Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias
Você está em:
/
Artigo

Artigo

A diferença do remédio para o veneno é a dose que você toma

Por Davidson Botelho

A diferença do remédio para o veneno é a dose que você toma
De tempos em tempos, vivemos o boom de algum segmento na economia que nem sempre se trata de um produto novo. Muitas vezes é até a volta de hábitos passados ou uma nova tendência.
 
Nos últimos 10 anos, assistimos dentre tantas outros crescimentos, uma expansão muito grande do número de agências bancárias, academias e farmácias.
 
O setor bancário cresceu e logo veio a fusão entre bancos. Com este movimento, também veio a modernização e automação dos serviços, tornando-se desnecessária a grande quantidade de agências bancárias.
 
A busca por uma qualidade de vida melhor e mais saudável trouxe a febre das academias, cada bairro tinha  uma, duas, três ou mais. Aí os condomínios e edifícios de classe média e alta passaram a ter boas academias sem custos para os moradores. Além disso, este setor também acompanhou a tendência de fusões e muitas unidades foram fechadas.
 
Eu não sei se a crise financeira aumentou ou a saúde do baiano melhorou. O fato é que em 3 anos abriram mais farmácias na cidade, do que talvez a quantidade que existia em toda sua história, só numa avenida (Manuel Dias), tinha 18 unidades.
 
Nos últimos 90 dias, já contei 5 farmácias que encerraram suas atividades em vários pontos e acredito que este movimento vai aumentar, não era possível ter uma oferta tão grande mesmo para um setor onde só aumenta o consumo. O maior reflexo disso já estamos sentindo; o aumento dos preços.
 
Essa briga de mercado, a busca por 1% de share a cada dia faz com que os grandes grupos se posicionem muito mais para inibir expansão da concorrência do que ampliar serviços, e nessa briga uma hora alguém vai cair e na maioria das vezes a corda sempre quebrará do lado mais frágil. A partir daí nascem os monopólios, cai o serviço e sobem os preços, nas depois de um tempo nascem novos players e a ciranda retorna.
 
Em épocas de Natal, vale a pena afirmar que tudo na vida passa, inclusive UVA!!!
 
*Davidson Botelho é empresário
 
*Os artigos reproduzidos neste espaço não representam, necessariamente, a opinião do Bahia Notícias