A ONG Projeto Orelhinha, que atua em vários estados brasileiros, suspendeu 19 cirurgias que seriam realizadas em Salvador nesta sexta e sábado devido a uma recomendação feita pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (CREMEB). O órgão pediu que médicos e hospitais que não participem do projeto social, mas, de acordo com a ONG, não declarou o motivo. “Atuamos há quatro anos com total transparência e respeito aos pacientes. A ONG é totalmente legalizada junto aos órgãos competentes e já beneficiou mais de 5 mil pessoas com cirurgia de orelha em abano com 70% de desconto. O Projeto Orelhinha só existe por que muitos pacientes não tem acesso a essa cirurgia pelo SUS. Estamos sendo julgados pelo CREMEB que nem deu a chance de dar mais detalhes de nossa atuação e vamos interromper nosso trabalho na Bahia por conta disso”, lamentou o cirurgião plástico Marcelo Assis, coordenador nacional do Projeto Orelhinha. O primeiro mutirão de consultas em Salvador aconteceu no dia 1º de agosto e mais de 100 cirurgias haviam sido agendadas. Até novembro, 70 otoplastias foram realizadas e o segundo mutirão de consultas foi aconteceu na manhã desta quinta-feira (04) na capital baiana. A mesma recomendação foi feite pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Pernambuco na última terça-feira (02). Procurada pelo Bahia Notícias, a CREMEB informou que aguarda um pronunciamento do Conselho Federal de Medicina (CMF) sovre as práticas médicas realizadas pela ONG Projeto Orelhinha.

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