SOLUÇÕES PARA O PORTO DE SALVADOR

É notória a transformação da Bahia. Com a maior economia do Nordeste, o estado é um grande canteiro de obra. O ciclo virtuoso, alimentado pela resolução dos entraves da infraestrutura e atração de capital privado, está em ebulição. Os investimentos em infraestrutura devem consumir R$ 43 bilhões em três anos. A iniciativa privada investirá R$ 73,8 bilhões na indústria, Segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O PIB cresceu 1,7% em plena crise de 2009 e estima-se aumento de 8% para 2010.
A indústria baiana cresceu 13,4% no 1º trimestre deste ano, Segundo o IBGE. No entanto, os esforços para manter a economia pulsante podem ser inúteis se continuarmos com o Porto de Salvador, o maior do estado, sufocado pela falta de acesso. Além disso, o Terminal de Contêineres está em uma área menor do que merece o potencial da Bahia. A tendência é que o comércio internacional use navios maiores e os Portos precisam estar preparados para recebê-los.
Hoje, o Terminal de Salvador tem um berço de apenas 210m de comprimento e 2m de calado. A solução para o problema foi apresentada pela Companhia das Docas da Bahia (Codeba) e segue em análise na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) desde janeiro de 2010. Também está provado pela Codeba que a licitação da área em questão é inviável técnica e economicamente.
Anexar uma área de 44 mil m² ao atual terminal, com investimentos do poder público e do Tecon Salvador - que em 10 anos de operação aumentou sua produtividade em 400% -, faria com que este alcançasse 377m de berço e 15m de calado, dando condições para receber os maiores navios do mercado.
Caso a expansão não seja feita logo, o terminal não vai garantir a competitividade esperada pelos empresários. E assim, Salvador terá um porto de segunda linha e a economia baiana será prejudicada, visto que seus insumos/produtos terão de escalar portos de maior capacidade, antes de virem para Salvador, gerando mais custos e perda de tempo.
* Eduardo Morais de Castro é presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB).
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