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UniFTC: A importância do desenvolvimento de competências socioemocionais ao longo da vida

Por Lucas Matias Felix

UniFTC: A importância do desenvolvimento de competências socioemocionais ao longo da vida
Foto: Arquivo Pessoal

As competências socioemocionais são habilidades e traços de personalidade que permitem que os indivíduos lidem efetivamente com suas emoções e interajam positivamente com outras pessoas, seja presencialmente ou virtualmente. Elas incluem a capacidade de se comunicar de forma clara e empática, lidar com o estresse e a adversidade de forma construtiva, tomar decisões responsáveis e éticas e demonstrar empatia e compaixão pelos outros. 

 

Segundo o Modelo dos Cinco Grandes Fatores de Personalidade de Costa e McCrae (1922), a extroversão, a amabilidade, conscienciosidade,  neuroticismo e a abertura para a experiência são traços de personalidade universais que influenciam a regulação emocional e o comportamento social ao longo das nossas vidas. Por exemplo, indivíduos com alta extroversão tendem a ser mais sociáveis e assertivos, enquanto aqueles com alta amabilidade demonstram comportamentos mais altruístas e empáticos. A conscienciosidade está associada a comportamentos responsáveis e organizados, enquanto o neuroticismo está associado a emoções negativas e a um maior risco de transtornos de ansiedade e depressão. Já a abertura para a experiência está relacionada a comportamentos criativos e exploratórios, o que pode levar a uma maior adaptabilidade e flexibilidade no enfrentamento de situações novas e desafiadoras.

 

Desenvolver esses traços de personalidade é um processo contínuo ao longo da vida e pode envolver a busca por novas experiências, o aprendizado de habilidades de comunicação e a prática de técnicas de regulação emocional. Por exemplo, participar de atividades que desafiam a zona de conforto, como aulas de teatro ou outras atividades em grupo podem ajudar a desenvolver a extroversão e a amabilidade. Já a prática de mindfulness ou meditação pode ajudar a desenvolver a regulação emocional e a resiliência.


Durante a formação acadêmica, os estudantes podem desenvolver essas habilidades por meio de atividades práticas, como trabalhos em equipe, projetos voluntários e cursos que incentivem a criatividade e a resolução de problemas. Também é importante que as universidades ofereçam suporte emocional e mental aos estudantes, por meio de serviços de aconselhamento e programas de bem-estar. Ao desenvolver essas competências, os estudantes estarão melhor preparados para o mercado de trabalho do futuro, que exigirá cada vez mais profissionais com habilidades de comunicação, resolução de problemas e empatia. 

 

Profissionais com habilidades socioemocionais desenvolvidas são mais propensos a trabalhar em equipe, liderar e lidar com situações estressantes, podendo levar a melhores riscos de adoecimento no trabalho. Além disso, essas habilidades podem ser aplicadas em diversas áreas, incluindo negócios, saúde, educação e serviços sociais, o que pode levar a uma sociedade mais conectada e colaborativa.

 

*Lucas Matias Felix é mestre em Psicologia pela UFMG e coordenador do curso de Psicologia do Centro Universitário UniFTC Vitória da Conquista.