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SALVADOR - CAPITAL DO EMPREGO

É com enorme satisfação que leio na imprensa local o registro de que Salvador lidera o ranking das capitais no quesito geração de novos postos de trabalho. Recordo que meu foco maior na luta que foi a aprovação do PDDU era com o desenvolvimento sustentável de Salvador. Fomos muito criticados na ocasião por diversos setores da sociedade. Entretanto, tinha a convicção de que Salvador precisava potencializar seus vetores de crescimento e criar condições em médio prazo para a geração de emprego e renda.

Pois, com enorme satisfação, verifico que desde que a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico (DIEESE), Secretaria do Trabalho e a Fundação Seade, começaram a aferir os índices de desemprego em Salvador, em 1996, a capital da Bahia registra os menores patamares, em junho deste ano, com uma marca de 16,7%.

 Em comparação ao mesmo período de 2009, a taxa de desemprego teve uma redução de 4,6%. A pesquisa, que é feita desde 1996 e foi realizada em sete regiões metropolitanas brasileiras, aponta Salvador como a segunda capital no ranking de redução do desemprego, atrás somente de Belo Horizonte. Contudo, ocupa o primeiro lugar no quesito geração de novos postos de trabalho.

Outro fator que contribui para a redução do índice do desemprego é a crescente procura pelo Serviço Municipal de Intermediação de Mão-de-obra (SIMM). Criado em março de 2005, foi um dos primeiros projetos do meu primeiro mandato, e nos últimos cinco anos já empregou mais de 46 mil trabalhadores.

Os dados do DIEESE também relatam que a construção civil conta com 109 mil novos postos de trabalho.  Uma nova dinâmica foi implantada no setor imobiliário, com um “boom” no setor, que teve como marco legal para sua expansão a aprovação do novo PDDU, em 2008.

Em Salvador, todos os setores produtivos registraram crescimento do emprego: o setor industriário com alta de 3,2%; o comércio teve um acréscimo de 4,6%; serviços, uma alta de 3,1%, e construção civil, uma alta de 0,9%.

Os esforços dos diversos setores do Poder Público e obviamente da iniciativa privada têm retirado milhares de país e mães de família, assim como jovens em início de carreira, da situação do desemprego e da informalidade e levando esperança e concretizando sonhos aos lares dos soteropolitanos. A taxa atual ainda precisa ser reduzida, entretanto, as pesquisas indicam a tendência de queda no desemprego.

Recordo da tristeza que me abatia quando lia as manchetes dos jornais locais apontando Salvador como a capital do desemprego. Pois o esforço intermitente dos empresários e dos trabalhadores que estão buscando sua qualificação, com o esforço do Poder Público, capitaneado pela política econômica do presidente Luís Inácio Lula da Silva, reverteram esta situação, motivo de comemoração para toda a cidade do Salvador.

* João Henrique Carneiro é prefeito da cidade de Salvador (Bahia).