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PREVENÇÃO CRIMINAL

Vez por outra, em cidades do interior do país, quadrilhas bem estruturadas assaltam agências ou postos bancários e, em alguns casos, dinamitam caixas eletrônicos, d'onde resgatam o dinheiro encontrado.

Um equipamento com tecnologia pernambucana pode ser a solução para conter essa modalidade delitiva. O dispositivo, batizado de AIPS – sigla em inglês que significa Sistema Inteligente de Proteção para Caixas Eletrônicos –, consiste na destruição das cédulas no momento do roubo. O mecanismo utilizado é o mesmo do malote inteligente, criado em 1998 pelo economista recifense Paulo Viera, na Bélgica, que reduziu a zero assaltos a carros fortes em diversos países da Europa e vem sendo testado por lotéricas, em Pernambuco.

Tanto no malote inteligente quanto no AIPS, no exato momento da ação criminosa o fogo destrói o dinheiro que seria subtraído, o que  desencoraja os bandidos a realizarem as investidas. Vale ressaltar que a destruição não traz prejuízo ao banco, vez que as notas queimadas podem ser trocadas pelo Banco Central.

Para instalar nos caixas eletrônicos o mecanismo já utilizado nos malotes,  necessário se faz algumas mudanças, desde quando o específico malote é resistente a uma determinada incidência de chamas, enquanto o caixa  é dotado de  quatro gavetas  internas, cada uma com capacidade para 2,5 mil cédulas. Como o caixa já existe, então se adapta para que a quantidade de fogo seja suficiente à queima do dinheiro, sem contudo destruir o equipamento.

O custo do AIPS, que já está sendo desenvolvido em uma indústria do interior de São Paulo,  é de R$ 7 mil,  equivalente a cerca de 35% do valor total de um caixa eletrônico, dispêndio que pode ser reduzido, quanto maior a produção do equipamento. Aliás, para os bancos, que tanto lucram, isso é uma "ariranha",  como diria o saudoso amigo Luis Barros.

Tal iniciativa concretizada, com certeza a modalidade criminosa será prevenida, uma vez que  o objeto do crime é antecipadamete destruído. Isto até que "a engenharia marginal" arquitete novo "modus operandi ".

* Gilberto Brito é deputado estadual pelo PR.