ao trabalho de divulgação do São João da Bahia. Menos Ferrero, menos....
Esse aumento não significa que foi direcionado às cidades que promovem o São João. Vamos recordar que, neste período, foram inaugurados o Iberostar, na Praia do Forte, e O Paladium, na Linha Verde, e Sauípe melhorou consideravelmente sua ocupação. A CVC é a grande responsável pelas vendas nesses destinos, isso sem falar que o carro chefe sempre foi Porto Seguro.
Passou o tempo em que recebíamos turistas para fotografar baianos jogando capoeira. Eles querem uma bela casa de shows com qualidade gastronômica e um belo show folclórico. Passou o tempo que os eventos, congressos e convenções eram realizados em Salvador por causa da baianidade, misticismo etc. As empresas querem estrutura, bons centros de eventos e hotéis com padrão internacional.
As nossas festas não atraem turistas, exceto o carnaval, que ainda tem uma força principalmente no mercado dos jovens. Nenhuma festa típica baiana é capaz de atrair turistas. Me apontem uma operadora que trabalhe e obtenha sucesso com a Lavagem de Itapoan. E a festa de Yemanjá? E a Lavagem do Bomfim traz turistas? O diretor da Bahiatursa informa que a CVC vendeu, em 2006, 15 mil pacotes para a Bahia e, em 2011, esse número cresceu para 35 mil, creditando o aumento ao trabalho de divulgação do São João da Bahia. Menos Ferrero, menos....
Esse aumento não significa que foi direcionado às cidades que promovem o São João. Vamos recordar que, neste período, foram inaugurados o Iberostar, na Praia do Forte, e O Paladium, na Linha Verde, e Sauípe melhorou consideravelmente sua ocupação. A CVC é a grande responsável pelas vendas nesses destinos, isso sem falar que o carro chefe sempre foi Porto Seguro.
O que precisa ser feito é um plano macro do turismo da Bahia, elaborar uma estratégia de atuação e, principalmente, formatar produtos adaptados aos desejos do consumidor atual. A Bahia não pode e não deve ser conhecida apenas pela fitinha do Bomfim e pelo acarajé: temos cultura, gastronomia, artes, música e um cenário fantástico. Recife, com muito menos do que Salvador, hoje atrai mais turistas do que a nossa cidade. Aliás, Salvador já não figura entre os 10 principais destinos brasileiros e Porto Seguro já vai ser ultrapassado pela cidade de São Paulo, que atua focada na venda eminentemente de pacotes para shows,entretenimento, eventos esportivos, gastronomia e compras.
Salvador saiu de moda e eu venho afirmando isso há muito tempo. Nossa cidade não é mais um destino desejado pelos turistas de grande consumo. Precisamos repaginar por completo trazendo ideias novas, gente nova e sangue novo.
*Davidson de Freitas Botelho é biólogo, mas já passou por diversas empresas no setor de turismo como a TAM e a Webjet.
