Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Artigo

Artigo

BIOCOMBUSTÍVEIS COMO ALTERNATIVA ENERGÉTICA COMPETITIVA MUNDIALMENTE


 
André Luis Branco    

Analisemos que hoje nossa matriz energética é baseada em combustíveis fosseis não renováveis, com um aumento de demanda em escalas extraordinárias, pois os gigantes consomem muito e produzem pouco, e os pequenos precisam de muita energia para crescer.

Desde a grande revolução industrial a opção por uma matriz energética nos modelos atuais sempre veio o mesmo questionamento até quando vamos ter petróleo? E basta a economia demandar um pouco mais que a OPEP diminui a produção e faz com que os preços praticados vão a níveis estratosféricos.

O Brasil iniciou sua trajetória já há muitos anos desde a década de 70 com a implantação do pró-alcool, criticado por muitos pelos subsídios da época, porem se não fosse a insistência e o apelo atendido pela população como teríamos passado pelos dias de petróleo a mais de US$150,00 o barril? Hoje vivemos um cenário muito diferente, falamos em Hidrogênio, Metano, Célula de energia, enfim uma grande infinidade de novas e antigas fontes alternativas de geração de energia, e qual será o investimento necessário para a rápida propagação destas novas fontes de energia?Quanto tempo para que possamos trazer a valores competitivos estas novas energias?

O eco sistema clama emergencialmente por atitudes imediatas, temos inúmeras alternativas sendo que a mais consistente é a adoção dos biocombustíveis de forma mais abrangente. Nos idos da década de 1980 um Engenheiro da Ceplac (Itabuna –Ba) foi um dos pioneiros neste processo haja vista a tecnologia disponível neste período o mesmo começou a desenvolver um óleo derivado do Dendê para uso combustível, e já nesta época conseguiu fazer com que um veiculo funcionasse com o derivado da oleoginosa.
Obvio que tal feito fez com que os demais imaginassem o que seria possível fazer.
Mais as pesquisas avançaram bastante e surgiram novas oleaginosas pinhão roxo, mamona, girassol, soja e muitas outras inclusive sementes vindas da Índia,porem mesmo com uma grande variedade de espécies temos que observar alguns detalhes:
Temos varias situações de ordem climática, temos inúmeros problemas de produtividade, esbarramos de fato na maneira de manejo dos cultivares de alguns outros processos que acabam sendo um grande complicador a implementação de ações pontuadas e fragmentadas a política de formação grandes lastros que possam atender a demanda industrial.

Os pesquisadores de Etanol, tem feitos verdadeiros milagres, no trato da produtividade
conseguiram um aumento substancial na produção só com o aumento da pressão nas caldeiras e o aproveitamento do bagaço da cana com o uso de enzimas que aumentam demasiadamente a produtividade.

A inserção de biocombustíveis na matriz energética mundial é uma realidade, porem existem vários outros atores que ate então não tratamos, como o LIXO URBANO; isso mesmo! Com esta visão foi que desde 2001 estamos trabalhando com o intuito de produzir biocombustíveis derivados de lixo urbano, exatamente do lixo urbano o lixo que sai de nossas casas, restaurantes, abatedouros dentre outras formas de resíduos.
A proposta é uma solução energética, sustentável e de maior valia ao eco sistema, lembrando dos malefícios que o lixo traz a uma população.

Vamos descrever o processo para que possam acompanhar tal inovação tecnológica.
O processo primeiramente passa pela separação dos demais dejetos que possam ser reciclados, logo após a separação o lixo passa por um processo de trituração e encaminhado para o processo de fermentação ( com fermentadores especiais ) desenvolvidos pela empresa detentora do processo, após 4 horas da fermentação o mesmo passa por uma nova etapa de prensagem e peneiramento e micro peneiramento fazendo com que o produto advindo da fermentação vá para a de destilação também desenvolvida pela empresa que irá então obter os produtos como ETANOL, BIO-DIESEL E OUTROS para uso como biocombustíveis.

Os dejetos sólidos resultantes do processo ainda são reaproveitados como adubo orgânico e está em fase de estudo avançado para o uso em materiais de construção que terá grande valia para a redução dos preços de alguns componentes na ordem de mais de 20%.

Esta nova tecnologia de biocombustíveis vem não somente baratear o preço dos produtos bem como fazer a descontaminação direta do meio ambiente e todo o eco sistema. E se observarmos que os produtos em foco têm um grande cunho energético e ainda assim permitem o uso para outras situações que ainda podem ser estudadas por pesquisadores. Estamos em vias da implantação da unidade piloto no estado da Bahia, pioneira em tal tecnologia.


* André Luis Branco é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e atualmente é Socio Gestor da Ecoflex Brasil Tecnologia Multi Fuel.