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Carreiras UniFTC: Perspectivas para a formação e trabalho na área da Saúde

Por Natanael Moura

Carreiras UniFTC: Perspectivas para a formação e trabalho na área da Saúde
Foto: Arquivo pessoal

 

Pensar em perspectivas futuras para qualquer área de atuação profissional é um grande desafio. Entretanto, o exercício de procurar entender o contexto em que estamos pode ser um importante direcionador nesse processo. Um termo que tem sido muito difundido para retratar esse ambiente no mundo corporativo, particularmente no pós-pandemia, é “Mundo BANI”. BANI é um acrônimo, que no inglês significa “Brittle, Anxious, Non-linear, Incomprehensible”. Em português quer dizer frágil, ansioso, não linear e incompreensível.  Nesse contexto, seja em que área de atuação profissional pensarmos, a formação enquanto indivíduos, com desenvolvimento de habilidades socioemocionais, é parte integrante para uma trilha profissional de sucesso. 

 

A discussão sobre formação em saúde é de longa data. Em 2010, a Comissão Lancet de Educação Médica identificou lacunas na educação profissional em saúde e a necessidade das escolas e programas de residência avançarem em direção à aprendizagem transformadora com o objetivo de desenvolver liderança e educação interprofissional para fortalecer a liderança efetiva em saúde nos níveis local, nacional e global. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Educação Interprofissional (EIP) pode ser definida como “experiências que ocorrem quando estudantes de duas ou mais profissões aprendem juntos para permitir a colaboração efetiva e melhorar os resultados de saúde". 

 

Desse modo, ao se projetar cenários, e considerando os conceitos expostos acima, verificamos que outras habilidades, para além das habilidades técnicas, já são imprescindíveis e tendem a ser ainda mais valorizadas. No passado, ainda era possível ser apenas um bom técnico. Hoje, é necessário mais que isso. É necessário dominar as emoções, saber aprender a aprender, ter flexibilidade e a adaptabilidade entre outras competências, as quais, serão cada vez mais exigidas pelo mercado, para além da premissa de ser apenas um bom técnico. 

 

Segundo dados do Ministério da Educação, cursos da área de Saúde e bem-estar representam o segundo maior contingente de cursos no Brasil, atrás apenas do número de cursos da área de negócios, administração e direito, o que evidencia interesse do mercado para a formação de profissionais nessa área. A despeito de discussões sobre o futuro das profissões, e considerando que boa parte delas deixarão de existir em breve devido a automatização das funções com a indústria 4.0, é importante lembrar que sempre necessitamos de pessoas para cuidar de pessoas, sendo a tecnologia, uma aliada ao cuidado.

 

*Natanael Moura é coordenador do curso de Nutrição da Rede UniFTC. 

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias.