Entrevistas

‘É preciso acelerar’, diz pesquisadora sobre políticas de saúde para população negra

Uma das doenças mais comuns entre a população negra é a Doença Falciforme (DF), ou anemia falciforme, uma enfermidade genética que impede o sangue de circular de forma adequada. No Brasil, Salvador é a cidade com maior incidência deste tipo de anemia. Na capital baiana, um em cada 17 bebês soteropolitanos vêm ao mundo com traço falciforme. O controle da DF, entre outras questões, é uma das metas da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, instituída em 2009. Em entrevista ao Bahia Notícias, a professora de Saúde Pública do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da Ufba, Clarice Santos Mota, considera que a evolução dessas políticas ainda é “lenta” na Bahia. Segundo Clarice, um dos saltos da gestão da Sáude em Salvador foi a criação dos Multicentros, que dispõem de um hematologista para o diagnóstico da DF. Na conversa com o BN, a pesquisadora detalhou ainda as representações do racismo institucional em hospitais e clínicas e disse que a qualidade da saúde da população está associada à qualidade social. “Nos últimos dez anos houve uma melhora nos indicadores sociais, mas isso precisa se acelerar, isso precisa continuar. Porque você não corrige os problemas de saúde sem corrigir os problemas sociais”, avaliou.

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Sexta, 28 de Março de 2014 - 18:40

Mãe luta na Justiça por liberação de remédio de maconha para filha de 5 anos

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Foto: Divulgação
A pequena Any, de 5 anos, nasceu com uma síndrome rara que provoca convulsões de duas em duas horas. Por isso, ela não consegue falar e, apesar de ter aprendido a andar, seu progresso regrediu quando as crises pioraram. Há alguns meses, sua mãe Katiele Fischer descobriu que um composto a base de maconha tinha resultados muito positivos. Em janeiro, a menina teria passado três semanas inteiras sem uma única convulsão, quando em outubro chegou a sessenta delas semanalmente. “O canabidiol devolveu a ela suas funções”, diz Katiele, que conheceu o produto em um fórum na internet.
 
O problema é que, por causa de questões burocráticas com a Anvisa e os Correios, suas encomendas foram barradas, já que no Brasil a maconha é ilegal. Quando Any voltou a ter várias convulsões já nos primeiros dias sem o remédio, sua mãe decidiu pedir na Justiça a liberação da substância. Se o pedido for aceito, a criança de Brasília será a primeira paciente a utilizar maconha medicinal no Brasil. Sua história virou um documentário. “Illegal”, de Tarço Araújo e Raphael Erichsen, foi lançado nesta quinta-feira (27). Informações da Marie Claire.

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