Pezzoni reflete sobre crise no carnaval de SSA: ‘É triste perder blocos tão tradicionais’
O Carnaval de 2017 será o quarto de Felipe Pezzoni no comando da Banda Eva, uma das mais tradicionais da folia baiana, responsável por fortalecer nomes como Ivete Sangalo e Saulo Fernandes. Além disso, o bloco Eva também foi importante para catapultar as carreiras de Luiz Caldas e Durval Lelys. Para Pezzoni, este é o momento mais importante do ano, pois trata-se do "ápice da nossa estrada e visibilidade", mesmo vivendo período não tão abundante para os representantes do Axé. Além da atual crise financeira, responsabilizada por tirar blocos tradicionais como Nana e Cheiro das ruas este ano, os baianos têm encontrado dificuldades para liderar trios elétricos em outros estados do país. Em São Paulo, por exemplo, o prefeito João Doria (PSDB) estabeleceu uma taxa de R$ 240 mil para atrações de fora. Já no Rio de Janeiro, o Eva virou notícia nacional ao encontrar resistência de blocos tradicionais que fizeram manifestações solicitando a não participação do grupo na festa. Em entrevista ao Bahia Notícias, Pezzoni comentou sobre as polêmicas envolvendo a música baiana, além de dar sua opinião sobre as músicas de Carnaval, dificuldades em substituir Saulo e os próximos passos da banda.

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Quinta, 12 de Janeiro de 2017 - 11:00

'É a música do Carnaval', afirma MC Beijinho sobre seu hit 'Me Libera Nega'

por Bárbara Gomes

'É a música do Carnaval', afirma MC Beijinho sobre seu hit 'Me Libera Nega'
Ítalo Gonçalves chegou à redação do Bahia Notícias acompanhado pela mãe Lindinalva Gonçalves, tímido e falando baixinho. Vez ou outra, o autor do hit “Me Libera Nega” fazia observações para que anotasse as informações importantes. “Escreve isso”, indicava quando achava relevante colocar na entrevista. Criado pela mãe evangélica, pela avó e pelo padrasto, desde criança já sonhava em ser cantor. “Minha vó disse que só ia morrer depois que me visse cantando”, lembrou. Ele viveu parte da sua infância e adolescência, no bairro de Itapuã, em Salvador, cantando nas festas da região e no Colégio Rotary, onde estudou. Aos 19 anos, descoberto ao ser entrevistado dentro de um camburão - por praticar furtos de celulares - Ítalo apresentou à sociedade sua música que guardara há anos, e viralizou na internet. O episódio de envolvimento com a polícia ficou no passado. Hoje, Ítalo é MC Beijinho e se recupera num centro de reabilitação para usuários de drogas, além de investir na sua carreira de cantor com uma equipe comprometida em criar um repertório para lançá-lo no Carnaval da capital baiana.

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Quinta, 15 de Dezembro de 2016 - 11:00

‘A vida é feita de batalha. Estamos na luta’, diz Bambam King sobre carreira solo e novo CD

por Júnior Moreira / Bárbara Gomes

‘A vida é feita de batalha. Estamos na luta’, diz Bambam King sobre carreira solo e novo CD
O cantor e compositor Bambam está investindo em sua carreira solo, após passar por diversas bandas, como Psirico, Swinguetto, Parangolé, Sam Hop e, a mais recente, A Bronkka. Agora, ele assume a sua assinatura Bambam King e aposta no sucesso de suas composições, lançando o CD “A Fera Está Solta”. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele afirmou que esse é o momento de ter liberdade para criar. “Me desvinculei e estou bem, pois estou fazendo uma coisa minha. Foi a voz do espírito Santo que chegou em mim e disse ‘Faça você a sua coisa’”. Tendo como escola, o Pelourinho e padrinhos de renomes nas artes plásticas, na literatura e na música, BamBam contou como começou sua carreira, por que saiu do Psirico e como está hoje sua relação com Márcio Victor e Igor Kannário. Confira entrevista completa.

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Quinta, 01 de Dezembro de 2016 - 16:00

'Minha capacidade está sempre em prova', diz Arthur Aguiar sobre críticas dos brasileiros

por Júnior Moreira

'Minha capacidade está sempre em prova', diz Arthur Aguiar sobre críticas dos brasileiros
Ator, cantor, compositor, escritor e até dançarino. Um leque de possibilidades em uma única pessoa. Seria um problema? Para algumas pessoas sim. Pelo menos, este é o relato de Arthur Aguiar, que, ao contrário das vozes das ruas, acredita no artista que escolhe ampliar suas habilidades e possibilidades. “O brasileiro é bem contraditório em várias coisas. Idolatramos o cara lá de fora que faz de tudo, como o Justin Timberlake e Robbie Williams, mas os artistas daqui temos esse pensamento. Parece que aqui você realmente tem que escolher. O que mais ouço é: ‘Ué, mas ele não era ator? Agora tá querendo cantar? Deixa ele só atuando!’. Aqui não é visto como uma coisa legal”, criticou. Em entrevista ao Bahia Notícias, o global conversou sobre a necessidade que muitos têm de rotulá-lo, além de comentar sobre sua amizade com o cantor Tomate, o seu 1º CD em carreira solo, o livro "Muito Amor Por Favor", escrito com mais três autores, como lida com a internet e assédio, relação com os fãs e outros temas. Confira o bate-papo completo:

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Quinta, 17 de Novembro de 2016 - 11:00

'A própria indústria do axé provocou a decadência do ritmo’, avalia Ricardo Chaves

por Bárbara Gomes

'A própria indústria do axé provocou a decadência do ritmo’, avalia Ricardo Chaves
Ricardo Chaves, um dos principais nomes do auge do Axé Music da década de 90, tem uma história musical marcada pela defesa dos carnavais de rua. Ele foi considerado por mais de uma vez, o melhor puxador de trio elétrico, e levou a música da Bahia para o resto do Brasil e para o exterior, ao estourar com o hit “É o bicho”. Hoje, integrante do grupo Alavontê, mostra resistência e relembra os sucessos do passado, sem impor sua opinião. “No final dos anos 90 e início de 2000 o carnaval virou um balcão de negócios de venda de pano [abadás]. Esse processo acabou sufocando as criações que surgiram. Eu me manifestei sempre incomodado como isso, porque passou a determinar os caminhos do carnaval. Mas é como eu disse, a própria indústria do axé fez com que o axé entrasse em decadência”, analisou o artista. Ricardo Chaves concedeu entrevista ao Bahia Notícias, e falou do seu posicionamento quanto à festa carnavalesca na capital baiana, da crise do axé e de sua filosofia no Alavontê.

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‘Aproveito minha visibilidade pra defender a mulherada’, diz Katê sobre cenário do pagode
A cantora Katê decidiu, há dois anos, sair da banda Voa Dois e investir na carreira solo. Um passo arriscado, mas cada vez mais comum no universo musical. São diversos exemplos de artistas optam por essa iniciativa. Uns conseguem êxito, outros nem tanto. Durante esse período, ela lançou trabalhos voltados para o pagode e se viu como inspiração para artistas femininas que buscam um espaço neste universo, ainda protagonizado por homens. “Gosto de quebrar essa barreira que existe, de que mulher não pode cantar pagode, a mulher pode tudo. Então, aproveito a minha visibilidade para levantar essa bandeira, pra defender a mulherada e ajudar tantas outras que amam o ritmo e desejam construir uma carreira no ritmo. Queria ver o pagode com um nível de letra que pudesse tocar em todos os lugares, sem nenhum tipo de preconceito”, confessa. Em entrevista ao Bahia Notícias, a artista contou sobre o seu mais novo CD, que será lançado no final de outubro, com participação de Claudia Leitte, Mc Catra, Tierry e Gabriel Diniz, além de falar sobre seu amor pelo esporte e a atual fase da carreira. Confira!

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À frente da Banda Simpatia, Carla Visi valoriza o axé dos anos 90: ‘Tem que ter resistência’
Depois de 16 anos, Carla Visi, Bolão, Lalo, Petecão e Zé Henrique, antiga formação da Banda Cheiro de Amor, se reencontraram e formaram a banda “Simpatia”, para resgatar a essência do axé da década de 90. Em celebração a essa união e comemorando os sucessos do passado, o grupo realizará o show “O Amor Voltou”, nos dias 13 e 27 de outubro, no Zen Dining & Music, trazendo canções novas e com muito cuidado para preservar as raízes afro-brasileiras. “A nossa proposta é fazer a boa e velha música, com os tambores da Bahia, com a interpretação de Carla Visi que sempre foi marcante. E agora com Rudnei no lugar de Vicente Santana”. A vocalista disse ao Bahia Notícias que os arranjos musicais vão ser mantidos no repertório, não por preguiça de produzir, mas por “exigência” do público. “As pessoas querem ouvir `Vai sacudir vai abalar`, ’Aviãozinho’, ‘Quixabeira’. Vamos continuar fazendo essa sonoridade com muito amor que é o que sabemos”.

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Quinta, 22 de Setembro de 2016 - 11:00

Após Salvador Fest 2016, produtor admite mudança no público: 'Inserção da classe A'

por Bárbara Gomes

Após Salvador Fest 2016, produtor admite mudança no público: 'Inserção da classe A'
O Salvador Fest surgiu em 2005 para reunir os bairros da cidade em um grande evento musical, ficando marcado pela diversidade de ritmos e por uma clientela popular. Mas nos últimos três anos, o público que usa as tradicionais camisas coloridas da pista tem diminuído e os camarotes, por sua vez, têm sido mais frequentados. “Estava dentro do esperado, porém tivemos um déficit na pista. Talvez por causa da crise o público popular pode estar sofrendo mais”, refletiu. O organizador da festa, Marcelo Brito, após a 11º edição do evento que aconteceu no domingo (18), avaliou que há uma mudança no perfil dos adeptos ao Salvador Fest, exigindo um investimento maior nas áreas Vips. O produtor contou ainda sobre o desenvolvimento do evento no cenário baiano e explicou como aconteceu a parceria com o Multishow para a transmissão, ao vivo, das apresentações: “Eles entenderam a grandeza do Salvador Fest”, comemorou.

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Quinta, 25 de Agosto de 2016 - 11:00

Jeniffer Nascimento comemora debates raciais na Globo: ‘Sociedade precisa evoluir’

por Júnior Moreira

Jeniffer Nascimento comemora debates raciais na Globo: ‘Sociedade precisa evoluir’
A novela "Êta Mundo Bom!", de Walcyr Carrasco, exibe seu último episódio nesta sexta-feira (26). A trama foi um grande sucesso de audiência e um dos responsáveis era a família da fazenda, com as confusões lideradas pela Conegundes, papel da veterana Elizabeth Savalla. Dentre os destaques do núcleo, a jovem Jeniffer Nascimento chamava a atenção com a sua Dita, que começou mais observadora e aos poucos levantou debates sobre racismo e abuso de poder por parte dos patrões. Filha de soteropolitana e namorada do ator baiano Jean Amorim, Jennifer, apesar dos seus 23 anos, é atriz, cantora e conhecida dos musicais brasileiros. Sua voz potente abriu portas para muitos projetos, como a banda Girls, idealizada pelo produtor Rick Bonadio, e a aproximou mais ainda de Salvador ao participar do Sarau do Brown e cantar com Ivete e Saulo no Carnaval de 2016. "Gosto de música pop, mas meu encanto pela música brasileira e afro é imenso e, por isso, é impossível dizer que os três não são referências musicais pra mim. Quero sempre poder voltar ao Carnaval de Salvador, de preferência no Campo Grande, local onde se encontra a verdadeira cara da cidade". Em entrevista ao Bahia Notícias, a artista contou detalhes da novela, relembrou a personagem Sol de "Malhação Sonhos", falou de projetos, vida pessoal, empoderamento negro e racismo. Confira!

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Escandurras lança CD produzido por Márcio Victor e quer conquistar o Brasil: ‘muito feliz’
Poucos meses depois de ser anunciado como a nova voz da banda Filhos de Jorge, Filipe Escandurras anunciou que seu ciclo na banda havia chegado ao fim. O grupo o apresentou como cantor ao mercado que já o conhecia como compositor de grandes sucessos do pagode, axé, arrocha e sertanejo. Alguns exemplos são “Lepo, lepo”, do Psirico; “Tempo de Alegria”, Ivete Sangalo; “Fui Fiel”, Pablo; e “Eu não merecia isso”, de Luan Santana. Agora, o artista lança sua carreira solo com um álbum de dez canções, sete delas de sua autoria com amigos parceiros de composição. Além disso, o novo CD conta com a produção integral de Márcio Victor e participação de Solange Almeida, vocalista do grupo Aviões do Forró. Extremamente ‘eclético’, Escandurras conversou com o Bahia Notícias sobre a nova fase da carreira e disse que está disposto a conquistar o Brasil, desta vez como cantor. “A música retrata a realidade do que acontece com muitos brasileiros. Não só no Brasil, mas no mundo, o amor sempre vence. Estamos sempre buscando isso e, graças a Deus, está dando certo demais. Os artistas estão nos abraçando, estão acreditando em nossas mensagens e isso tem mudado muito nossas vidas”, comemorou ele. Filipe ainda falou sobre a recepção dos fãs e deu sua opinião sobre as críticas que recebe por compor para artistas de fora da Bahia. Clique abaixo e confira!

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