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O que pode ser feito para diminuir os impactos negativos no setor de transporte e mobilidade nos dias de hoje

Por Elias Reis

O que pode ser feito para diminuir os impactos negativos no setor de transporte e mobilidade nos dias de hoje
Foto: Divulgação

A volta para a casa em grandes cidades ao redor do mundo costuma ser, na maioria das vezes, desafiadora e cansativa. Por causa dos congestionamentos, um trajeto que poderia durar minutos, chega a levar horas. Segundo um estudo realizado em 37 regiões metropolitanas brasileiras, pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), estima-se que o tempo perdido no trânsito em grandes centros corresponde a 32 dias por ano. É como se, todo ano, você ficasse um mês inteiro dentro de um carro, sem conforto, estressado e com os altos barulhos de buzina na cabeça sem cessar. Isso faz com que a experiência dos cidadãos no que tange à mobilidade urbana seja ruim.

 

Outro ponto importante neste contexto são os acidentes e as mortes no trânsito. De acordo com dados do Detran, no primeiro semestre de 2024, 522 pessoas morreram em acidentes nas ruas de São Paulo, o que representa uma alta de 30% em relação ao mesmo período do ano passado (398 mortes). Outra grande preocupação na questão da mobilidade em grandes cidades é a segurança. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023, o Brasil tem, em média, mil roubos/furtos de carros por dia.

 

E como mitigar esses problemas, que são cada vez mais comuns em regiões populosas do Brasil, e melhorar a experiência do cidadão? Medidas utilizadas no âmbito das smart cities são alternativas para diminuir os índices negativos. Em busca de também combater esses impactos causados pelos congestionamentos e aprimorar a segurança no trânsito, Buenos Aires, capital da Argentina, implementou algumas dessas tecnologias, a exemplo das câmeras LPR (que realiza a leitura das placas dos automóveis), para identificar alguma infração cometida pelo motorista, como avançar no sinal vermelho, parar o veículo na faixa de pedestre, usar indevidamente ou não utilizar o cinto de segurança, entre outras. Com a adoção da tecnologia, o Governo de Buenos Aires pretende, em seu Plano de Segurança Viária, reduzir 50% das fatalidades no trânsito até 2030. 

 

Segundo uma pesquisa realizada pela consultora ESI ThoughtLab, encomendada pela Deloitte, essas iniciativas para a gestão de tráfego reduzem 26% do total do congestionamento, além de diminuírem em 25% os acidentes com veículos e em 29% as mortes causadas por acidentes de trânsito. 

 

Já na questão de roubos e furtos, os sistemas de reconhecimento facial e de detecção de comportamento nas smart cities agilizam o processo de identificação dos infratores e auxiliam na vigilância das ruas, trazendo mais tranquilidade para a população. Um caso sólido de sucesso nesse quesito é o de Tigre, na Argentina, que incorporou à rotina de seus cidadãos soluções de safer city e conseguiu reduzir em cerca de 80% a taxa de roubo e furtos de veículos na cidade desde o início do projeto, há cerca de 10 anos.

 

A tecnologia, embora não seja por si só a resposta para todos os problemas da mobilidade nas cidades, tem a capacidade de oferecer aos gestores dos serviços em funcionamento no município, de forma integrada, os dados suficientes e em tempo real para agirem e tomarem decisões muito mais embasadas em informações concretas. Pode se beneficiar dessa integração, por exemplo, o controle das ambulâncias, das viaturas policiais, dos semáforos e da frota de transporte público. A convergência desses serviços tem impactado positivamente diversas cidades ao redor do mundo e representa o futuro das nossas cidades.

 

*Elias Reis é head de cidades inteligentes na NEC no Brasil

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias