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APRESENTAÇÕES E CUMPRIMENTOS


Edvalda Bomfim

A maneira como somos apresentados, ou como apresentamos alguém a outra pessoa, é sempre um momento de extrema importância, pois é quando ocorre o primeiro contato físico e verbal e, por mais tendência à informalidade que se observe nas relações humanas nos dias atuais e também, por mais espontâneos que nós brasileiros sejamos, não se pode perder de vista o conhecimento de algumas regras que norteiam uma apresentação bem-feita, na qual resultará em um decisivo bom começo nos relacionamentos, tanto sociais como empresariais Algumas dessas regras são bastante simples e, independente de cultura ou países, mudam muito pouco:

• Apresenta-se o mais novo ao mais velho, o homem à mulher, o menos ao mais importante na hierarquia – para não errar este último, diga o nome do “menos importante”, apresentando a ele o “mais importante”;
• Os homens, no ato da apresentação, levantam-se sempre, as mulheres, não, exceto para cumprimentar chefes de Estado, representantes da Igreja, uma pessoa mais velha ou portadores de necessidades especiais;
• Profissionalmente, entretanto, as mulheres levantam-se no caso de serem apresentadas ou para cumprimentar alguém superior hierarquicamente;
• Cabe à mulher, no momento da apresentação, estender a mão, assim como, a pessoa mais importante na hierarquia é quem toma esta iniciativa;
• Secretárias nunca devem estender a mão para cumprimentar uma visita, seja homem ou mulher. Contudo, se o visitante o fizer deve de forma cerimoniosa retribuir o aperto de mão, seguido de um cordial “bom dia” ou “boa tarde”, precedendo o atendimento de forma cortês;
• Quando se tratar de clientes ou uma visita na empresa, os colaboradores são quem devem ser apresentados. Primeiro dizendo o nome e depois a função. Por exemplo: “Senhor João, gostaria de apresentar-lhe o Senhor Fulano de Tal, nosso Gerente de Operações”. Esta regra, porém, é invertida quando se tratar de cargos de alta direção. Exemplo: Senhor João, apresento-lhe o nosso Diretor Regional ou Presidente e etc., Senhor Fulano de Tal;
• Em feiras, seminários e outros eventos comerciais, a pessoa pode apresentar a si mesmo, sem medo de errar. Apenas é preciso ter algo a dizer, não é aconselhável que seja um gesto gratuito. O correto é dizer o nome e a empresa a qual, pertence seguindo-se da entrega do cartão profissional;
• Social ou profissionalmente, quando uma mulher apresenta o seu marido, o correto é dizer “meu marido” e o homem deverá falar “minha mulher”, mas, ao referir-se, à mulher do outro falará “sua esposa” ou “sua senhora”;
• Em reuniões de trabalho ou de negócios, quando todos já estiverem sentados, não há necessidade que se levantem ao chegar alguém e ser apresentado, exceto quando se tratar da mais alta função da empresa;
• Apresentar alguém como “ex”, exemplo: “ex-diretor”, ex-deputado “, ex-marido” e assim por diante. Afinal o que importa, naquele momento é a situação atual da pessoa. No decorrer do diálogo, se necessário, será feita uma referência, validando aspectos da sua experiência profissional ou de vida pessoal;
• Apresentar, também, uma pessoa pelo apelido, além de indelicado é sinal de falta de elegância corporativa;
• Beijinhos no rosto; “três para casar, quatro para não morar com a sogra” devem ser evitados a todo custo em ocasiões formais e nas relações de trabalho e de negócios. Com estrangeiros, nem pensar!;
• Por fim, a expressão “muito prazer” deve ser dita na despedida (se realmente tiver sido o caso) e não no momento da apresentação como normalmente ocorre.

O aperto de mão: você sabe ou pensa que sabe?
É geralmente o aperto de mão que segue à apresentação formal e é grande o número de pessoas que não cuida bem desse contato e passa, sem saber, uma má primeira impressão. Há apertos de mão totalmente inadequados e de várias naturezas: fortes além da conta, frouxos, esquivos – na ponta dos dedos, etc.
Esse gesto, conta a lenda, surgiu na antiguidade, quando os homens, por razões de constantes ataques inimigos, viviam sempre armados como forma de defesa e quando se encontravam  em ocasiões amigáveis, estendiam a mão ao interlocutor, demonstrando, literalmente, o seu desarmamento,  para que o outro também pudesse manifestar a sua condição pacífica, com o mesmo gesto.
Como a prática foi generalizada e se tornou uma forma de cumprimento universal é imprescindível prestar muita atenção em como desempenhar bem este ato que, embora rotineiro, é muito significativo, pois é quando ocorre o primeiro contato entre duas pessoas, possibilitando que laços aconteçam em um clima de civilidade.
Nada de excessos, nem para menos ou para mais – mãos moles e olhos baixos denotam indiferença no encontro com o outro. O excesso também transmite rudeza. Outra coisa importante: se o interlocutor não for do seu estreito conhecimento, não dê outros toques – o famoso aperto de mão ou abraço seguido de “tapinhas” nas costas é bem pouco profissional, sem contar que, para estrangeiros é considerado vulgar.
Portanto, cuidado com as inadequações. Com já se disse por aí: pode não haver uma segunda chance de você causar uma boa impressão.

Edvalda Bomfim é graduada em História com especialização em Administração de Eventos Públicos e Privados, Cerimonial e Protocolo e pós graduanda em Educação a Distância.