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Carreiras UniFTC: Burnout - costumamos perceber quando algo não vai bem?

Por Dayara Rodrigues

Carreiras UniFTC: Burnout - costumamos perceber quando algo não vai bem?
Foto: Arquivo Pessoal

Nunca fez tanto sentido o “puxão de orelha” que Sócrates nos deixa atualmente: “cuidado com o vazio de uma vida ocupada demais”. Na agitação dos dias, em muitos momentos, o mundo corporativo está normalizando alguns sinais do corpo e mente. Sim, ouvi-los pode prevenir o avanço de grandes problemas, um deles é a Síndrome de Burnout, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como doença ocupacional, onde o aumento do tempo dedicado à atividade digital na pandemia se mostrou o fator mais prejudicial.


Segundo levantamento com mais de 8 mil profissionais brasileiros, realizado entre junho de 2020 e maio de 2022 pela Startup de Tecnologia Fhinck, tempo em excesso em frente às telas, jornada de trabalho que ultrapassa 60 horas semanais e grande quantidade de reuniões são os três principais fatores de risco para o desenvolvimento do Burnout.
Muitas vezes o avanço do problema está na falta da nossa própria habilidade enquanto líder, colega, envolvidos no contexto em perceber e reagir corretamente junto a um pedido de ajuda, normalizando os sinais. Entendo como importante os líderes também estarem atentos não só a si, mas também à equipe com foco em garantir um ambiente saudável, buscando a sensibilização com o assunto e assumir a responsabilidade de construir com as equipes e a área de Recursos Humanos caminhos para identificar necessidades e pontos de insatisfação.


Todos deveriam se sentir à vontade para falar quando não estão bem e precisam de ajuda, expressar insatisfação com os aspectos do trabalho, conversar sem tabu e sobre questões emocionais, opinar, sugerir e errar sem medo do julgamento ou de colocar o emprego em risco. Para isso acontecer é preciso rever a maneira como se faz a gestão de pessoas e investir em uma cultura de segurança psicológica, onde as pessoas se sintam seguras e confortáveis para ser quem são, expressarem suas ideias e visões com naturalidade, inclusive de discordância. Lugares assim geram uma equipe mais satisfeita e conectada com os seus recursos internos, com o olhar empático ao outro, gerando proximidade e confiança.


Estamos passando pelo grande poder da “desconexão em um mundo corporativo conectado”, incluindo a desconexão interna com o que gostamos e  valorizamos. A minha alegria é que, além do avanço da tecnologia para o bem, possamos avançar em rotinas mais empáticas e saudáveis, conectando as pessoas ao nosso redor, nos permitindo a entender e perceber que “SER FELIZ NÃO DÁ TRABALHO”!


*Dayara Rodrigues é Analista de Carreiras da UniFTC e possui vasta atuação no segmento Business e Desenvolvimento Profissional, conduz Processos de R.H. como Analista Comportamental e é Especialista em Gestão por Competências.  

 

*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias