Sábado, 25 de Março de 2017 - 12:00

90% dos brasileiros estão protegidos contra falta de iodo, diz pesquisa

por Estadão Conteúdo

90% dos brasileiros estão protegidos contra falta de iodo, diz pesquisa
Foto: Reprodução / Estadão
Mais de 90% dos brasileiros estão protegidos contra distúrbios por deficiência de iodo, como o bócio, cretinismo e comprometimento mental, conforme resultados da Pesquisa Nacional para Avaliação do Impacto da Iodação do Sal. Só 9,7% apresentam déficit desse nutriente no organismo, dos quais apenas 0,5% tem déficit grave, enquanto nos demais ele é moderado ou leve. O resultado pode dar ao Brasil a certificação de erradicação virtual de doenças causadas por deficiência de iodo. De outro lado, a pesquisa mostrou que 44,6% da população consome iodo em quantidade acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A fortificação do sal com iodo é uma política pública iniciada na década de 1950 e o monitoramento subsidia as revisões na taxa de iodação quando necessárias. A pesquisa, concluída em 2016, avaliou a presença de iodo na urina de cerca de 19 mil estudantes com idade entre seis e 14 anos de escolas públicas e privadas em 477 municípios. Foram analisados os dados coletados em duas fases, a primeira entre 2008 e 2009, a segunda entre 2013 e 2014. O resultado mostrou que 9,7% das amostras tinham déficit, sendo 6,9% considerados leves. Outros 20,4% tinham taxa de iodo adequada e 69,8% apresentaram o nutriente em excesso - acima de 200 microgramas por litro.

De acordo com o coordenador de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Eduardo Augusto Fernandes Nilson, a pesquisa confirma o impacto da iodação do sal na prevenção e controle dos distúrbios por deficiência de iodo, reforçando os avanços do país no combate a essas carências. Conforme a OMS, somente quando o déficit do nutriente atinge mais de 20% da população isso se torna um problema de saúde pública. Segundo ele, o resultado credencia o país a receber o certificado internacional de eliminação dos distúrbios por deficiência de iodo em seu território. "Essa questão, agora, será tratada pelo Ministério com a OMS", disse. Conforme a pesquisa, em nenhuma unidade da federação, a média de iodo estava abaixo do ponto de corte indicador de deficiência pela OMS, mas foram notadas diferenças entre regiões. Em Estados da região norte e centro-oeste, por exemplo, houve um grau maior de deficiência em comparação com as outras. Para o pesquisador Juraci Cesar, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), um dos responsáveis técnicos pela pesquisa, o fato pode ser explicado pelo uso culinário do sal destinado à nutrição do gado, que não é iodado. Estados como Mato Grosso, Tocantins, Goiás e Maranhão são grandes criadores de gado.

A pesquisa mostrou que, dos 69,8% com mais iodo que o necessário, 44,6% o tinham acima de 300 mg/kg, o que também pode ser prejudicial. Pesquisa realizada em 2005 pela Universidade de São Paulo (USP) concluiu que, nesse nível, o iodo pode acarretar problemas à tireoide, como a tireoidite de Hashimoto. Os maiores excessos foram encontrados em Estados do Nordeste. De acordo com Nilson, para evitar o consumo excessivo, a taxa de iodo no sal de cozinha já foi reduzida. "Quando os primeiros resultados da pesquisa detectaram a ingestão excessiva de iodo por parte da população, a Anvisa e o Ministério da Saúde ajustaram a faixa de iodação do sal. Ou seja, reduziu-se o nível máximo permitido de iodo no sal, mas o nível mínimo ficou próximo do que era." A taxa de iodação do sal no Brasil, que era de 20 a 60 miligramas por quilo, foi reduzida para 14 a 45 mg/kg. Como o ajuste foi feito em 2013, com a pesquisa em andamento, o impacto deve aparecer nas próximas avaliações. Ainda assim, segundo ele, os estudos demonstram que a carência de iodo é mais prejudicial à saúde que o excesso. "Evidências mais recentes provam a associação da deficiência de iodo na gestação à redução do QI (quociente de inteligência) das crianças, em função da importância do nutriente na formação neurológica do bebê."

Em comunicado sobre a redução do iodo no sal, a Federação Latino Americana de Endocrinologia (Felaen) defendeu a iodação. De acordo com o Departamento de Tireoide, os problemas decorrentes da deficiência são "gravíssimos e incontestáveis", como bócio, hipotireoidismo, surdo-mudez, retardo mental e retardo do desenvolvimento físico, enquanto em relação ao excesso, "não existem pesquisas suficientes para comprovar algum malefício à população". As ações para reduzir na população o consumo de sódio - o sal presente na maioria dos alimentos industrializados -, visando à prevenção de doenças cardiovasculares e renais, também podem equilibrar as taxas de iodo, mas devem ser monitoradas, segundo Nilson. "O Ministério da Saúde vem trabalhando na harmonização das políticas de redução do consumo de sódio e de prevenção da deficiência de iodo e, nisso, o Brasil é tido como um exemplo de articulação bem sucedida destas políticas." No mundo, a região mais protegida dessas deficiências é a América Latina, pois a maioria dos países adota a política de fortificar o sal com iodo. A pesquisa foi feita em parceria entre a FURG e a Universidade Federal de Pelotas, com acompanhamento técnico do Ministério da Saúde.
Alagoinhas: Após caso de febre amarela, macacos são encontrados mortos
Foto: Reprodução / News in Foco

Pelo menos 16 macacos foram encontrados mortos no município de Alagoinhas, no agreste baiano, nos últimos 50 dias. A suspeita é que alguns primatas tenham morrido vítima da população após a confirmação do primeiro caso de febre amarela na cidade (ver aqui). Segundo o Correio, a secretaria de saúde informou que em alguns deles havia sinais de espancamento. Uma advertência foi feita pelo titular da pasta, Rodrigo Matos, enfatizando que os animais não transmitem a doença, que é propagada pelo mosquito Aedes Aegypti. Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado do Estado [Sesab] informou que, de todos os bichos examinados, apenas um deu positivo para a febre amarela. A pasta também negou casos de violência contra os primatas. Os testes da doença nos animais levam em média de 20 dias para ficarem prontos.

Sábado, 25 de Março de 2017 - 09:00

Após morte de macacos, Campinas decide vacinar população contra febre amarela

por Estadão Conteúdo

Após morte de macacos, Campinas decide vacinar população contra febre amarela
Foto: Divulgação
A população de Campinas será vacinada contra febre amarela. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (24), pela Secretaria de Saúde de São Paulo, diante da confirmação de morte de três macacos bugios no distrito de Sousas. Os laudos foram divulgados pelo Instituto Adolfo Lutz. Numa reunião com integrantes do Ministério da Saúde foram solicitadas 3 milhões de doses do imunizante para vacinar tanto a região, até agora considerada livre de risco para a doença, quanto para reforçar as ações de bloqueio na região de São João da Boa Vista e Piracicaba. "Estamos absolutamente estupefatos. A epidemia de febre amarela nunca foi assim", afirmou o coordenador de Controle de Doenças da Secretaria de Saúde de São Paulo, Marcos Boulos. Ele conta que, em ciclos anteriores, as epizootias (mortes de animais, primeiros sinais de que há um aumento da circulação do vírus), ocorriam em regiões limitadas. Essa fase era seguida por casos em humanos, mas num ciclo relativamente rápido, limitado. "Neste ano, assistimos a uma queda de casos importante numa região e, em sequência, o aparecimento de epizootias em outros". Boulos afirma não haver nenhuma explicação para isso. "Os macacos seguem rotas próximas de cursos de água. São corredores conhecidos. Não esperávamos que eles saíssem dessa e região e fossem para outros lugares até então considerados insuspeitos." Além da área rural de Campinas (até agora considerada livre de risco para febre amarela), casos de macacos mortos foram identificados também próximo de Monte Alegre do Sul e Amparo. Nessas duas cidades, a vacinação já teve início. O coordenador observou que já havia a expectativa de que a febre amarela iria se expandir pelo Estado, mas não de forma tão rápida. "Não esperávamos agora. Mas chegou. Vamos ter de trabalhar com a situação atual sem, neste momento, buscar grandes explicações para isso." Como não há suspeita de casos em humanos, a vacinação de bloqueio será feita de forma progressiva. "Vamos começar com a área rural próxima de Campinas e, com passar dos dias, chegar àárea urbana." A estimativa é de que a vacinação na região seja concluída num prazo máximo de 10 dias. Uma reunião será feita segunda para acertar os detalhes da operação. O coordenador afirmou que, pelo fato de Campinas não ser área de risco, a cobertura vacinal da região é baixa. "Mas temos experiência com vacinações. Não haverá problemas. Nem falta de vacinas." O primeiro lote solicitado ao Ministério da Saúde deve chegar nos próximos dias. "Virão 200 mil doses, depois, mais 500 mil até chegar aos 3 milhões." Boulos disse que não há, a princípio, intenção de estender a vacinação para litoral paulista ou para São Paulo. "Estamos alertas. Acompanhando as epizootias. Se houver mais casos, em novos locais, vamos ampliando as regiões de vacinação." O coordenador ressalta ser necessária uma medida exata para vacinação. "Não podemos ser imprudentes, solicitar uma vacinação em massa, pois a vacina traz riscos." Feito com vírus atenuado, o imunizante pode provocar morte entre até 1 a cada 200 mil até 1 a cada 1 milhão de casos. "Há contraindicações. Quando a vacinação é feita em grandes campanhas, há sempre o risco de a triagem de pacientes com contraindicação não ser feita da forma adequada. Ao mesmo tempo, não podemos abrir a guarda e deixar de vacinar, quando o risco ocorre. Precisamos ser exatos." O epidemiologista André Ricardo Ribas Freitas alertou que pessoas que pretendam visitar a área rural de Sousas e Joaquim Egídio estejam previamente vacinadas contra a febre amarela.
Estudo descobre gene que protege feto do diabetes materno durante gestação
Foto: iStock

Pesquisadores espanhóis descobriram um gene presente nos embriões que tem a capacidade de proteger o feto de más-formações relacionadas ao diabetes da mãe. Os cientistas apontaram que o aumento de glicose no sangue da mãe provoca a produção excessiva de radicais livres nas células do embrião, "o que gera estresse oxidativo com o conseguinte dano e morte celular". No entanto, ao detectar os níveis altos de glicose, o gene Alx3 se ativa nas células embrionárias. "Se inicia a síntese de uma proteína reguladora codificada por este gene, cujo papel é estimular a atividade de um conjunto de genes diferentes responsáveis da produção de enzimas que eliminam os radicais livres para fazer frente ao estresse oxidativo", explicou o diretor do estudo e pesquisador do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede de Diabetes e Doenças Metabólicas Associadas (Ciberdem), Mario Vallejo. Segundo o G1, o estudo apontou ainda que o Alx3 anormalmente inativo faz com que os genes não sejam estimulados, o que leva à má-formação.

Hospital Eládio Lasserre ganhará dez novos leitos de UTI
Foto: Divulgação / Manu Dias / GOVBA

Em abril, dez novos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) serão inaugurados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Para as obras e equipamentos foram investidos R$ 1,5 milhão. Ventiladores pulmonares, eletrocardiógrafos, laringoscópios, aspiradores cirúrgicos, desfibriladores e camas hospitalares foram adquiridos pela pasta. O Hospital Eládio Lasserre atende urgência e emergência e é referência para as comunidades de Águas Claras, Cajazeiras, Castelo Branco, Fazenda Grande, Pau da Lima, São Caetano, Valéria e bairros adjacentes.

Encontro de obesos e ex-obesos discute resultados de cirurgia minimamente invasiva
Evento acontece no Hospital Aliança | Foto: Divulgação

O auditório do Hospital Aliança recebe neste sábado (25) um encontro de obesos e ex-obesos para discutir a cirurgia minimamente invasiva e seus resultados. Com a presença do cirurgião bariátrico Osiris Casais, o evento será iniciado às 8h30 e discutirá ainda a cura ou redução da diabetes tipo 2 no pós-cirúrgico. No Brasil há aproximadamente 3,5 milhões de obesos mórbidos, e a falta de qualidade de vida está entre as principais causas do aumento da obesidade, atingindo 51% da população brasileira. Só na Bahia, há 90 mil obesos mórbidos. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, as baianas são a maioria entre as obesas da região do Nordeste, representando 13,7% no ranking das capitais do Nordeste.

Planserv e Faculdade de Farmácia da Ufba firmam convênio de cooperação técnica
Foto: Divulgação

O Planserv e a Universidade Federal da Bahia (Ufba) assinaram nesta quinta-feira (23) um termo de cooperação técnica para implantação de serviços farmacêuticos. A parceria tem o objetivo de garantir a plena adesão dos pacientes aos tratamentos prescritos, por meio do fornecimento de medicamentos aos beneficiários inscritos no Programa de Assistência Farmacêutica do Planserv. Inicialmente, serão contemplados beneficiários em uso de medicamentos para tratamento da Hepatite C. Os benefícios esperados incluem a melhoria da assistência farmacêutica prestada, minimizando os impactos de problemas relacionados com medicamentos e alcançando bons resultados farmacoterapêuticos, aumentando a qualidade de vida dos pacientes. "É uma parceria muito importante para o Planserv, que terá sua própria unidade farmacêutica para atendimento dos pacientes, permitindo diminuir custos com a aquisição dos medicamentos, o que contribui para a sustentabilidade do plano", afirmou a coordenadora geral do Planserv, Cristina Cardoso. Para a Faculdade de Farmácia da Ufba, por meio da Farmácia Universitária, a assistência farmacêutica aos pacientes portadores de doenças crônicas permitirá o desenvolvimento de ações de ensino, pesquisa e extensão, com o intercâmbio de conhecimentos teórico-práticos que contribuirão para a qualificação da formação dos estudantes do curso e para o aprimoramento da relação entre o futuro profissional e a sociedade.

Mulheres e homens preferem depilação completa de região genital feminina no Brasil
Foto: Shutterstock

Tanto as mulheres quanto os homens brasileiros têm preferência pela depilação completa da região genital feminina. A informação foi obtida a partir de uma pesquisa do Ambulatório de Estudos em Sexualidade Humana da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP). Desenvolvido pela psicóloga e especialista em sexualidade humana, Maria Luiza Sangiorgi, o estudo apontou ainda a ausência de sintomas clínicos vaginais após a extração dos pelos pubianos. Foi considerado um questionário respondido por 52.787 mulheres e 17.133 homens, com idade acima de 18 anos e de todas as regiões do Brasil, segundo o G1. Os resultados apontaram que 64,3% das mulheres e 62,2% dos homens preferem a área genital feminina completamente depilada. No entanto, o motivo não é o mesmo para os dois gêneros. Enquanto as mulheres escolhem esse tipo de depilação por conta da higiene, os homens elencam a beleza como principal fator. A escolha é mais frequente entre pessoas com maior frequência sexual e mulheres mais satisfeitas com a aparência dos órgãos genitais. "Em todas as faixas etárias que observamos, a preferência maior foi por depilação completa entre os homens e as mulheres, com a exceção das mulheres maiores de 45 anos. A gente fez um estudo piloto e já tínhamos visto que entre os homens havia uma preferência maior pela depilação completa, mas pelas mulheres nem tanto. Os homens não surpreenderam, mas as mulheres sim, porque a porcentagem foi muito parecida", explicou Maria Luiza. A depilação parcial foi escolhida por 31,89% das mulheres participantes e 31,38% dos homens. Já 2,65% das mulheres afirmaram ainda que preferem não realizar nenhum tipo de depilação, opção que agrada 4,26% dos homens.

Sexta, 24 de Março de 2017 - 14:20

Itabuna: Hospital encerra vacinação por falta de água

Itabuna: Hospital encerra vacinação por falta de água
Foto: Reprodução / TV Santa Cruz

Um hospital de Itabuna, no sul baiano, encerrou a vacinação ao público por falta de água. O problema ocorre no hospital José Maria Magalhães Neto, no centro da cidade, desde a segunda-feira (20). Segundo a TV Santa Cruz, funcionários da unidade também relatam problemas de infraestrutura, sujeira e falta de segurança. A causa da falta de água é atribuída a moradores em situação de rua. Eles teriam quebrado canos e feito uma ligação clandestina para tomar banho no pátio do local. Outro caso teria envolvido um homem que dava banho em um cavalo no estacionamento do hospital. Ainda segundo relatos, a situação de abandono se agravou depois que um muro do hospital caiu, o que permitiu a ocupação de moradores de rua que usam o espaço como abrigo. À emissora, a gerente do hospital, Amora Rios, disse que já comunicou o fato à secretaria de saúde e aguarda posicionamento da pasta. Nesta semana, o então secretário de saúde Vitor Lavinsky pediu demissão, criticando a atual administração do prefeito Fernando Gomes (ver aqui). A nova titular da pasta, Lisias Miranda São Mateus, ainda não se pronunciou sobre o problema no hospital José Maria Magalhães Neto.

Mais quatro países vão exigir comprovante de vacinação contra febre amarela
Foto: Reprodução / Portal Brasil

Com o surto de febre amarela em alguns estados brasileiros, outros quatro países decidiram exigir que turistas ou viajantes que procedam do Brasil comprovem ter sido vacinados contra a doença. Segundo informações do G1, Equador, Venezuela, Costa Rica e Cuba se juntam ao Panamá e Nicarágua na decisão. Assim, para entrar em qualquer um desses países, todos os viajantes com mais de nove meses de vida e procedentes do país, vão ter que apresentar um Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) contra a febre amarela. O CIVP válido precisa ser feito ao menos 10 dias antes da viagem. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), para emitir o documento, o viajante precisa apresentar o cartão de vacinação com os dados da vacina. Para aqueles que não possuem registro da vacina no histórico médico, será necessário tomar uma dose, que é válida para a vida toda, e só depois solicitar o documento. A medida também é exigida para viajantes que fizerem conexão no Brasil por mais de 12 horas.

Lauro de Freitas: Unime oferece atendimento gratuito de fonoaudiologia
Foto: Divulgação

A Clínica de Fonoaudiologia da Unime, na unidade de Lauro de Freitas, abriu inscrições para atendimento gratuito à comunidade. Será oferecida Avaliação Audiológica (audiometria tonal, vocal e imitaciometria) toda segunda e terça-feira, das 8h às 10h30, e nas quintas, das 10h30 às 13h e das 13h30 às 16h. Para inscrição, é necessário comparecer à instituição, localizada na avenida Luíz Tarquínio, 600, Centro, nos horários de atendimento, com documento de identificação. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (71) 3378-8142 e 3378-8157, ou pelo portal da Unime (clique aqui).

Nome social: Dado poderá constar em documentos oficiais emitidos na Bahia
Rio Grande do Sul já permite o uso do nome social | Foto: Agência Brasil

Travestis e transexuais poderão ter sua identidade de gênero reconhecida e poderão usar seus nomes sociais em secretarias, órgãos, autarquias, empresas e fundações da administração estadual. O decreto que institui a norma foi publicado nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial do Estado (DOE). Com a nova regra, o nome social deve ser adotado em todos os atos e procedimentos e, se for requerido,poderá ser registrado nos documentos oficiais, junto ao nome civil – este só pode ser usado apenas “quando estritamente necessário ao atendimento do interesse público e à salvaguarda de direitos de terceiros”.. A opção de informar o nome social deve constar ainda em todos os registros dos sistemas de informação, cadastros, programas, serviços, fichas, formulários, prontuários e outros documentos semelhantes dos órgãos e entidades vinculadas ao governo do Estado – a inclusão pode ser solicitada a qualquer tempo e deve ser atendida imediatamente. O decreto ainda proíbe uso de expressões pejorativas e discriminatórias para se referir a travestis e transexuais. Menores de 18 anos não emancipados também têm direito ao uso do nome social, mediante apresentação de autorização dos pais ou responsáveis legais por escrito. 

Ministério da Saúde lança Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose
Foto: Getty Images

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (23) o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose, que ratifica o compromisso com a Organização Mundial da Saúde (OMS) de reduzir a incidência da doença na população do país. Atualmente, o índice é de 32,4 por 100 mil habitantes. Até 2035, a meta é chegar a menos de dez casos por 100 mil habitantes. O documento também define os indicadores utilizados para monitorar as ações empregadas por estados e municípios na rede de atenção à saúde, divididos em três pilares: prevenção e cuidado integrado e centrado no paciente; políticas públicas arrojadas e sistema de apoio; e intensificação de pesquisa e inovação. Segundo o ministério, o objetivo do plano é diagnosticar precocemente a doença e garantir o tratamento contínuo, diminuindo o abandono antes do período recomendado, que é de no mínimo seis meses. "Somente conseguiremos eliminar a tuberculose no Brasil como problema de saúde pública a partir de ações integradas entre os diferentes atores da sociedade, por isso a importância de um plano que reúna todas as orientações", destacou a coordenadora do Programa Nacional de Controle da Tuberculose, Denise Arakaki. Apenas em 2016, foram registrados 66,7 mil casos novos e 12,8 mil casos de retratamento (abandono ao tratamento) de tuberculose no Brasil. 

Programa internacional desenvolve ações contra diabetes em 16 municípios baianos
Foto: Divulgação

O Centro de Diabetes e Endocrinologia do Estado da Bahia (Cedeba), em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e a World Diabetes Foundation (WDF), englobará mais de 7 mil pacientes diabéticos de 16 municípios baianos em um programa internacional. A iniciativa visa desenvolver ações de prevenção primária e evitar complicações macro vasculares até 2019, bem como qualificar mais de 800 profissionais de saúde. O termo de compromisso para a implantação do programa, que terá um investimento de mais de R$1,5 milhão, foi assinado na última quarta-feira (22), com a presença do secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, da diretora geral do Cedeba, Reine Chaves, e de representantes dos 16 municípios. "Entendemos que o caminho para a redução do diabetes passa pelo controle dos fatores de risco - obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada e o consumo de álcool. Já para os pacientes diagnosticados é importante garantir o acesso ao tratamento para evitar as complicações que reduzem a qualidade de vida do paciente - cegueira, amputações, doenças renais - e trazem problemas para a família, além de terem um custo muito alto", destacou o secretário. Entre os critérios de seleção dos municípios estão a necessidade de cobertura maior que 50% do Programa de Saúde da Família, cobertura de 100% do Programa de Agentes Comunitários de Saúde, população com grande vulnerabilidade social concentrada em áreas urbanas e a existência de uma rede de saúde que fortaleça a política de atenção ao diabetes. Foram selecionados Rodelas, Abaré, Macururé, Chorrochó, Paulo Afonso, Glória, Santa Brígida, Pedro Alexandre, Jeremoabo, Cícero Dantas, Dias D'Ávila, Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Alagoinhas e Ribeira do Pombal.

Estados Unidos registram nove mortes ligadas a implante de silicone
Foto: Getty Images

Os Estados Unidos registraram, entre o início de 2016 e 1º de fevereiro deste ano, nove mortes e 359 casos de um raro tipo de câncer associado ao implante de próteses nos seios. O anúncio foi feito nesta terça-feira (22) pela FDA, agência americana responsável pelo controle de alimentos e medicamentos, após relatos de pacientes. Devido às evidências, a agência informou que concorda com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que já havia concluído a relação entre a doença e os implantes. Segundo o jornal O Globo, a doença não se trata como câncer de mama, mas linfoma anaplásico de células grandes, que afeta o sistema linfático. No entanto, por conta do implante, a doença se desenvolve nos seios. Na maioria dos casos há tratamento. Dos 359 casos relatados, 231 incluíam informações sobre a superfície do implante: 203 eram texturizados e 28 lisos. Os implantes variavam entre gel e solução salina. 

Ex-secretário, Solla ressalta que serviços com Santa Casa estavam acordados em contrato
Foto: Rodrigo Nunes/ Agência Câmara

O deputado federal Jorge Solla (PT) afirmou nesta quinta-feira (23) que, durante todo o período que esteve à frente da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), os serviços prestados pela Santa Casa de Misericórdia da Bahia ao SUS estavam acordados em contratos, com tempo de duração e previsões orçamentárias vinculadas ao cumprimento de metas. O posicionamento está relacionado ao entrave judicial envolvendo a entidade e a pasta na gestão da Maternidade Professor José Maria Magalhães Netto, encerrada em janeiro deste ano (saiba mais). "O último contrato com a entidade foi firmado em 2013 e se encerrou em abril de 2015, portanto um ano e três meses após a minha desvinculação da Sesab. O momento de renovação contratual é quando se discute a atualização do valor para o novo período contratado", afirmou o petista. Com relação à greve dos médicos da unidade, em 2013, Solla destacou que o acordo foi firmado entre os profissionais e a Santa Casa, com apoio da Sesab, porém sem ônus financeiro imediato para a secretaria. "Conforme previsão orçamentária, foi concedido, com base nos critérios contratuais, um reajuste em março de 2014 retroativo a dezembro de 2013, acrescendo R$ 971.304,22 do valor original", explicou.

Com estoque abaixo do necessário, Banco de Leite Humano faz campanha por doações
Foto: Divulgação

O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) iniciou nesta quarta-feira (22) uma campanha de doação com o objetivo de restabelecer o estoque da unidade. De acordo com a biomédica Mariana Reis, o estoque do BLH/HGCA está muito abaixo do necessário para atender à demanda de recém-nascidos internados no hospital. "Estamos com apenas 20 litros de leite materno e, mensalmente, necessitamos de aproximadamente 100 litros", disse. Por dia, a unidade usa em média 2,5 litros de leite humano. Mulheres que estejam amamentando e desejem doar o excesso de leite podem entrar em contato com o banco por meio dos telefones 3221-0353 e 3602-3300, ramal 3356, para agendar uma visita técnica, ou presencialmente na unidade.

Ipiaú: Família denuncia negligência médica após gestante dar à luz em pé
Foto: Reprodução / Giro em Ipiaú

A família de uma gestante de 28 anos afirmou nesta quinta-feira (23) que a jovem deu à luz em pé e sem auxílio médico no município de Ipiaú. O caso teria acontecido nesta quarta, no Hospital Geral de Ipiaú, onde a paciente deu entrada por volta de 5h. "O médico chegou umas 10h30 da manhã. Ela ficou de 5h da manhã até 10h30 sendo acompanhada apenas pelas enfermeiras. Quando foi perto das 11h, o médico chegou no quarto. Ele olhou a paciente, fez o toque e disse que ela já estava toda dilatada e que só dependia dela para a criança nascer, mas ela falou que não tinha mais força, pois já estava sofrendo dores desde a noite anterior", contou Simara Messias Barbosa, sogra da paciente, ao site Giro em Ipiaú. A gestante teria suplicado que o médico fizesse algo, mas ele apenas ordenou que a paciente fosse colocada no balão de oxigênio para que o parto fosse normal. Ela contou ainda que o bebê sofreu uma série de convulsões. O recém-nascido será transferido para uma unidade médica especializada em atendimento à gestante e recém-nascidos em Jequié. O diretor do hospital, João Henrique, informou que os procedimentos tomados pelo médico plantonista foram em conformidade com as regras do Ministério da Saúde. "Ela [a paciente] já chegou ao hospital querendo fazer o parto cesáreo, só que o Ministério da Saúde preconiza que só pode fazer parto cesário depois de vários itens, e ela não tinha esses itens, foi tanto que ela fez um parto normal e de uma forma muito fácil, foi até uma coisa rápida", disse. Ainda segundo ele, será aberta uma sindicância para apurar a denúncia de negligência.

Fiocruz aguarda R$ 12 milhões da Fapesb para pesquisas; entidades enviam carta a Rui
Foto: Betto Jr. / Correio

Entre os reflexos do déficit financeiro enfrentado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), que acumula R$ 70 milhões em dívidas (veja aqui), está o atraso de repasses para pesquisas relacionadas à saúde. Só no Instituto Gonçalo Moniz, braço da Fiocruz na Bahia, mais de R$ 12 milhões aguardam para serem liberados. Deste total, R$ 1,5 milhão seria destinado a uma pesquisa do médico e pesquisador Mitermayer Galvão Reis, que estudaria os efeitos do Zika em bebês de gestantes expostas ao vírus. "A situação mais grave é a da microcefalia, mas ele pode desenvolver alterações oculares, neurológicas, auditivas, motoras, que, às vezes, podem passar despercebidas", afirmou em entrevista ao jornal Correio. Reis ainda aguarda repasse de R$ 930 mil para um estudo sobre esquistossomose. Outros pesquisadores têm feito esforços para não colocar suas pesquisas em risco, a exemplo de Valéria Borges, que conduz um estudo de cooperação internacional sobre os mecanismos de defesa sobre leishmaniose. Ela alocou serviços que sobraram de outros projetos e solicitou auxílio de laboratórios parceiros para viabilizar a conclusão do trabalho. Como uma tentativa de acelerar a resolução do problema, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) enviaram uma carta ao governador Rui Costa. "Os  avanços e o  reconhecimento que a comunidade  científica da Bahia ;alcançou ;nos últimos anos se deveram enormemente à existência da Fapesb e de seus programas de bolsas e de auxílio à pesquisa. Esses avanços podem ficar totalmente comprometidos diante das restrições financeiras impostas à Fapesb desde 2015", argumentam as entidades ao solicitarem que seja devolvida "a indispensável condição financeira para que a Bahia preserve sua infraestrutura de pesquisa e continue a elevar o padrão de sua produção científica e tecnológica".

Piscina pública pode ter até 75 litros de xixi, aponta estudo
Foto: Reprodução / Michael Yamashita

Uma piscina pública com cerca de 900 mil litros de água (similar a uma piscina semiolímpica) pode ter até 75 litros de urina. A quantidade de xixi é equivalente a um barril e meio de chopp ou a 0,0083% do volume de água. Se considerar banheiras de hidromassagem, a concentração de xixi era o triplo da encontrada nas piscinas. O levantamento consta no estudo realizado pela universidade de Alberta, em Edmonton, no Canadá, que analisou 31 piscinas e banheiras de hidromassagem públicas em diferentes cidades do país. Os resultados foram publicados na revista da Sociedade Americana de Química. De acordo com a pesquisa, citada pelo Uol, a quantidade de xixi representa até 570 vezes mais daquela existente na água encanada. A presença da urina não representa risco de dano à saúde, exceto em caso de a pessoa ter algum tipo de infecção, mas é preciso estar atento para os elementos que podem surgir com a reação da ureia e da amônia, presentes na urina, com o cloro e demais produtos químicos usados na limpeza das piscinas. Entre eles está o cloreto de cianogênio, usado na 1ª Guerra Mundial em altas concentrações como gás tóxicos. "Em pessoas suscetíveis, pode causar problemas respiratórios, cardíacos, neurológicos, além de irritação dos olhos, ouvidos e pele", explicou o médico sanitarista Rodolpho Telarolli Junior, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unesp. Outro problema é que as substâncias geradas na reação podem se concentrar na água com o tempo. O uso de ozônio ou sal, pode ser adotado como método de tratamento da água, sem risco de reagir com elementos da urina.

Quinta, 23 de Março de 2017 - 10:00

Crise financeira já faz cidades deixarem Samu e manterem ambulâncias paradas

por José Maria Tomazela, de Sorocaba | Estadão Conteúdo

Crise financeira já faz cidades deixarem Samu e manterem ambulâncias paradas
Foto: Carla Cleto / Agência Alagoas

"Há dois anos, fui fechado na Avenida Barão de Tatuí (Sorocaba) e entrei num poste. Eles chegaram em 3 minutos. A rapidez do Samu me salvou." O relato do leiturista Pablo Gregori Ferrari, de 37 anos, mostra a relevância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), responsável pelo atendimento de 81,2% dos casos de urgência em 391 municípios do Estado de São Paulo. Mas, agora, queda na arrecadação faz com que prefeituras deixem ambulâncias paradas e até abandonem o serviço. Em 2016, o Samu atendeu 11 mil chamadas, resultando em 7,3 mil atendimentos efetivos. Segundo estimativas de gestores do serviço em 5 das 17 regionais paulistas, um de cada cinco municípios está inadimplente ou com ambulâncias paradas por falta de manutenção. As prefeituras reclamam do alto custo e cobram mais participação de Estado e do governo federal. No dia 7, a prefeitura de Pindamonhangaba, por exemplo, saiu do consórcio que gerenciava o Samu na região do Vale do Paraíba, deixando para trás uma dívida de R$ 2 milhões. A base operacional foi desativada e os 30 funcionários, desligados. "Estamos realinhando os custos para manter os serviços sem prejuízo no atendimento", disse o prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), presidente do consórcio. Já os 13 municípios que integram o consórcio de Ourinhos chegaram a discutir o fechamento do Samu no ano passado, em razão da inadimplência, conforme o prefeito Lucas Pocay (PSD). "Várias prefeituras, até Ourinhos, estavam com parcelas do rateio em atraso. Tivemos de fazer uma readequação, com a troca da coordenação regional, e hoje a situação continua difícil, mas em dia." Em Campinas, as nove motolâncias - veículos de socorro mais rápidos que levam os socorristas até a ocorrência - estão paradas desde 2014. Também estão fora de uso 20 das 24 ambulâncias por falta de condições para rodar. A prefeitura informou que outras seis viaturas devem entrar em operação nos próximos dias e aguarda a reposição da frota pelo Ministério da Saúde. Foi aberta a contratação de operadores para as ambulâncias, mas sem prazo. Na região de Sorocaba, de 12 municípios previstos, 4 desistiram de integrar o Samu. De acordo com a prefeitura de Sorocaba, gestora do sistema, entre os oito que ficaram alguns já apontaram que estão tendo dificuldades para manter o serviço, mesmo não participando do rateio das despesas da central de regulação. "Há um déficit de cinco médicos, 1 enfermeiro e 16 telefonistas para completar a escala nas funções, o que demanda horas extras e ajustes constantes", informou em nota. Em Sumaré, das cinco ambulâncias, duas estão em manutenção. A prefeitura informou que a nova gestão, ao assumir em janeiro, encontrou os veículos abandonados na garagem e conseguiu uma parceria para consertar os veículos. A reportagem não conseguiu contato com a administração anterior. Em Santos, a prefeitura alugou oito ambulâncias para substituir veículos que estão parados para manutenção. Apenas quatro viaturas da frota própria estão operando. "A prefeitura segue pleiteando o envio de novas viaturas pelo Ministério da Saúde, mas, desde o ano passado, registrou três recusas", informou em nota. Em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, a prefeitura decretou calamidade financeira e o Samu foi afetado. Das cinco ambulâncias, duas estão paradas. Para piorar, uma auditoria do Ministério da Saúde constatou instalações inadequadas e precárias condições de trabalho. O repasse mensal de R$ 120 mil foi suspenso. Sobre a cobrança dos municípios, o Estado alegou investimento desde 1989 no Grau (mais informações nesta página). "Não foi o governo do Estado que não aderiu o Samu. Foi o governo federal que não aderiu ao que já existia." 

Instituto aponta tendência de aumento nos preços de planos de saúde
Foto: Reprodução / Catraca Livre

Uma projeção do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostra que os planos de saúde podem ter novamente uma forte elevação em seus preços este ano. A estimativa se baseia no indicador Variação do Custo Médico-Hospitalar (VCMH) que, segundo o instituto, deverá fechar 2016 com alta entre 18% a 20%. O VCMH é um dos principais indicadores usados pelo mercado de saúde como referência para mensurar os custos dos planos médico-hospitalares individuais e familiares. O cálculo utiliza os dados de uma amostra de cerca de 1,5 milhão de beneficiários de planos individuais de operadoras com abrangência nacional e considera a frequência de utilização pelos beneficiários e o preço dos procedimentos. Segundo a Agência Brasil, o índice de reajuste máximo da ANS foi 13,57% em 2016; 13,55% em 2015; 9,65% em 2014; e 9,04% em 2013. "A gente não tem como dizer que o reajuste que a ANS vai calcular vai ser entre 18% e 20%, mas que a variação de custo percebida pelos planos de saúde foi, em 2016, entre 18% e 20 %, isso é verdade", disse o superintendente executivo do instituto, Luiz Augusto Carneiro. Desde 2013, o VCMH registra fechamento anual superior a 15% ao ano. Nos seis primeiros meses de 2016, o indicador oscilou no patamar de 18% a 19,7% e não foi registrado, de acordo com o levantamento, nenhum sinal do mercado que aponte para a queda desses porcentuais.

Webpalestra discute transexualidade na Rede SUS nesta quinta
Foto: Divulgação

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) promove, a partir das 14h30 desta quinta-feira (23), uma webpalestra com o tema Transexualidade na Rede SUS, a partir da atenção básica. Realizada por meio da Telessaúde Bahia e Diretoria de Gestão do Cuidado, a palestra será ministrada por Ailton Santos, Mestre e Doutor em Saúde Pública, especialista em gênero e sexualidade, assistente social e técnico do Núcleo Regional de Saúde Leste. A ação visa promover a discussão em torno da transexualidade e a humanização na Rede SUS, abordando o cuidado desde o acolhimento na Atenção Básica até o encaminhamento para a rede referenciada. A webpalestra ainda pretende ampliar o acesso à informação quanto aos direitos da dignidade humana no atendimento à saúde de transexuais e travestis e mobilização dos profissionais de saúde, para tanto. Para acompanhar, basta acessar o site do Telessaúde (clique aqui).

Quinta, 23 de Março de 2017 - 00:00

Entrave judicial pode provocar fechamento de projetos sociais da Santa Casa da Bahia

por Renata Farias

Entrave judicial pode provocar fechamento de projetos sociais da Santa Casa da Bahia
Maternidade Professor José Maria Magalhães Netto | Foto: Divulgação

A Santa Casa de Misericórdia da Bahia pode encerrar programas sociais que mantém em Salvador, a exemplo dos centros de educação infantil no Bairro da Paz. O problema está relacionado a dívidas trabalhistas que podem recair sobre a entidade após o fim da gestão da Maternidade Professor José Maria Magalhães Netto, localizada no bairro do Pau Miúdo, em janeiro deste ano. "Nós estávamos trabalhando já há dois anos sem contrato. É uma situação juridicamente muito delicada, porque você fica vulnerável a sofrer processos. O próprio Tribunal de Contas do Estado é exigente quanto à legalidade dos contratos. Participar do processo sem estar contratado expõe a Santa Casa e o próprio governo", explicou o provedor da Santa Casa, Roberto Sá Menezes, sobre a decisão de encerrar a gestão da unidade. De acordo com Menezes, a entidade geriu a maternidade durante 11 anos e enfrentou a ausência de reajustes de verbas durante sete. Neste período, não foi possível manter uma reserva financeira, devido a problemas operacionais. "Em abril de 2013, houve uma greve de médicos na maternidade. Eles pediam, entre outras coisas, reajuste de honorários. Nós dissemos ao secretário de Saúde - na época, doutor [Jorge] Solla - que a gente não poderia assumir mais compromissos, já que não éramos os donos dos recursos. Nós éramos só gestores da maternidade, e o Estado que deveria se pronunciar se há capacidade ou não de dar reajuste. Doutor Solla participou da reunião, e a Santa Casa assumiu o compromisso de cumprir o que os médicos estavam reivindicando", contou.


Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias
 

No entanto, a ausência de reajustes levou à necessidade de esgotar reservas anteriormente acumuladas para indenização de colaboradores. Com a sinalização de saída da gestão, em janeiro deste ano, a Santa Casa da Bahia iniciou contato com o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) para demissão dos 1,2 mil funcionários da maternidade. No entanto, foi solicitado pelo Estado prazo de 120 dias para análise do desequilíbrio de contrato que levou ao fim da gestão. "O máximo que a gente conseguiu no MPT-BA foi autorizar a liberação do FGTS para minorar o problema dos trabalhadores", ressaltou o provedor. "Ontem tivemos outra reunião com nosso conselho jurídico, porque a essa altura está ameaçada a prestação de serviços que a Santa Casa tem para a sociedade. Nós temos 800 crianças no Bairro da Paz, de 2 a 5 anos, que recebem educação integral, com alimentação, assistência médica e dentária. A coisa pode chegar ao ponto de termos que encerrar esse trabalho, porque é uma forma de conter despesas", lamentou. Roberto Sá Menezes ainda informou que a Santa Casa não tem interesse atualmente em administrar outros equipamentos do Estado, como foi solicitado recentemente pelo secretário da Saúde, Fábio Vilas-Boas. "Não tenho nem cabeça com um problema desse", concluiu. Questionada sobre o assunto, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) informou que, de dezembro de 2016 a março de 2017, foram pagos R$ 16,3 milhões à Santa Casa, referentes ao contrato mantido com a unidade de saúde. Quanto às dívidas trabalhistas e rescisão contratual com os trabalhadores, a pasta afirmou que são obrigações da organização social. A auditoria contratual deve ser finalizada até 24 de maio, como definido pelo MPT-BA.

Conselho de Enfermagem garante uso de nome social a transexuais e travestis
Foto: Adriana Franciosi/Agencia RBS

Resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicada nesta quarta-feira (22) no Diário Oficial da União assegura a possibilidade de uso do nome social a profissionais travestis e transexuais em registros, carteiras, sistemas e documentos. De acordo com o texto, entende-se por nome social aquele adotado pela pessoa, por meio do qual se identifica e é reconhecida na sociedade, a ser declarado pelo próprio profissional, sendo obrigatório o seu registro. Ainda segundo o conselho, durante o exercício laboral, o profissional poderá se utilizar do nome social seguido da sua inscrição. "O sistema de informática que gerencia o registro e cadastro dos profissionais de enfermagem (enfermeiros, obstetrizes, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem) deverá permitir, em espaço destinado a esse fim, o registro do nome social", informou o órgão, segundo a Agência Brasil. Desta forma, o nome social do profissional deve aparecer tanto na tela do sistema de informática como nas carteiras de identidade profissional, em espaço que possibilite a sua imediata identificação, devendo ter destaque em relação ao respectivo nome constante do registro civil. Nos casos de menores de 18 anos não emancipados, o nome social deve ser declarado pelos pais ou responsáveis legais. "A solicitação de uso do nome social pelo profissional de enfermagem deverá ser feita por escrito, a qualquer tempo, ao Conselho Regional de Enfermagem", concluiu o Cofen. A resolução entra em vigor em 60 dias.

Palestra discute importância de cuidados com sono no Teatro Eva Herz
Foto: Getty Images

Com o objetivo de alertar sobre os prejuízos do déficit de sono, acontece neste sábado (25) a 4ª edição da palestra "Cuide do seu Sono e Ganhe Qualidade de Vida – Dormir Bem Nutre a Vida". O evento, que acontece anualmente durante o Mês do Sono, será realizado no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura, no Salvador Shopping, às 11h. A palestra é conduzida pela delegada-Brasil da Associação Mundial de Medicina do Sono, Kenya Felicíssimo, com a participação dos médicos Helissandro Coelho (otorrinolaringologista), Sônia Ribeiro (Medicina Preventiva) e Adja Oliveira (Medicina do Sono).

Alagoinhas: Aprovados em concurso de 2013 são convocados por prefeitura
Foto: Reprodução / Alta Pressão On-line

Aprovados em 2013 em um concurso público de Alagoinhas, no agreste baiano, foram convocados pela prefeitura de Alagoinhas, no agreste baiano. Os aprovados são da área de enfermagem e terão a contratação via Reda [Regime Especial de Direito Administrativo]. Os convocados têm até a próxima quarta-feira (29) para entregar a documentação exigida na Coordenação de Concursos e Seleções, que fica no Centro Administrativo Municipal, Avenida Manoel Romão, nº 23, entre 8h e 12h. De acordo com a prefeitura, a lista com todos os documentos solicitados e a relação dos candidatos aprovados está disponível no Diário Oficial do Município.

Hospital Roberto Santos amplia atendimento a pacientes com microcefalia associada ao Zika
Foto: Divulgação

O Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) anunciou nesta terça-feira (21) que ampliará o atendimento de pacientes com diagnóstico de microcefalia associada ao vírus Zika. Com ambulatório de multiespecialidades para gestantes e bebês nascidos com a doença, a unidade passará a contar, nos próximos meses, com mais turnos e novos equipamentos de última geração para acompanhamento desses usuários. Além do ambulatório de pré-natal de alto risco e dos trabalhos na maternidade e unidades de terapia intensiva, o HGRS oferece assistência oftalmológica e neuropediátrica especializadas para os casos de zika. No ambulatório de multiespecialidades, às quartas-feiras, as crianças nascidas no hospital podem contar com profissionais de terapia ocupacional, serviço social, fisioterapia, fonoaudiologia e enfermagem. As famílias ainda recebem visitas domiciliares da equipe para observação e auxílio no desenvolvimento dos bebês.

Cresce número de beneficiários de planos de saúde com idade a partir de 59 anos
Foto: Agência Brasil

Os planos de saúde médico-hospitalares registraram um crescimento de 1,6% do total de beneficiários com 59 anos ou mais em 2016. O aumento segue na contramão do mercado, que registrou queda de 2,8% no ano passado. Os dados fazem parte do boletim Saúde Suplementar em Números, divulgado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Enquanto o mercado de saúde suplementar como um todo perdeu quase 1,4 milhão de beneficiários no ano, 104,2 mil novos vínculos foram firmados com beneficiários de 59 anos ou mais. O resultado, segundo o IESS, está relacionado, principalmente, à mudança demográfica pela qual o país está passando. Diante da maior demanda, algumas operadoras de planos de saúde também têm aumentado a oferta de produtos para essa faixa da população, sobretudo nos planos individuais, de acordo com a entidade. Segundo a Agência Brasil, apenas no ano passado, o total de vínculos individuais com beneficiários com 59 anos ou mais cresceu 1,4%. O número representa 31,9 mil novos vínculos deste tipo. Considerando o total da população, os planos individuais perderam 269,5 mil beneficiários ao longo de 2016. O boletim trimestral Saúde Suplementar em Números apresenta de forma resumida os principais e mais recentes números de beneficiários de planos de saúde, obtidos a partir da atualização das informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Terça, 21 de Março de 2017 - 21:10

Rio de Janeiro confirma terceiro caso de febre amarela

Rio de Janeiro confirma terceiro caso de febre amarela
Foto: Divulgação

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou nesta terça-feira (21) o terceiro caso de febre amarela no município de Casimiro de Abreu, na região da Baixada Litorânea. Joaquim de Oliveira Santos, de 45 anos, foi transferido no fim de semana do Hospital Municipal Ângela Maria Simões, em Casimiro de Abreu, para o Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião, localizado dentro do Hospital dos Servidores do Estado, na capital fluminense. De acordo com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde de Casimiro de Abreu, o quadro do paciente é estável e ele volta ainda hoje para o Hospital Ângela Maria Simões, em Casimiro de Abreu. Segundo informações da Agência Brasil, o paciente é tio de Watila Santos, pedreiro que morreu no último dia 11, vítima da doença. A outra vítima, Alessandro Valença Couto, de 37 anos, recebeu alta hoje de manhã do Hospital dos Servidores. A enteada de Watila, uma menina de 9 anos, permanece internada, sem previsão de alta. Ela foi transferida na sexta-feira (17) de Casimiro de Abreu para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, depois de apresentar um quadro de dores abdominais. Mais três enteados do pedreiro, um menino de 8 anos e duas meninas de 6 e 11 anos, tiveram alta no fim de semana do Hospital Municipal Ângela Maria Simões.

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