Carreiras UniFTC: Os cursos de Comunicação na caminhada para o Metaverso
Diante de tantas demandas as quais acabam se diferenciando por conta da própria exigência do mercado de comunicação, bem como, os exigentes usuários na internet, as formas de se levar a informação estão cada vez mais voltadas à Inteligência Artificial.
Kotler, o guru do Marketing, ao lançar seu livro Marketing 5.0, já traz tal preocupação de que a Inteligência Artificial já está dominando o mundo como um todo, quem dirá a comunicação. As vidas das pessoas já possuem uma incerteza quando não estão devidamente acompanhadas pela internet, por exemplo. Não ter um perfil em redes sociais ou simplesmente não se comunicar através de mensagens instantâneas é algo quase que inconcebível mesmo para a geração Baby Boom, sem falar nas outras que vieram a seguir.
E aí vem o Marketing, já na era 5.0, e diz que é possível fazer comunicação com experiências dentro do Metaverso. Mas, o que seria isso? Seria, de forma objetiva, um mundo virtual que possui a meta de criar a realidade através de dispositivos virtuais, como óculos de realidade virtual. Por exemplo, as pessoas, ao comprarem roupas, poderão experimentá-las em um universo tecnológico e perceber como ficam nelas, ou, simplesmente, em uma consulta online, estar de fato em frente a um profissional de saúde e, ao apertar a sua mão ao se despedir, poder sentir a superfície da pele. Todo esse conjunto de novas experiências está sendo estudado e só está sendo possível por conta da realidade virtual, realidade aumentada e da internet.
O mundo dos games já saiu na frente há um certo tempo. Utilizando óculos de realidade virtual, a pessoa já se sente literalmente dentro do jogo para realizar qualquer movimento ou escolher para ir ao nível seguinte. O Facebook já modificou o nome para Meta por conta de testes que o seu fundador, Mark Zuckerberg, tem realizado para inserir a realidade virtual nas redes sociais do grupo.
Em se tratando do marketing, propagandas já estão levando todo seu esforço para essa área conduzindo formas inimagináveis de utilização de realidade aumentada para fachadas de prédios com telões de última geração, onde temos a impressão de que um carro de uma marca famosa irá voar em cima do público ou um animal imenso irá saltar em direção às ruas, promovendo as marcas de forma muito mais próxima. Os veículos de comunicação estão cada vez mais tentando se adaptar a esse processo para conseguir atingir mais pessoas, mas fato é que a geração Z é aquela que já faz o consumo desse tipo de tecnologia.
O grande perigo disso tudo pode ser a saúde mental.É importante ficar atento aos excessos. É natural que, cada vez mais, mesmo aqueles que não são da geração Z, estejam mais dependentes do ciberespaço para se sentir inserido em mundos que não necessariamente são reais e, assim, alcançar um universo cheios de monstros e níveis a serem alcançados, muitas vezes com atualizações cada vez mais difíceis de serem conquistadas da mesma forma que nos games.
*Cibele Carvalho é Publicitária e Psicanalista, Mestranda em Psicanálise pela Universidad Kennedy, Especialista em Produção Cultural e Mídia e Especialista em Neuropsicanálise. É também docente dos cursos de Comunicação da Rede UniFTC.
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