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BNCC: uma estratégia para engajar o jovem em sua jornada de aprendizagem

Por Evandro Mazo

BNCC: uma estratégia para engajar o jovem em sua jornada de aprendizagem
Foto: Acervo pessoal

Vivemos um grande desafio para formar jovens capacitados as demandas de vida, mundo e mercado de trabalho atuais, principalmente quando falamos do formato como promovemos a educação para as novas gerações. Esse processo tem evoluído lentamente, ou seja, continuamos insistindo em um ensinamento do século XIX para formar pessoas que enfrentarão os desafios do século XXI. 

 

Segundo o Movimento pela Base, apenas 60% dos jovens, até 18 anos, concluem o ensino médio, 29% aprendem português de forma satisfatória e 9% aprendem matemática adequadamente. Os dados também apontam que muitos jovens acham a escola desinteressante e sem sentido. Para mudar essa realidade, é necessário tornar o processo de aprendizagem mais interessante, de forma que faça sentido e engaje as novas gerações com o seu processo de formação.  

 

É importante que os jovens vejam conexão entre os conteúdos vistos em sala de aula e como podem utilizar esse conhecimento na vida e na carreira. Não se trata de uma de educação utilitarista, mas de olhar para os interesses da juventude, formulando uma estratégia para estimular seu protagonismo. É neste contexto que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) está inserida como uma estratégia para tornar o processo de aprendizagem mais flexível e conectar os interesses dos jovens as necessidades do mundo contemporâneo. 

 

Os principais desafios que permeiam a BNCC envolvem diversos pontos. Entre eles estão a adequação dos currículos, a formação de professores e a articulação das disciplinas de forma a estruturar um itinerário formativo que traga para dentro da escola questões importantes ao entorno da escola e da realidade vivida por seus estudantes. 

 

Na perspectiva de contribuir com a implementação da BNCC, a Júnior Achievement se apresenta através das metodologias de aprendizagem e conteúdo de fomento ao empreendedorismo, educação financeira e educação para o mundo do trabalho. Desta forma, podemos ajudar as escolas a seguirem as diretrizes do documento com o objetivo de empoderar os jovens para serem protagonistas em um mundo globalizado. 

 

Se tem algo em que a Júnior Achievement acredita é que o ensino deve deixar de ser um conjunto de disciplinas e conteúdos pré-estabelecidos repassados aos estudantes em um processo de aprendizagem vertical de pouca discussão e interação e passe a envolver todos na sala de aula, atravessando a vida dos jovens e os muros das escolas.  

 

Afinal, a formação do indivíduo se dá ao longo da vida e, sendo a escola parte importante nessa jornada, ela deve contribuir para formação do intelecto e do indivíduo como cidadão conhecedor dos seus direitos e deveres. Para isso, é necessário utilizar o pragmatismo e a contextualização para dar significado ao processo de aprendizagem como estratégia para engajar e envolver os educandos com sua jornada de aprendizagem. 

 

*Evandro Mazo é presidente da Junior Achievement Bahia

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias