Entrevistas

'O risco é muito grande de termos epidemia de chikungunya no verão', afirma Jesuína Castro

Neste sábado (6) de dezembro será o dia D de combate a chikungunya e dengue, em alerta à população sobre os cuidados para evitar a proliferação do vírus no estado que já apresenta epidemia na cidade de Feira de Santana. Embora o número de casos de chikungunya, tenha apresentando uma leve diminuição, de acordo com o último boletim divulgado pela secretaria estadual de saúde. A situação ainda é muito preocupante e o risco de uma epidemia de dengue e chikungunya é real. Até o último dia 29 de novembro, foram registrados 1.346 casos suspeitos de chikungunya, 718 casos foram confirmados, 148 foram descartados e 480 permanecem em investigação. Em entrevista ao Bahia Notícias, a médica sanitarista, mestre em epidemiologia e coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), Jesuína Castro, falou sobre os riscos de a epidemia se espalhar não só na Bahia, mas também em outros estados, devido ao grande fluxo de pessoas que se descolam de um local para outra nesta época do ano. “A taxa de ataque da doença varia de uma forma, que se ocorre num município com um número grande de pessoas, e vale lembrar que todas as pessoas são suscetíveis, a gente pode ter um problema muito sério, com relação à transmissão da doença. Porque a velocidade de adoecimento é muito maior do que na dengue”, alertou. Jesuína também pontuou as ações que estão sendo desenvolvidas, tanto na prevenção, quanto no combate à doença que pegou a todos de surpresa e necessitou de desenvolvimento de medidas de emergência.

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Sexta, 28 de Março de 2014 - 18:40

Mãe luta na Justiça por liberação de remédio de maconha para filha de 5 anos

Mãe luta na Justiça por liberação de remédio de maconha para filha de 5 anos
Foto: Divulgação
A pequena Any, de 5 anos, nasceu com uma síndrome rara que provoca convulsões de duas em duas horas. Por isso, ela não consegue falar e, apesar de ter aprendido a andar, seu progresso regrediu quando as crises pioraram. Há alguns meses, sua mãe Katiele Fischer descobriu que um composto a base de maconha tinha resultados muito positivos. Em janeiro, a menina teria passado três semanas inteiras sem uma única convulsão, quando em outubro chegou a sessenta delas semanalmente. “O canabidiol devolveu a ela suas funções”, diz Katiele, que conheceu o produto em um fórum na internet.
 
O problema é que, por causa de questões burocráticas com a Anvisa e os Correios, suas encomendas foram barradas, já que no Brasil a maconha é ilegal. Quando Any voltou a ter várias convulsões já nos primeiros dias sem o remédio, sua mãe decidiu pedir na Justiça a liberação da substância. Se o pedido for aceito, a criança de Brasília será a primeira paciente a utilizar maconha medicinal no Brasil. Sua história virou um documentário. “Illegal”, de Tarço Araújo e Raphael Erichsen, foi lançado nesta quinta-feira (27). Informações da Marie Claire.

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