Anatel anuncia criação de novo número para CVV, com ligações gratuitas
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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assinou nesta terça-feira (27) autorização para que as ligações para o Centro de Valorização da Vida (CVV) sejam gratuitas, com a criação de um novo número, o 188, que substituirá o 141. De acordo com a agência, a mudança deve acontecer em seis meses. Após esse prazo, as ligações para o número 141 receberão uma mensagem orientando para a discagem para o novo número, o 188, chamado de Linha da Vida. O CVV é uma organização que presta atendimento voluntário de apoio emocional e de prevenção ao suicídio. Atualmente, uma chamada para o 141 paga em média R$ 0,07 de um telefone fixo e R$ 0,70 de um móvel por minuto. Segundo a Agência Brasil, o novo número foi definido após demanda da Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde. A coordenação contatou a Anatel em busca de um número de utilidade pública de emergência para suporte à política de redução dos índices de suicídio. Em março desse ano, o Ministério da Saúde e o CVV assinaram acordo de cooperação técnica para permitir o acesso gratuito ao serviço prestado pelo número de telefone 188. A ligação gratuita começou a ser implantada no Rio Grande do Sul há quatro anos, após o incêndio da boate Kiss. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1 milhão de pessoas morrem todos os anos vítimas de suicídio no mundo, sendo que essa é uma das três principais causas de morte de pessoas na faixa de 15 a 44 anos.

Mulher dá à luz com 5 meses de gestação e comove internautas com últimos dias do filho
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Fotos de uma mãe com seu bebê causaram comoção entre os usuários de redes sociais. As imagens postadas por Emma Fairbairn, de 21 anos, mostravam os últimos momentos da jovem com seu filho, que nasceu morto depois de um acidente de trânsito. Grávida de cinco meses, ela dirigia pela estrada de Milford Haven, no País de Gales, quando outro veículo bateu contra o seu. Emma foi levada às pressas ao hospital e chegou a ouvir os batimentos do coração de seu filho Flynn. No entanto, o bebê não resistiu ao trauma. Emma ainda ficou com o pequeno por dois dias antes do enterro, em um berço refrigerado cedido pelo hospital, segundo o jornal Extra. Ela então decidiu publicar as fotos do período. "Quando eu falo sobre isso, parece que é uma história de outra pessoa. Não me parece real. Eu ainda penso que vou ter um bebê em setembro. Parte de mim não quer mais ter filho. Eu só quero ele (Flynn)", lamentou Emma. Com as imagens, amigos e conhecidos se solidarizaram e arrecadaram fundos para custear o funeral. Os recursos restantes serão revertidos para instituições de caridade. "Eu não posso explicar como foi dar à luz. Eu fico feliz de poder ter passado um tempo com ele. Meu filho estava totalmente formado, mas ainda não tinha uma pele apropriada. Para mim, ele foi o bebê mais lindo que já vi e eu só quis mostrar para todo mundo o quão lindo ele era, como toda mãe faz com seu bebê", ressaltou.

Saúde quer reduzir açúcar em alimentos industrializados e melhorar rotulagem
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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta terça-feira (27) que o governo federal pretende assinar um acordo com a indústria para reduzir a quantidade de açúcar em alimentos processados, como ocorreu com o sódio. Desde 2011, foram retiradas mais de 17,2 mil toneladas de sal dos alimentos, segundo balanço divulgado em junho. "Assim como a diminuição do sódio, esse semestre ainda assinaremos o acordo de redução de açúcar, e a educação será feita a partir da portaria interministerial Saúde na escola e isso vai nos permitir melhorar o controle da obesidade através do ensino de melhores hábitos de consumo e também da conscientização para o exercício físico", disse durante um painel sobre consumo de açúcar durante o Ethanol Summit 2017, em São Paulo. O evento discute energias renováveis, particularmente o etanol e produtos derivados da cana-de-açúcar. Segundo Barros, o ministério também trabalha para melhorar a rotulagem dos alimentos industrializados em relação às quantidades de açúcar e sal dos produtos. "Melhorar a rotulagem, com dosador de sal e açúcar, pois é preciso que as pessoas entendam com clareza o quanto adicionam [sal e açúcar] na comida", pontuou. Segundo a Agência Brasil, outra ação da pasta, em parceira com a Associação das Indústrias da Alimentação (Abia), será a proibição do refil de refrigerante em lanchonetes de fast food. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada em abril, o excesso de peso no Brasil cresceu 26,3% nos últimos dez anos, passando de 42,6% da população em 2006 para 53,8% em 2016. Segundo o estudo, o problema é mais comum entre os homens: passou de 47,5% para 57,7% no período. Já entre as mulheres, o índice passou de 38,5% para 50,5%.

ONU afirma que surto de cólera no Iêmen alcançou pior patamar do mundo
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A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que o surto de cólera do Iêmen alcançou o pior patamar já registrado no mundo. Já foram registrados mais de 200 mil casos suspeitos e há um crescimento médio de 5 mil pessoas infectadas por dia. "Unicef, OMS e nossos parceiros estão correndo para parar a aceleração desse surto mortal", afirmaram o diretor executivo do Unicef, Anthony Lake, e a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, em comunicado. "Esse mortal surto de cólera é uma consequência direta de dois anos de intenso conflito". Segundo o jornal O Globo, a ONU ressaltou que a falência de sistemas de saúde e saneamento básico prejudicaram 14,5 milhões de pessoas de acessar água potável. Apesar dos apelos da entidade, estima-se que 30 mil profissionais de saúde não receberam seus salários nos últimos 10 meses. "Nós insistimos que todas as autoridades do país paguem esses salários e que, acima de tudo, nós possamos contar com todos os partidos para parar a devastação provocada pela guerra civil", pontuou a ONU.

Quarta, 28 de Junho de 2017 - 07:10

Relator da comissão de planos de saúde diz que setor precisa de 'racionalidade' em conflitos

por Lígia Formenti | Estadão Conteúdo

Relator da comissão de planos de saúde diz que setor precisa de 'racionalidade' em conflitos
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O relator da Comissão Especial criada na Câmara dos Deputados para discutir mudanças nos planos de saúde, o deputado Rogério Machado (PSDB/RN), afirma que a área precisa de mais racionalidade e de instrumentos mais eficazes para resolver conflitos. Como exemplo, ele lembra do problema da Unimed do Rio. "Foi necessário fazer um pacto com o Ministério Público para conseguir uma solução", recorda. Em março, um complemento de termo de compromisso foi assinado para garantir a continuidade de atendimento de usuários e para a recuperação da empresa em dificuldades financeiras. "Estamos tratando de 680 mil vidas. Essas pessoas poderiam ficar de uma hora para outra na mão". Questionado sobre os pontos que estão em avaliação para mudança, Machado desconversa. Afirma que, por enquanto, apenas um diagnóstico está sendo realizado. Qualquer proposta de mudança, completa, somente será apresentada ao fim do ciclo de debates organizados como o setor para discutir os problemas enfrentados tanto por operadoras quanto por usuários. Alguns temas, no entanto, ele deixa claro que não deverão escapar. A começar pelo rol de procedimentos, uma lista mínima de exames e tratamentos que os planos devem garantir a seus consumidores. A lista é preparada periodicamente pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. "Como o rol de cobertura é alterado mesmo tendo apenas um contrato, apresentando algo totalmente diferente? Até que ponto isso não quebra o equilíbrio econômico das empresas?", questiona o deputado. O relator também deixa claro que o ressarcimento ao Sistema Único de Saúde, pagamento que planos de saúde devem fazer ao SUS todas as vezes que seus usuários são atendidos na rede pública, também poderá ser alterado. "Você tem a Constituição Federal que determina que a saúde é um dever do Estado de um lado. De outro, tem a medicina suplementar. Até que ponto é justo o sistema público ser exonerado?" Machado defende ainda criar "filtros" para tentar reduzir a judicialização. "Conheço pouco a área privada, mas o que sei é que foram gastos R$ 12 bilhões de judicialização. Isso quebra qualquer planejamento, se você não estabelecer filtros." Entre as estratégias possíveis, diz, está a segunda opinião. "Mas são apenas ideias. Há muito ainda o que ser debatido". Pelo regime de urgência, a comissão tem um mês para apresentar um resultado. O deputado Jorge Solla (PT-BA) disse que deverá pedir ampliação do prazo. "Estamos apenas começando. Tem muito ponto importante, muita coisa para ser analisada".

Curso de Transformação de Conflitos e equilíbrio emocional acontece em Salvador
Foto: Shutterstock

Estão abertas as inscrições para o Curso de Transformação de Conflitos, Estudos de Paz e Equilíbrio Emocional. Realizado pelo Paz & Mente e pelo Instituto Arvorecer, com apoio da Cátedra de Paz da Unesco, o curso abordará transformação de conflitos e equilíbrio emocional. De acordo com a advogada Larissa Navarro, especialista em mediação, é importante cultivar a percepção de que conflitos nos impulsionam a realizar mudanças. "Esses momentos geram oportunidades de crescimento e aumento da compreensão sobre nós mesmos e sobre os outros. Sem falar que, quando um conflito é transformado, todas as partes saem ganhando", pontuou. O curso terá duração de 45 horas e será dividido em três módulos, com os professores Cerys Tramontini, Luís Bravo e Paula Facci. O evento é voltado a profissionais de diversas áreas:  psicólogos, advogados, juízes, educadores, empresários, políticos, terapeutas, diplomatas e todos os interessados em ampliar o conhecimento prático e teórico sobre transformação da realidade social e pessoal a partir de uma perspectiva ampla de paz e de conflito e do cultivo do equilíbrio emocional. As inscrições podem ser realizadas pelo e-mail grupotriade.cursos@gmail.com ou pelo telefone (71) 99108-7911.

Camumu: Rui entrega unidades de saúde e assina convênios para agricultura familiar
Foto: Divulgação / Mateus Pereira / GOVBA

Com investimento de R$ 265 mil, o Governo do Estado da Bahia inaugurou nesta terça-feira (27) em Camumu, baixo-sul da Bahia, o Centro de Referência de Educação Especial Inclusiva (CREI) e uma Unidade de Saúde da Família (USF). O CREI atenderá crianças com necessidades especiais a USF terá atendimento médico e odontológico para a população em geral.  "Nós estamos provando que é possível. Estamos regionalizando e trazendo serviços de saúde para o interior da Bahia. Esta é uma forma de respeitar o povo do interior. Não é plausível que as pessoas viajem 600 ou 800 quilômetros para ter assistência de saúde", falou o governador Rui Costa. Em Camumu, além de autorizar a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) a celebrar convênios para a emissão de títulos de terra, incluindo convênios no âmbito do Bahia Produtiva, o governador doou, por meio da SDR, 50 barracas para qualificação da feira livre e dinamização da comercialização dos produtos da agricultura familiar do município, com investimento de R$ 40,2 mil. "Isso significa fortalecer a agricultura familiar, fortalecer o pequeno agricultor e melhorar a economia da região. Portanto, representa melhoria na vida das pessoas", disse ele. O evento contou com participação dos secretários de Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, e da Saúde, Fábio Vilas-Boas.

Operação Gota: Saúde leva vacinação a áreas de difícil acesso da região Norte
Foto: Fiocruz

O Ministério da Saúde repassou nesta segunda-feira (26) R$ 4,6 milhões para apoio logístico do Ministério da Defesa em oito Distritos de Saúde Indígena nos estados do Amazonas, Pará, Amapá e Acre. O montante será direcionado à Operação Gota, que tem o objetivo de atualizar as cadernetas de vacinação das populações ribeirinhas, rurais e comunidades indígenas de difícil acesso. Iniciada em 2 de maio, a operação se estende até 9 de novembro, com 16 missões distribuídas em 157 dias e 488 horas de voo. Ao todo, são 953 tripulantes nas aeronaves da FAB, entre agentes de saúde estaduais, municipais, de saúde indígena dos DSEIs e pilotos. "Esse trabalho é mais um exemplo das políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), que buscam garantir a consolidação do direito à saúde. Esta ação viabiliza o acesso a todos os cidadãos brasileiros às vacinas fornecidas pelo SUS, de acordo com os preceitos constitucionais de equidade e universalidade dos serviços de saúde", destacou a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da saúde, Carla Domingues. As localidades foram definidas em reunião no início deste ano com a  participação de representantes dos programas estaduais de imunizações dos estados beneficiados. 

Entidade lança selo de acreditação de qualidade para Organizações Sociais de Saúde
Foto: Marcos Santos / USP Imagens

O Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) lançou um programa para conceder selos de Acreditação às Organizações Sociais de Saúde (OSS) que cumprirem uma série de normas de segurança e qualidade. Segundo a entidade, o objetivo é atestar e reconhecer as instituições que realizam um trabalho sério, com o cumprimento das metas quantitativas e qualitativas, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelos gestores públicos. O processo será desenvolvido pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), por meio de um Manual de Acreditação com critérios e padrões técnicos que serão utilizados para avaliar e qualificar os serviços prestados aos pacientes, capacitação de funcionários, administração dos recursos financeiros e a busca por resultados. "Podemos considerar a transparência na prestação de contas e o fortalecimento do Projeto de Acreditação como os dois principais pilares de atuação do Ibross. Nosso compromisso é de respeito aos recursos públicos e no trabalho para ampliar e melhorar os serviços de saúde gerenciados pelas OSS em benefício de todos os brasileiros", afirmou Renilson Rehem de Souza, presidente do Ibross. Atualmente, estão em fase de acreditação as instituições Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) e Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC), ambas associadas ao Ibross.

ANS realiza consulta pública para atualizar cobertura de planos de saúde
Foto: Agência Brasil

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) inicia nesta terça-feira (27) uma consulta pública para atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Isso significa que, a partir da contribuição pública, poderão ser incluídos novos procedimento na lista daqueles que devem ter cobertura obrigatória por parte dos planos de saúde. A proposta estabelece a incorporação de 15 novos procedimentos e inclusão de seis novos medicamentos orais contra vários tipos de câncer. É possível enviar contribuições por meio do site da agência (clique aqui) até 26 de julho. Entre os procedimentos já previstos na consulta pública estão a cirurgia laparoscópica para tratamento de câncer de ovário e para desobstrução das tubas uterinas; terapia imunoprofilática contra o vírus sincicial respiratório em crianças; radiação para tratamento de ceratocone, no campo oftalmológico; medicamento imunobiológico para tratamento de esclerose múltipla, entre outros. Segundo a Agência Brasil, a ANS informou que o objetivo da atualização é garantir o acesso dos pacientes ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento das doenças por meio de técnicas que permitam melhores resultados em saúde, de acordo com critérios científicos de segurança e eficiência comprovados. A diretora de Normas e Habilitação de Produtos da ANS, Karla Coelho, informou que a agência realiza a cada dois anos um processo de revisão e de consulta pública referente ao rol. "Essas solicitações são avaliadas de acordo com a questão da segurança, eficácia, acurácia desses novos procedimentos e tecnologia. Se são baseados em evidência científica, para que sejam seguros para a população, e também os custos envolvidos e o que representa isso para a sustentabilidade do setor", pontuou. O novo rol entrará em vigor em janeiro de 2018, após avaliação da ANS.

Presidente das Voluntárias Sociais recebe título de cidadã catuense
Foto: Anna Larissa Falcão/Divulgação

A presidente das Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA) e primeira-dama do Estado, Aline Peixoto, recebeu nesta segunda-feira (26) o título de Cidadã Catuense na Câmara Municipal de Catu. A cerimônia, realizada no mesmo dia da comemoração de 149 anos de emancipação política do município, homenageou Aline pelo trabalho na coordenação das Voluntárias Sociais, principalmente na promoção de atendimento à saúde e assistência social. A senadora Lídice da Mata participou da solenidade. Entre as ações que beneficiaram catuenses estão as ampliações dos hospitais Martagão Gesteira e Aristides Maltez, que atendem muitos moradores do município; visitas a instituições de caridade, almoço no Lar São Lourenço, que atende crianças e adolescentes órfãos do entorno; e o mutirão de cirurgias, realizado em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), que atendeu cerca de 400 pessoas na região. "Eu escolhi, como pessoa pública, duas linhas de cuidado, a saúde e levar o sentimento de solidariedade para as pessoas. E sinto-me honrada por poder realizar parcerias importantes para grandes realizações. Sonhamos grande com o Hospital da Mulher, com o Mutirão de Cirurgias Eletivas, as Feiras de Saúde e Bem-Estar, com as reformas do Hospital Martagão Gesteira, as novas alas do Aristides Maltez . Eu não faço isso sozinha, eu mobilizo as pessoas. O trabalho de pessoas como vocês aqui, vereadores, cidadãos. Quando sensibilizamos pessoas para cuidar dos outros, as coisas acontecem. E isso é o que tem acontecido com a Câmara de Catu. Estou muito feliz não só pelo título, mas por ter podido ajudar”, declarou Aline.  A entrega do título foi indicada pelo presidente da Câmara, Marcelo Calasans, e aprovada à unanimidade pelos vereadores.

Rui inaugura UTI em hospital de Cajazeiras: 'Melhores equipamentos de UTI do mundo'
Foto: Manu Dias / GOVBA

O governador Rui Costa entregou nesta terça-feira (27) a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Professor Eládio Lasserre. Foram inaugurados dez novos leitos, com o objetivo qualificar e consolidar a unidade como referência de saúde na região. "É uma enorme alegria poder entregar os primeiros leitos de UTI neste hospital tão importante para a capital. A UTI está muito bem equipada. Esses respiradores instalados aqui são os melhores que têm no mundo. E este é o padrão que temos instituído nos hospitais que estamos inaugurando ou ampliando em todo o estado. Além da infraestrutura, a qualidade dos equipamentos é de grande importância para um bom atendimento", afirmou Rui Costa durante a cerimônia. Os novos leitos irão prestar assistência intensiva para pacientes clínicos e cirúrgicos graves, possibilitando o reestabelecimento da saúde e a preservação da vida de pacientes que precisam da atenção especializada. Foi adquirido ainda um tomógrafo para a unidade, com previsão de chegada em agosto. "O aparelho ajudará a melhorar a resolutividade do hospital, evitando a transferência desses pacientes para outras unidades. Acredito que, capacitando a rede para ser autossuficiente, também ajudamos a melhorar a performance da regulação", destacou o governador. Ainda nesta terça, Rui Costa visitou as obras do novo Hospital Couto Maia, que têm previsão de entrega para 2018. A unidade será 20% maior que as dimensões atuais, com expectativa de aumentar em 50% a assistência aos baianos.

Terça, 27 de Junho de 2017 - 11:10

Anvisa suspende venda e uso de 13 lotes de anticoncepcional

por Felipe Cordeiro | Estadão Conteúdo

Anvisa suspende venda e uso de 13 lotes de anticoncepcional
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão em todo o território nacional da distribuição, da comercialização e do uso do anticoncepcional Gynera, produzido pela Bayer. Segundo a Anvisa, o anticoncepcional apresentou resultados insatisfatórios em um estudo de estabilidade e foi apontado como classe 3 - "alto risco" - na classificação de risco à saúde. A resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira (26) vale para 13 lotes do produto e estabelece que a Bayer recolha imediatamente todo o estoque existente no mercado. O Gynera é um comprimido de uso oral composto pelos hormônios estrogênio (etinilestradiol) e progestógeno (gestodeno). Ainda conforme a Anvisa, a Bayer promoveu o recolhimento voluntário do produto após os resultados do estudo. Procurada, a empresa ainda não se manifestou sobre a resolução da Anvisa.

HGE registra redução de 34% nos atendimentos do período de São João
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O Hospital Geral do Estado (HGE) registrou, durante os festejos juninos deste ano, uma redução de 34% no atendimento a vítimas de queimaduras e explosão de bombas em relação a 2016. De acordo com boletim apresentado nesta segunda-feira (26) pelo diretor do HGE, André Luciano de Andrade, foram atendidas 35 pessoas no período de 23 a 25 de junho. Deste total, 12 foram vítimas de queimaduras por fogos e 23 por explosão de bomba. No ano passado, foram 53 atendimentos: 24 por queimaduras por fogos e 29 por explosão de bomba. No Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ), também unidade da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) deram entrada na Unidade de Tratamento de Queimados 16 pessoas vítimas de explosão de bomba, no período de 21 a 26 de junho.

MPF-BA quer inclusão no SUS de novos tratamentos contra câncer
Foto: MPF-BA

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF-BA) recomendou ao Ministério da Saúde que analise a possibilidade de incluir no Sistema Único de Saúde (SUS) a peritonectomia e a quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (Hipec) para o tratamento de tumores no peritônio — membrana que reveste os órgãos abdominais. A recomendação foi encaminhada a pasta no último dia 19 de junho. Segundo o procurador da República Leandro Bastos Nunes, considerou informações fornecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) durante o inquérito civil instaurado pelo MPF para averiguar a questão. Segundo o Conselho, “vários centros no mundo consideram a peritonectomia com Hipec o tratamento padrão para tumores mucinosos do apêndice cecal”. O CFM também ressaltou que “os resultados da abordagem multimodal são promissores para metástase peritoneal de carcinoma colorretal e do ovário”. O MPF diz ainda que, além dos procedimentos não estarem incorporados ao SUS, não há, ainda, nenhum pedido de análise protocolado na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde — órgão que assessora o Ministério da Saúde na incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde no SUS.

Terça, 27 de Junho de 2017 - 00:00

Moradores de Ilha de Maré suspeitam que poluição esteja provocando casos de câncer

por Guilherme Ferreira

Moradores de Ilha de Maré suspeitam que poluição esteja provocando casos de câncer
Foto: Reprodução

Moradores de Ilha de Maré suspeitam que a poluição esteja contribuindo para o aparecimento de recorrentes casos de câncer no local. A última vítima desse problema teria sido uma jovem de 21 anos, que foi sepultada na semana passada depois de não resistir a um câncer no fígado. De acordo com a líder comunitária Eliete Paraguaçu, o exemplo recente não representa uma situação isolada e vem de longa data. "A gente começou a perceber que tinha alguma coisa errada mais ou menos em 2000, quando a gente viu muitos pescados morrendo sem motivo, muita gente começou a morrer por doenças que não eram normais", explicou em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (26), antes de citar casos recentes de leucemia entre crianças. Além dos casos de câncer, ela acredita que jovens vem apresentando outras consequências negativas da poluição, como dificuldades no aprendizado e problemas de crescimento. A poluição na Ilha de Maré é provocada por indústrias químicas instaladas na região, que também abriga o Porto de Aratu. A comunidade tem na pesca sua atividade econômica básica e se preocupa especialmente com a contaminação da água e de pescados. Eliete lembra que estudos já demonstraram a presença de chumbo, cádmio e mercúrio no corpo de habitantes locais. Moradores já entraram em contato com o Ministério da Saúde e com as secretarias municipal e estadual de Saúde, mas vêm tendo seus pedidos frustrados. "A gente queria saber se a gente está contaminado ou não", declara Eliete. "Eles respondem que precisam de provas. E o que a gente está pedindo é que façam exames epidemiológicos nas pessoas, nos pescados e nas frutas de Ilha de Maré. Ninguém dá a resposta que a gente quer ouvir", lamenta. No início do mês, moradores da Prainha realizaram um protesto contra a poluição e contra um projeto do governo estadual que retira dispositivos que asseguram proteção ambiental à localidade na Ilha de Maré (veja mais). A proposta foi retirada da pauta de votações da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), após uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA). Este projeto substitui um texto de 2014 que trata do mesmo assunto, mas não inclui dois incisos referentes à Prainha. O governo estadual é acusado de, com essa matéria, tentar favorecer a petroquímica Braskem nos planos de expandir o Porto de Aratu.

Pacientes com doença renal crônica triplicam em 16 anos no Brasil
Foto: Lightspring | Shutterstock

O número de pacientes com doença renal crônica que precisaram de diálise cresceu de 42 mil, em 2000, para 122 mil no ano passado, de acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia. No ano passado, 5,7 mil pessoas fizeram transplante de rim no país, quantidade que vem aumentando, em média, 10% de um ano para o outro. Segundo o estudo, a prevalência no Brasil é de 595 pessoas por milhão, inferior ao Japão, por exemplo, onde a população é mais envelhecida e registra prevalência de 2.535 pessoas por milhão. O Sistema Único de Saúde (SUS) foi responsável por 83% das diálises feitas em 2016. A presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia, Carmen Tzanno, disse à Agência Brasil que muitos dos pacientes de convênios de saúde desconhecem a cobertura de seu plano, ou sentem dificuldade para encontrar o serviço de diálise em sua cidade, e acabam procurando o SUS. “A maioria dos pacientes faz uso do sistema público, e isso impacta a rede.” O total de clínicas voltadas ao atendimento dos pacientes com lesão renal aguda, em todo o país, também cresceu de 510, em 2000, para 747 em 2016. Porém, a distribuição de unidades ativas é desigual por regiões do Brasil, já que 49% delas estão no Sudeste. O Sul concentra 22% das unidades, o Nordeste tem 18%, o Centro-Oeste tem 7% e o Norte tem 4%. “Toda a infraestrutura de saúde no país está mais concentrada no Sudeste. Por isso, o tratamento domiciliar é interessante que seja estimulado nessas localidades”, disse a médica. Carmen disse acreditar que a prevenção é o melhor caminho para a doença renal crônica. Além do histórico familiar, os pacientes devem observar os hábitos alimentares, o sedentarismo, o envelhecimento, a obesidade, a diabetes e a hipertensão, que são os principais fatores de risco. De acordo com a médica, a hipertensão arterial, que atinge 30% da população, é a primeira causa de doença renal crônica. A diabetes mellitus é segunda causa da patologia, afetando 50% dos pacientes que entram em diálise. Além disso, o envelhecimento contribui para a redução da filtração dos rins, que diminui, em média, um mililitro por minuto ao ano depois que a pessoa completa 40 anos. Os sintomas mais importantes são anemia, pressão alta, inchaço, cansaço, inapetência e emagrecimento, sinais que podem passar desapercebidos. Carmen explicou que a diálise e o transplante renal, necessários quando a doença avança ao ponto em que o rim perde função, têm alto custo. Apenas a medicação custa em torno de 600 reais por doente. “Isso representa um impacto no sistema, sem contar a elevada mortalidade. A prevenção pode retardar as fases finais da doença ou fazer com que o paciente não necessite [desses tratamentos.”

Segunda, 26 de Junho de 2017 - 15:10

Senadores republicanos dos EUA relutam em apoiar projeto de reforma da saúde

por Dow Jones Newswires / Estadão Conteudo

Senadores republicanos dos EUA relutam em apoiar projeto de reforma da saúde
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Vários senadores republicanos dos EUA se mostraram relutantes neste domingo (25) em apoiar o projeto de lei de seu partido para reformar o sistema de saúde do país. Quase todos os senadores já haviam indicado que não estavam satisfeitos com o projeto de lei, que revoga partes importantes do sistema de saúde hoje em vigor nos EUA, o chamado Obamacare, aprovado durante o governo do ex-presidente Barack Obama. Outros expressaram dúvidas quanto ao projeto, mas sem descartar a possibilidade de apoiá-lo. O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, do Kentucky, espera votar o projeto ainda esta semana. Seu partido tem 52 senadores, contra 46 democratas e dois independentes que votam com os democratas. Como todos os democratas devem se opor ao projeto de lei, ele não pode perder mais do que dois votos de senadores republicanos para aprová-lo. O senador republicano Luther Strange, do Alabama, disse que ainda não está totalmente convencido sobre o projeto atual. "Não é perfeito", disse Strange à Fox News. Ele disse, no entanto, estar bastante confiante de que o partido vai chegar a um acordo. O projeto de lei retira os recursos federais para a expansão do programa de saúde para famílias e indivíduos de baixa renda (Medicaid), algo que poderia afetar milhões de pessoas. Além disso, limita pela primeira vez os recursos federais do Medicaid para os Estados. Também elimina a exigência para que a maioria dos americanos solicite seguro de saúde e fornece créditos fiscais menos robustos do que os do Obamacare para ajudar as pessoas a pagar por um seguro. "No momento, estou indeciso. Há coisas nesta lei que afetam negativamente o meu Estado", disse o senador republicano Bill Cassidy, da Louisiana, à CBS. Cassidy, que já havia expressado dúvidas anteriormente, advertiu a liderança republicana para que não levasse adiante os planos de votar o projeto de lei nesta semana, pedindo mais tempo para negociar os detalhes após o recesso de julho no Congresso. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, de Nova York, disse que membros de seu partido estão abertos a negociações para "melhorar" a lei atual, mas que não apoiam a proposta atual dos republicanos. Os republicanos "têm, na melhor das hipóteses, uma chance de 50% de aprovar esse projeto de lei", disse Schumer à ABC. "O projeto de lei é simplesmente devastador" e "é isso que torna tão difícil sua aprovação".

Risco de desenvolver melanoma aumenta 35 vezes em sete décadas
Foto: Reprodução / Dermatologia SP

Casos de câncer devem crescer cerca de 50% em duas décadas, alcançando 22 milhões de pessoas diagnosticadas em 2030 – em comparação com os 14 milhões de 2012. Essa é a previsão da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (Iarc), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS) responsável por pesquisas relacionadas ao câncer em todo o mundo. A estimativa reforça que o câncer é uma questão de saúde pública, com impacto social e econômico. Apesar da previsão se aplicar a todos os cânceres, alguns tipos merecem destaque. O melanoma, câncer decorrente do crescimento anormal dos melanócitos (células responsáveis pela produção de melanina, que dá a cor e pigmentação à epiderme) é o menos comum, porém mais agressivo entre os cânceres de pele – e sua incidência vem crescendo. No mundo, cerca de 200 mil casos de melanoma são diagnosticados por ano e 55 mil pessoas vão a óbito, o equivalente a 6 mortes por hora, segundo a OMS; no Brasil, são registrados anualmente 5.560 novos casos da doença e 1.547 óbitos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Rodrigo Munhoz, médico oncologista especialista em melanoma do Hospital Sírio Libanês e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), afirma que ainda não é possível atribuir esse aumento de casos a um fator específico. “Na maior parte dos casos – estudos mostram que 65% -, o melanoma está relacionado a exposição solar excessiva. Por isso, a prevalência da doença é maior em pessoas brancas, de peles e olhos claros, com muitas sardas. No entanto, há tipos específicos de melanoma mais comuns em pessoas negras ou em áreas do corpo não expostas ao sol, como couro cabeludo ou solas dos pés. Por isso, todos devem se cuidar”.  O médico reforça, também, que nem sempre o melanoma está associado a uma pinta, como se acredita. “As pessoas ainda confundem uma pinta comum, que pode ser retirada no consultório, com câncer. O melanoma é uma doença grave que pode avançar para os nódulos linfáticos e outros órgãos do corpo, como cérebro, pulmões, ossos e fígado - a chamada metástase. Por isso o diagnóstico precoce é tão importante”, completa.

Anvisa pode liberar vacinação em farmácias; entidades criticam proposta
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está elaborando regulamentação que trata sobre os requisitos mínimos para o funcionamento dos serviços de vacinação no país. A norma já passou por consulta pública e, se aprovada, permitirá que farmácias apliquem vacinas. Entretanto, entidades médicas temem que a resolução possa precarizar o serviço de vacinação e colocar em risco a população. Segundo a Anvisa, a permissão para farmácias disporem de vacinas está prevista na Lei nº 13.021/2014, que trata sobre o exercício e a fiscalização das atividades farmacêuticas, e, com ela, a regulamentação vigente sobre o controle sanitário para estabelecimentos privados de vacinação, se tornou insuficiente para farmácias e drogarias. “A fim de diminuir o risco da população brasileira frente ao possível uso e administração inadequados de um medicamento tão peculiar quanto a vacina, principalmente em estabelecimentos que não têm um histórico antigo na prática da vacinação, a Anvisa propõe norma sanitária com requisitos mínimos para a prestação dos serviços de vacinação”, diz a Anvisa, na justificativa da proposta. Segundo a Agência Brasil, atualmente, além da rede pública, somente clínicas de vacinação podem oferecer o serviço. Entre outras exigências, pela norma atual, a clínica deve ter um médico como responsável técnico pelo estabelecimento. Segundo a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, essa exigência é muito importante e está sendo retirada da nova proposta. “Ela tira a obrigatoriedade de maca, consultório e médico para atender evento adverso, desde o desmaio até anafilaxia. Isso não é serviço de vacinação, é aplicação de injeção”, disse ela, explicando que o médico especialista em vacinação é importante desde a triagem até o diagnóstico de reação à vacina. A proposta de regulamentação em análise na Anvisa diz que o estabelecimento deve ter um profissional habilitado e capacitado para o serviço de vacinação. Também prevê que, em caso de intercorrências, ele deve garantir o encaminhamento do paciente ao serviço médico. E as vacinas que não fazem parte do calendário oficial do Programa Nacional de Imunizações deverão ser feitas mediantes prescrição médica. Para Isabella, esses requisitos não são suficientes e, acabar com as regras atuais pode ser prejudicial para a cobertura vacinal, pois um serviço precário de vacinação pode levar medo às pessoas. “A SBIm não discute onde a vacina é aplicada, na clínica médica ou farmácia, o que defendemos é a qualidade e manutenção das normas para que a vacinação não seja banalizada e a população não corra risco de erros. As normas deveriam ser mais exigentes e não menos”, disse a médica. O presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC), Geraldo Barbosa, concorda que os requisitos mínimos propostos podem prejudicar os serviços. “Não somos contra vacina estar em farmácias. Mas temos um nível de exigências que se provou muito eficaz para conseguir os resultados de imunização. Então, se vai entrar farmácia nesse mercado, porque flexibilizar a lei?”, disse, informando que os laboratórios de análise clínica passaram a oferecer vacinas porque se enquadraram na legislação atual. Para ele, o interesse comercial das farmácias é apenas na vacina contra gripe. “Não estão preocupados com o esquema vacinal completo”, disse. Segundo Barbosa, a vacina contra gripe é o que ajuda a manter o custo operacional das clínicas de vacinação, já que a operação de outras vacinas é quase negativo. Então, para ele, a nova regulamentação pode prejudicar a qualidade e acesso ao serviço quando as clínicas começarem a cortar custos com outras vacinas para poder competir no mercado.

Serviços do HGE e do Roberto Santos são aprovados por 86% dos usuários, diz pesquisa
Foto: Divulgação
Os atendimentos do Hospital Geral do Estado (HGE) e do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) foram classificados como bom e ótimo por pacientes, que responderam a uma pesquisa de satisfação realizada pelo Conselho da Qualidade do Serviço Público (Conquali). A pesquisa avaliou o atendimento clínico e cirúrgico das unidades, entrevistando pacientes após receberem alta médica. O HGE foi considerado bom e ótimo por 86% dos usuários da unidade que foram entrevistados. Já o HGRS obteve 81% de bom e ótimo entre os pacientes ouvidos. A margem de erro da pesquisa é de 5% e o grau de confiança é de 95%. O Conquali é um comitê formado por representantes de seis órgãos estaduais, criado para avaliar a qualidade da prestação do serviço público. A pesquisa teve como objetivos a identificação de melhorias nos serviços prestados, a verificação das necessidades dos usuários para implantação de políticas públicas, além da padronização e do aperfeiçoamento dos processos e métodos utilizados para assegurar a efetividade dos serviços. A pesquisa foi realizada de janeiro a abril deste ano. No HGE, foram ouvidas 714 pessoas. Já no Roberto Santos, foram ouvidos 745 pacientes. 
Homens viciados em videogames têm menos vontade de fazer sexo, aponta pesquisa
Foto: Reprodução / Uol

Pesquisadores italianos publicaram no Journal of Sexual Medicine um estudo apontando que homens viciados em videogames têm menos vontade de fazer sexo do que os não-jogadores. Contudo, os dados mostraram que eles apresentam chances menores de ter ejaculação precoce. A pesquisa foi feita com base em dois questionários voltados para o diagnóstico de ejaculação precoce (PEDT) e o Index Internacional de Função Erétil (IIEF-15) com 599 homens. Ainda de acordo com o resultado, a diminuição na libido pode estar associado ao fato de que jogar videogame por longos períodos de tempos libera uma quantidade constante de dopamina no organismo, que é o mesmo hormônio ligado ao prazer sexual.

Rodrigo Maia aprova lei que libera uso de remédios para inibição do apetite
Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados

O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia, sancionou, nesta sexta-feira (23), o projeto aprovado pelo Congresso que libera venda dos medicamentos que inibem o apetite, como sibutramina, anfepramona, femproporex e mazindol, mediante receita específica. "Tomei a decisão após ouvir diversas entidades médicas e receber um parecer favorável do próprio Conselho Federal de Medicina. Entendo o drama de milhares de brasileiros que têm níveis perigosos de obesidade e precisam ser levados a sério, e com responsabilidade, tendo acesso a um tratamento médico controlado", explicou Maia através de uma mensagem no seu perfil do Facebook. Ainda na sexta, o Conselho Federal de Medicina (CFM) enviou um ofício a Rodrigo Maia no qual manifestou apoio à sanção da lei. "A referida norma atende à expectativa do CFM ao permitir, no Brasil, acesso da população a medicamentos importantes para a continuidade de tratamentos de casos de obesidade, entre outros transtornos, desde que prescritos por médicos, haja vista as diferenças de condições de atendimento disponíveis para os profissionais brasileiros daquelas oferecidas aos que atuam em países do primeiro mundo", afirmou o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital Tavares Corrêa Lima. Vale lembrar que Rodrigo Maia está como presidente em exercício, devido a Michel Temer está em viagem institucional pela Europa.

São João na RBN Digital: Curta três horas de forró sem intervalos
Foto: Divulgação / Nova Escola

A rádio RBN Digital entrou em clima de São João! E para não deixar nossos ouvintes com vontade de dançar um arrastapé, nós traremos neste sábado (24) três horas de forró tradicional, sem intervalos, para quem quiser ensaiar os últimos passos antes de partir para os festejos. Nossa playlist de São João já fez sucesso nessa sexta-feira (23) e nesta tarde serão mais três horas inteiras com forró pé de serra, xote, baião e xaxado. Você vai ouvir Flávio José, Dominguinhos, Luiz Gonzaga e muito mais! Nossa proramação junina vai ao ar a partir das 15h. Se já tem nosso aplicativo, é só clicar e nos acompanhar. Se ainda não tem, baixe o aplicativo para iPhone https://appsto.re/br/40Rrjb.i, ou para Android https://goo.gl/gXprSH. Você também pode ouvir a RBN Digital pelo www.rbndigital.com. Um bom São João a todos. Anarriê!

Registro de compras de medicamentos adquiridos para SUS passa a ser obrigatório
Foto: Carlos Severo / Fotos Públicas

Todas as compras de medicamentos realizadas no país para o abastecimento do Sistema único de Saúde (SUS) terão seus preços registrados em sistema online. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, vale para o Ministério da Saúde, estados, municípios e Distrito Federal que, agora, passam a alimentar de forma obrigatória o Banco de Preços em Saúde (BPS). A ferramenta online é gratuita e de acesso aberto ao público desenvolvida pelo governo federal. "É uma ferramenta que possibilita ampliar o nível de negociação entre os gestores e fornecedores na compra de medicamentos, isso significa expandir o acesso, reduzir custos e otimizar os gastos com saúde, dando possibilidade ao gestor de até cancelar uma concorrência, quando se perceber que não está sendo feita a melhor compra", afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. O sistema é destinado ao registro e a consulta de informações de compras de medicamentos e produtos para a saúde adquiridos no âmbito do SUS. Segundo o ministério, gradualmente, outros produtos, além dos medicamentos, também terão seu registro obrigatório no BPS. A medida foi pactuada na Comissão Intergestores Tripartite, que reúne gestores de saúde dos estados, municípios e União. O Banco de Preços em Saúde vai oferecer informações qualificadas de preços praticados nas aquisições de medicamentos e produtos para a saúde. Esses dados vão poder ser consultados de forma regionalizada, por modalidade de compra, tipo de compra, faixa de quantidades adquiridas, por fabricantes e fornecedores, dentre outras possibilidades de pesquisa. Levantamento preliminar feito pelo Ministério da Saúde junto aos gestores que já utilizavam voluntariamente o Banco de Preços em Saúde, em novembro de 2016, apontou que 73% dos participantes conseguiram reduzir os preços junto a fornecedores nas licitações ou compras diretas. Os dados até o momento apontam ainda que, com a utilização do banco, anualmente é possível reduzir o valor total estimado nos contratos ou mesmo a substituição gradual da pesquisa de preços feita diretamente junto a fornecedores e fabricantes. O estudo segue até dezembro.

Droga já existente pode beneficiar alguns pacientes com câncer nos ossos
Foto: Shutterstock

Cientistas do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido, descobriram que uma droga já existente pode beneficiar um subgrupo de pacientes com osteossarcoma, um tipo de câncer nos ossos. No maior estudo de sequenciamento genético do osteossarcoma já realizado, com colaboração da University College London e no Royal National Orthopaedic Hospital NHS Trust, os pesquisadores perceberam que 10% dos pacientes com uma mutação genética em um gene de sinalização do fator de crescimento podem ser tratados com remédios conhecidos como inibidores de IGF1R. Segundo o jornal O Globo, a equipe analisou o genoma de 112 tumores de crianças e adultos. O objetivo era identificar mutações nos tumores para entender como se desenvolve o osteossarcoma. Foi revelado um processo específico responsável por rearranjar os cromossomos e que levam a várias mutações desenvolvedoras do câncer. "O osteossarcoma é difícil de tratar. Apesar de pesquisas extensas nos últimos 40 anos, não foram encontradas novas opções de tratamento. Neste estudo, revelamos um claro alvo biológico para o osteossarcoma que pode ser alcançado com drogas existentes", afirmou Sam Behjati, primeiro autor do estudo e pesquisador do Wellcome Trust Sanger Institute e da Universidade de Cambridge. "Ao sequenciar todo o genoma dos tumores, desvendamos o mecanismo por trás do osteossarcoma pela primeira vez. Descobrimos um novo processo em que o cromossomo é quebrado, multiplicado e rearranjado para gerar múltiplas mutações de câncer ao mesmo tempo. Acreditamos que é por isso que vemos tumores de osteossarcoma muito semelhantes em crianças e adultos que não são resultado do envelhecimento", completou a professora Adrienne Flanagan, autora principal do estudo, pesquisadora do Royal National Orthopaedic Hospital NHS Trust e da University College London Cancer Institute.

Surto de ebola: Sudão do Sul reabre fronteira com República Democrática do Congo
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Depois de um mês, o Sudão do Sul reabriu nesta quinta-feira (22) a fronteira com a República Democrática do Congo (RDC). A medida tinha o objetivo de proteger o país do vírus ebola. De acordo com o vice-governador da província fronteiriça de Tambura, Lino Auto, a decisão das autoridades sul-sudanesas foi tomada após a situação na RDC voltar ao normal, com a doença controlada e sem o registro de nenhum novo caso nos últimos dias. "Agora a fronteira está aberta entre nós e a RDC e as pessoas se movimentam livremente com suas mercadorias entre os dois países", acrescentou. No entanto, segundo o site Terra, Auto destacou que algumas medidas preventivas continuam sendo aplicadas, a exemplo de examinar as pessoas que cruzam a fronteira. O controle do surto de ebola foi anunciado pelo governo do RDC no último dia 2.

Sexta, 23 de Junho de 2017 - 09:10

Ações contra planos de saúde dobram em um ano

por Fernanda Bassette, especial para o Estado | Estadão Conteúdo

Ações contra planos de saúde dobram em um ano
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O número de ações judiciais contra planos de saúde no país dobrou entre 2014 e 2015, segundo dados do relatório Justiça em Números, do Conselho Nacional de Justiça. Saltou de 209.427 ações em andamento para 427.267 processos - alta de 104%. Entre as principais demandas estão negativas de coberturas, reajustes anuais e por faixa etária, além de pedidos para fornecimento de remédios. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), atualmente há 47,6 milhões de usuários de planos. Dados do Observatório da Judicialização da Saúde Suplementar, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), divulgados em abril, mostram que a tendência segue neste ano: só nos três primeiros meses, 4.775 ações judiciais contra operadoras de planos foram julgadas em primeira instância em São Paulo. As principais razões são parecidas: negativas de cobertura, rescisão de contratos por parte da operadora e reajuste das mensalidades. Para Douglas Henrique Marin dos Santos, professor e procurador da Advocacia-Geral da União (AGU), o aumento da demanda de ações judiciais em saúde - contra planos de saúde ou o SUS (rede pública) - tem várias razões. Inclui a ampliação do acesso à informação e, consequentemente, o acesso à Justiça; a ineficiência dos serviços públicos; a atuação da indústria farmacêutica, prescrevendo novas drogas ainda não fornecidas pelo SUS; entre outros. "Hoje, a judicialização é um fenômeno envolvendo vários setores, entre eles saúde e educação", diz Santos. "Isso acontece porque direitos fundamentais não estão sendo cumpridos. E existe uma percepção social de que a única forma de garantir um direito é procurando o Poder Judiciário", afirma. Mário Scheffer, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, diz que o perfil das ações contra operadoras de saúde é um pouco diferente de ações contra o SUS. "Nesses casos, os processos estão mais ligados a práticas abusivas das operadoras, piora dos serviços, problemas com a rede credenciada, negativas de cobertura. É um conjunto de fatores que, mesmo em momento de retração do mercado de saúde, a judicialização só cresce".

Com 30 mandados de prisão, PF desarticula quadrilhas por venda irregular de anabolizantes
Foto: Reprodução / FDM Oficial

Com o objetivo de desarticular três organizações criminosas responsáveis pelo comércio irregular de anabolizantes e medicamentos como anorexígenos, a Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta sexta-feira (23). Os 30 mandados de prisão e 75 de busca e apreensão são cumpridos nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Segundo informações do G1 RS, as investigações tiveram início em julho de 2016 quando a PF recebeu informações sobre o comércio irregular das substâncias em academias e lojas de suplementos alimentares na cidade de Rio Grande, na Região Sul do Rio Grande do Sul.

São João na RBN Digital: Curta três horas de forró sem intervalos
Foto: Reprodução / Nova Escola

A rádio RBN Digital entrou em clima de São João! E para não deixar nossos ouvintes com vontade de dançar um arrastapé, nós traremos nesta sexta-feira (23) e sábado (24) três horas de forró tradicional, sem intervalos, para quem quiser ensaiar os últimos passos antes de partir para os festejos. Nossa playlist de São João começará nessa sexta, a partir das 21h. Serão três horas inteiras com forró pé de serra, xote, baião e xaxado. Você vai ouvir Flávio José, Dominguinhos, Luiz Gonzaga e muito mais! Mas se você continuar com vontade de ouvir forró, não tem problema. No sábado, nossa proramação junina volta ao ar a partir das 15h, com mais três horas de forró sem intervalos. Se já tem nosso aplicativo, é só clicar e nos acompanhar. Se ainda não tem, baixe o aplicativo para iPhone https://appsto.re/br/40Rrjb.i, ou para Android https://goo.gl/gXprSH. Você também pode ouvir a RBN Digital pelo www.rbndigital.com. Um bom São João a todos. Anarriê!

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