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Mastologista diz que 'desigualdade social' é o que mais causa câncer de mama

Por Renata Farias/ Bruno Luiz

Mastologista diz que 'desigualdade social' é o que mais causa câncer de mama
Câncer de mama é tumor que mais mata mulheres no Brasil | Foto: Shutterstock
Tumor que mais mata mulheres no Brasil, o câncer de mama é causado por fatores genéticos entre 5% e 10% dos casos. Assim, as principais causas da doença estão relacionadas a fatores externos. Para o mastologista George Trindade, alterações hormonais podem ter grande influência, mas o que mais causa o câncer de mama são fatores sociais. "A desigualdade social faz com que as mulheres tenham um destino diferente por conta da assistência médica. Elas têm um acesso prejudicado, além de dieta irregular e falta de exercício físico", afirmou. Em 2012, o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia, com o objetivo de garantir a qualidade da imagem, a dose de radiação correta e a interpretação adequada das mamografias realizadas no Sistema Único de Saúde em todo o país. No entanto, de acordo com Trindade, há grande dificuldade para realização de um exame de qualidade no SUS e, em alguns locais, não existe nem mesmo o aparelho. Dessa forma, mulheres com câncer de mama não diagnosticado acabam descobrindo a doença já em estágio avançado. "Se uma consulta com ginecologista é difícil, imagina com mastologista. Poucos são os serviços do SUS que dispõem a fazer um acompanhamento de qualidade e são poucos serviços de mastologia no estado. Eles estão preocupados com o que estão gastando, não com o outro lado. Não percebem que, se o médico pega uma mulher com um tumor inicial, o custo do tratamento vai ser bem mais alto", criticou.
 

Fatores externos ainda influenciam na população atingida pelos tumores. Por conta principalmente do maior consumo de hormônios, mulheres têm apresentado câncer de mama cada vez mais cedo. Por esse motivo, especialistas indicam que a mamografia seja realizada anualmente a partir dos 40 anos. O Ministério da Saúde, por sua vez, orienta que mulheres façam o exame a cada dois anos, a partir dos 50. "O ideal seria que a mulher engravidasse entre os 20 e 25 anos, tivesse uma dieta equilibrada e sem muitos lipídios e evitasse o uso de hormônio. E é importante fazer o exame a partir dos 40, porque já são encontradas mulheres com 40 ou até menos que isso com o câncer. O ministério quer retardar isso por causa do custo", disse o mastologista. "Um estado tem que valorizar as coisas de valor para poder investir, não ficar fazendo festa, estádio, banquete, enquanto o povo morre de fome", completou. O diagnóstico precoce é a melhor forma de tratar o câncer de mama, além das formas de evitar que ele surja.