Cruz das Almas: UPA registra 67 queimados; A maioria participava da ‘Guerra de Espadas’
Foto: Reprodução / YouTube
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cruz das Almas registrou 67 atendimentos a pessoas queimadas após uso de fogos de artifícios. De acordo com o jornal A Tarde, o número diz respeito a atendimentos feitos na unidade até o final da manhã deste sábado (25). Segundo  informações da unidade, o número de registro é menor que o contabilizado no mesmo período do ano passado, quando foram registradas 130 ocorrências do tipo. A maioria das vítimas participava da tradicional “guerra de espadas”. Dentre os casos, um rapaz acabou sofrendo traumatismo craniano após ser atingido por uma das espadas. Ele acompanhava a disputa de longe.
Setor de Queimados do HGE registra 41 casos desde início do feriado de São João
Foto: Reprodução / Bahia Recôncavo
O Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, registrou 41 casos de vítimas de queimaduras da última quinta-feira (23) até o final da noite desta sexta-feira (24). De acordo com a instituição, a maioria dos pacientes apresentam queimaduras advindas do uso de fogos de artifício. Os números são do balanço parcial do hospital divulgado pelo jornal A Tarde nesse sábado (25). Segundo a publicação, o número é 57% maior que o registrado no mesmo período do ano passado pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), quando foram realizados 26 atendimentos. Dentre os atendidos estão três jovens de 17, 14 e 8 anos, de bairros como Garcia, Narandiba e Brotas, que se queimaram ao manipular fogos de artifício.
Sábado, 25 de Junho de 2016 - 12:00

Escrever à mão desenvolve o cérebro, diz estudo

Escrever à mão desenvolve o cérebro, diz estudo
Foto: Reprodução
Um artigo publicado no "The Journal of Learning Disabilities", alertou que "escrever à mão – formando letras – envolve a mente, e isso pode ajudar as crianças a prestar atenção à linguagem escrita", desenvolvendo o cérebro. O estudo contrapõe o hábito contemporâneo visto na educação de muitas crianças, que vivem no mundo dos teclados ao serem apresentadas precocemente a aparelhos tecnológicos como smartphones, tablets e computadores. Os pesquisadores estudaram como a linguagem oral e escrita se conectavam com a atenção e com o que é chamado de habilidades de "função executiva" (como planejamento) em crianças do quarto ao nono ano, com e sem dificuldades de aprendizagem. A professora de Psicologia Educacional da Universidade de Washington e principal autora do estudo, Virginia Berninger, informou que existe uma grande evidência, que indica possibilidades de associações entre boa caligrafia e desempenho acadêmico. “Esse mito de que a caligrafia é apenas uma habilidade motora simplesmente está errado. Usamos as partes motoras do nosso cérebro, o planejamento motor, o controle motor, mas muito mais importante é a região do órgão onde o visual e a linguagem se unem, os giros fusiformes, onde os estímulos visuais realmente se tornam letras e palavras escritas”, disse Virginia. O estudo já tinha sido evidenciado ano passado quando a professora associada de Educação da Primeira Infância na Universidade Internacional da Flórida publicou um artigo no "Journal of Early Childhood Literacy", falando que crianças com boa escrita à mão são capazes de conseguir notas melhores porque seu trabalho é mais agradável e bem recebido pelos os professores lerem. Já os estudantes que têm dificuldades com a escrita podem acreditar que parte de sua atenção está sendo consumida pela produção de letras, e assim o conteúdo sofre. “O que estamos defendendo é ensinar as crianças a serem escritoras híbridas. Letra de forma primeiro para a leitura – isso se transfere para o melhor reconhecimento das letras –, depois cursiva para a ortografia e a composição. Então, no final da escola primária, digitação”, enfatiza Berninger, afirmando que dominar a caligrafia, mesmo com letras bagunçadas, é uma forma de apropriação da escrita de maneira profunda.
Instituto Butantã começa a testar vacina contra a dengue em todo o país
Foto: Reprodução
Os testes da terceira e última etapa da vacina contra a dengue, que já vinham sendo feitos desde fevereiro com 1,2 mil voluntários recrutados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), começaram a ser realizados também, nessa quinta-feira (23), com 1,2 mil voluntários na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), no interior paulista. Segundo a Agência Brasil, o Hospital das Clínicas e a Famerp são dois dos 14 centros de estudo credenciados pelo Instituto Butantã - que desenvolve a vacina -, onde serão feitos os testes da terceira etapa do projeto. Esta fase envolverá 17 mil pessoas em 13 cidades, nas cinco regiões do país. Na próxima semana, segundo o instituto, um centro em Manaus (AM) e outro em Boa Vista (RO) também darão início aos trabalhos. A última etapa da pesquisa servirá para comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, dois terços receberão a vacina e um terço receberá placebo, que é uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. Nem a equipe médica e nem o voluntário saberá quem vai receber a vacina e quem receberá o placebo. O objetivo é descobrir, a partir dos exames do material coletado desses voluntários, se quem tomou a vacina ficou protegido e se quem tomou o placebo contraiu a doença. Segundo Jorge Kalil, diretor do Instituto Butantã, São José do Rio Preto é a única cidade sem ser uma capital que participará desta etapa. “É o único centro que não está em uma capital. Lá tem uma medicina de muito boa qualidade e está em uma região onde é muito forte a dengue. Então, é  lugar bom para a gente testar [a vacina]”, disse Kalil, em entrevista à Agência Brasil. A vacina contra a dengue tem potencial para proteger contra quatro vírus da doença com uma única dose. Ela é produzida com vírus vivos, mas geneticamente enfraquecidos. Com os vírus vivos, a resposta imunológica é maior, mas como eles estão atenuados, não há potencial para provocar a doença.
Mexer no celular antes de dormir pode causar cegueira temporária, diz estudo
Foto: Reprodução
O hábito de mexer em celulares ou tablets deitado na cama antes de dormir, no escuro, pode causar danos à visão. A informação é de um estudo publicado na quarta-feira (22), na revista científica New England Journal of Medicine. O periódico relatou dois casos de mulheres britânicas que ficaram temporariamente cegas por visualizarem frequentemente seus celulares na ausência de luz ambiente. Uma das pacientes relatou ao médico que o sintoma se repetiu várias vezes ao longo de um ano. Os médicos da pesquisa informaram que após conversar com as pacientes, eles descobriram que os problemas de visão de ambas apareceram depois que elas ficavam mexendo em seus celulares durante muito tempo, enquanto estavam deitadas na cama antes de dormir e no quarto completamente escuro. Eles também disseram que o fato delas olharem para a tela dos smartphones com apenas um olho (o outro ficava coberto pelo travesseiro), intensificaram a cegueira temporária.  “Dessa forma, você fica com um olho adaptado à luz porque está olhando para o telefone e o outro adaptado ao escuro. Quando o aparelho é desligado e tudo fica escuro, o olho adaptado ao claro parece estar ‘cego’, até que ele consiga se adaptar à ausência de luz”, escreveram os autores. Para felicidade dos leitores, os pesquisadores informaram que existe uma forma simples de evitar o problema, que é usar ambos os olhos quando olhar para a tela do celular no escuro.
Primeiro caso de transmissão de chikungunya na gravidez é confirmado na Paraíba
Foto: Reprodução
Um feto foi infectado com chikungunya durante a gestação. O caso foi confirmado na Paraíba. Os pesquisadores dizem desconhecer qualquer precedente similar no país. O bebê de 12 dias apresentou fortes convulsões e está internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na cidade de Campina Grande. O caso foi comunicado pelo Hospital Municipal da Criança e foi confirmado pela equipe da obstetra Adriana Melo, médica também responsável pela identificação do vírus zika no líquido amniótico de dois fetos com microcefalia em 2015. O exame foi realizado por pesquisadores do Instituto Paraibano de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto (Ipesq), da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (Facisa) e da (Universidade Federal do Rio de Janeiro (UF-RJ). Outros dois casos na cidade estão em investigação pelo grupo de pesquisa liderado por Adriana. A médica diz que já há relatos da transmissão da doença no mundo, mas não no Brasil. O resultado alerta para medidas de proteção contra o aedes aegypti, que transmite a doença, a gestantes. "Enquanto o maior risco de transmissão do zika ocorre nos primeiros três meses de gravidez, no caso de chikungunya ocorre o oposto. A transmissão para o feto geralmente acontece quando a mãe adoece já no fim da gestação", afirma o pesquisador Rivaldo Cunha, da Fundação Oswaldo Cruz. A transmissão durante a gravidez por levar o bebê a ter problemas de saúde, no sistema nervoso, mas não causa má-formação. Até maio deste ano, foi contabilizado quase oito vezes mais infecções do que o identificado no mesmo período do ano passado, quando 11.216 casos foram informados. Há um elevado número de mortes associado a doença. Em Pernambuco já foram confirmadas 22 mortes por chikungunya. A equipe de Adriana Melo foi a primeira a identificar traços de vírus zika no líquido amniótico de bebês com microcefalia. A descoberta foi um importante passo para reforçar a relação - hoje já tida como certa - entre o vírus e a epidemia de nascimentos de crianças com a má-formação no Brasil. Dados do último boletim epidemiológico mostraram a confirmação de 1.616 bebês com microcefalia; outros 3.007 estão sob investigação. 
Hemoba não atinge metas de doações de sangue, mas atende demanda do São João
Foto: Hemoba
Apesar de não ter conseguido atingir a meta de ter 250 bolsas de sangue por dia, a Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) está com estoque de sangue suficiente para atendimento das demandas que podem surgir no período do São João. Desde o mês de maio, a Hemoba realiza uma campanha para incentivar a doação de sangue, pois no período que antecede as festas juninas, a demanda de doadores diminui, e há um aumento de número de feridos em acidentes nas estradas. "Não atingimos a meta dia a dia, mas de uma forma global conseguimos. Não há riscos de falta de sangue. Está tranquilo para o São João, mas quem puder deve ir doar", disse o coordenador do setor de coleta da Fundação, Marcelo Mattos. O Hemoba não funciona nesta sexta-feira (24), mas funcionará neste sábado (25), na sede localizada na ladeira do Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, das 7h 30 às 12h 30. Para fazer a doação, é necessário que o voluntário esteja em boas condições de saúde, deve pesar 50 quilos ou mais e ter idade entre 16 e 69 anos. Nos casos de menores de 18 anos, é preciso estar acompanhado por um responsável legal, para cada doação. O doador também precisa estar alimentado, de preferência, alimentos sem gordura e apresentar documento oficial com foto em bom estado de conservação.
Pessoas que tiveram dengue têm mais chances de ter zika vírus, diz estudo
Foto: Reprodução
Um estudo publicado nesta quinta-feira (23) aponta que pessoas que já tiveram dengue tem mais chances de desenvolverem uma infecção mais severa pelo zika vírus. O estudo feito por pesquisadores do Imperial College London, do Instituto Pasteur de Paris e da Universidade Mahidol de Bangkok sugerem que os anticorpos desenvolvidos contra a dengue são capazes de reconhecer e se ligar ao zika por causa das similaridades dos vírus (ambos são da família dos flavivírus). A pesquisa foi publicada na revista "Nature Immunology". Os anticorpos da dengue podem potencializar a infecção pelo vírus da zika. Segundo o estudo, o fato é similar aos pacientes que são infectados por dengue por mais de uma vez, e que pode ocasionar dengue hemorrágica. Em situações normais, os anticorpos envolvem os vírus ou bactérias, neutralizando esses invasores e possibilitando que o sistema imunológico os destruam. Se o mesmo invasor aparecer novamente, já existem anticorpos treinados para combatê-lo. "Apesar de este trabalho estar em um estágio muito preliminar, ele sugere que a exposição prévia ao vírus da dengue pode potencializar a infecção por zika. Esse pode ser o motivo de o surto atual ser tão severo, e explicar por que ocorreu em áreas onde a dengue é prevalente. Agora precisamos de mais estudos para confirmar esses achados, e progredir rumo a uma vacina", diz o principal autor da pesquisa, Gavin Screaton, do Imperial College London. Os pesquisadores ainda concluíram que, apesar da maior parte dos anticorpos contra dengue potencializarem a infecção do zika, dois tipos específicos de anticorpos contra dengue podem neutralizar o zika. Os pesquisadores estudam a estrutura desses dois anticorpos para desenvolver uma vacina para o zika e a dengue. Ainda nesta semana, o laboratório farmacêutico Inovio, dos Estados Unidos, e o parceiro GeneOne Life Sciences, da Coreia do Sul, receberam aprovação de órgãos de regulação norte-americanos para iniciar testes em humanos com uma vacina contra o vírus zika. Esta foi a primeira aprovação para testes em humanos de uma vacina de zika. O zika vírus já atingiu 61 países. Além disso, outros 10 países tiveram relato de transmissão de zika de indivíduo para indivíduo, provavelmente por via sexual. O Brasil é o país com mais casos da doença, com 138 mil casos, mais 1616 casos de microcefalia. 
Ministério da Saúde destina R$ 4,8 milhões para reforma de hospitais universitários
Hospital da Ufba receberá menor recurso | Foto: Divulgação
O Ministério da Saúde vai repassar R$ 4,8 milhões para ampliar e qualificar o atendimento de hospitais universitários de oito estados do Nordeste. Ao todo, 13 hospitais universitários ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS) serão beneficiados com os recursos. Na Bahia, o Complexo Hospitalar Universitário Professor Edgard Santos (Hupes), no Canela, receberá o menor recurso deste repasse, totalizando R$ 60.217,56. O maior valor será destinado para o Hospital Universitário do Maranhão, no valor total de R$ 2.564.159,50. O recurso destinado para as unidades integra os R$ 49,8 milhões liberados pelo Governo Federal, por meio do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf). O programa foi instituído em 2010 para reforçar o orçamento das universidades mantenedoras de serviços de saúde. Desde o início do programa, mais de R$ 2,9 bilhões foram destinados para as reformas. O Programa é desenvolvido e financiado em parceria com o Ministério da Educação. O programa atinge hospitais de todas as regiões do país e os recursos destinados foram aprovados em lei orçamentária. Os valores serão liberados em parcela única para as universidades que comprovaram o cumprimento das metas de qualidade relacionadas a porte e perfil de atendimento, capacidade de gestão, desenvolvimento de pesquisa e ensino e integração à rede do SUS. Em 2015, os hospitais universitários realizaram mais de 23 milhões de atendimentos ambulatoriais e internações no Brasil, com investimento de R$ 828,3 milhões do Ministério da Saúde para o custeio desses serviços.
Em concurso público, daltônico pode concorrer a vaga de deficiente, decide TJ-DF
Foto: Reprodução
A 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) decidiu, com unanimidade que, em concurso público, candidato daltônico pode concorrer pelas vagas destinadas a pessoas com deficiência. O entendimento vai contra decisão administrativa da Polícia Civil, que havia desqualificado um homem daltônico que passou nas provas porque ele se inscreveu nas vagas de deficiente. O candidato, após ser aprovado nas provas objetivas e discursivas, foi convocado a se submeter a perícia médica, que conclui que "a alteração de acuidade apresentada não enquadra o candidato como deficiente físico". O candidato contestou o laudo, tendo em vista que a disfunção que apresenta, discromatopsia, é diversa da do laudo entregue.Ele afirmou que o teste de Ishiahara juntado aos autos comprova o padrão de cores alterado e, portanto, a doença. Em primeira instância, o magistrado não acolheu o pedido do candidato por entender que "em verdade, a doença que acometeu o impetrante, ou seja, a 'discromatopsia', mais conhecida como 'daltonismo', acarreta uma disfunção na definição de algumas cores, tão-somente. Tal situação não confere ao impetrante dificuldade de integração social, a ponto de ser beneficiado por políticas públicas destinadas à integração de pessoas portadores de deficiência". Em recurso ao TJ-DF, o relator afirmou que "de fato, o acometimento de discromatopsia incompleta não é considerado caso de deficiência visual.” Contudo, observa que "há uma incoerência no caso em análise, pois o candidato não se enquadra como deficiente físico e, por outro lado, não possui exigência mínima para concorrer nas vagas de ampla concorrência, por conta da condição incapacitante em que se enquadra". O colegiado acrescentou que, apesar da situação não estar prevista na legislação, aplica=se interpretação extensiva da norma, como já havia sido realizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), dando efetividade aos princípios da igualdade e da inclusão social.
Pesquisa aponta que Zika pode causar problemas oculares em adultos
Foto: Reprodução
Em um estudo publicado na última quarta-feira (22) na revista especializada The New England Journal of Medicine, um grupo de cientistas brasileiros da Universidade de São Paulo (USP) detectaram, pela primeira vez, problemas oculares causados pelo vírus da zika em adultos. Os pesquisadores descreveram o caso de um homem de cerca de 40 anos que teve sintomas de zika associados a uma inflamação no interior dos olhos, conhecida como uveíte. O novo estudo, liderado por João Marcello Furtado, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, mostra pela primeira vez a zika adquirida causando doenças mais severas do que apenas conjuntivite. Em estudo anterior, cientistas brasileiros já haviam mostrado que um terço dos bebês com microcefalia causada por zika tem problemas oculares. O mesmo grupo, liderado por Rubens Belfort Júnior, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), publicou, no fim de maio, estudo que comprovou definitivamente a relação entre a infecção pelo vírus e uma série de distúrbios graves nos olhos dos bebês. “Essa é uma manifestação nova e potencialmente mais grave do quadro ocular. Pela primeira vez na literatura científica, está descrita a zika adquirida em associação com inflamação dentro do olho. Eram conhecidas somente as alterações oculares causadas pela zika congênita, aquela em que os bebês podem desenvolver lesões graves e permanentes”, disse Furtado. De acordo com o pesquisador, o estudo marca a primeira vez que o material genético do vírus foi isolado a partir de amostras de líquido do interior do olho. “Essa é uma demonstração de que o vírus pode ultrapassar as barreiras que protegem o olho contra infecções”, afirmou o cientista.  Furtado chamou atenção que, caso essas complicações ocorram de maneira prolongada, podem levar ao desenvolvimento de glaucoma, por isso a necessidade de tratamento imediato e adequado.
Quinta, 23 de Junho de 2016 - 19:10

Anvisa publica alerta sobre medicamento Flogo-Rosa

Anvisa publica alerta sobre medicamento Flogo-Rosa
Foto: Reprodução / Pixabay
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um alerta sanitário sobre os riscos de ingestão do medicamento Flogo-Rosa (cloridrato de benzidamina), especialmente em crianças. A ingestão acidental de doses elevadas do Flogo-Rosa pode causar agitação, ansiedade, alucinações e convulsões. O medicamento destina-se ao tratamento de vulgovaginite aguda (inflamação dos tecidos da vulva e vagina) e também pode ser indicado como auxiliar no tratamento de micose e doença sexualmente transmissível. De acordo com a Gerência de Farmacovigilância da Anvisa, o alerta pretende chamar atenção para um problema de uso inadequado do produto que vem sendo relatado para a Agência. Algumas pessoas ou ingeriram o medicamento ou deram à crianças, por via oral, ao invés de usá-lo apenas no local, conforme indicado na bula. Márcia Gonçalves, Gerente de Farmacovigilância, enfatizou que o problema pode ter origem na automedicação e na orientação médica insuficiente ao prescrever ou dispensar o medicamento, uma vez que a própria embalagem adverte que o Flogo-Rosa não deve ser ingerido. Ao monitorar o risco de uso dos medicamentos, foram observados diversos casos de ingestão acidental por crianças e adultos pelo Centro de Vigilância de São Paulo (CVS-SP) e o Centro de Assistência Toxicológica de São Paulo (CEATOX-SP). A Anvisa determinou à empresa Aché a elaboração de um Plano de Minimização de Risco, que previu a mudança na embalagem com a inserção de figuras e frases com os dizeres “proibido ingerir”.
Quinta, 23 de Junho de 2016 - 15:10

Dermatologista faz alerta sobre queimaduras: 'Nada de manteiga ou pasta de dente'

por Renata Farias

Dermatologista faz alerta sobre queimaduras: 'Nada de manteiga ou pasta de dente'
Foto: Getty Images
Nem só de forró e comida é feito o São João, mas também de fogueiras e fogos. No entanto, é necessário cuidado, especialmente no caso das crianças, para que as brincadeiras não provoquem queimaduras. Caso aconteçam, a primeira atitude deve ser identificar o tipo de lesão e lavar o local com água corrente, explicou o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Bahia, Paulo Machado, em entrevista ao Bahia Notícias. "Se for aquela queimadura mais superficial, que fica avermelhada e ardendo muito, deve-se imediatamente lavar. Deixar água corrente de 5 a 10 minutos. Em uma queimadura, existe uma perda muito grande não só de tecido celular, mas de líquido na área que foi queimada. A água corrente já repõe um pouco naquele início", disse. Já no caso de queimaduras de segundo ou terceiro grau, é imprescindível que a pessoa lesionada recorra a um atendimento de emergência. "A queimadura de primeiro grau é aquela mais leve. Nesse caso, o local só fica avermelhado e um pouco inchado. Não há perda de tecido, então geralmente não existe necessidade de ir ao serviço de emergência. Não se deve colocar coisas que indicam, como manteiga, pasta de dente... O máximo que deve ser colocado, depois de 5 a 10 minutos com água correndo, é uma pomada de corticoide", alertou Machado. "Caso seja uma queimadura de segundo grau, com bolhas, deve-se evitar drenar essas bolhas. Apenas em um serviço de emergência pode acontecer uma limpeza e, se for necessário, a drenagem. Já a queimadura de terceiro grau provoca uma destruição do tecido, que pode ser mais ou menos profunda". Mesmo com todas as orientações, o mais importante, segundo o profissional, é sempre a prevenção.
Quinta, 23 de Junho de 2016 - 14:51

Americano injetou vírus de HIV em filho há 25 anos

Americano injetou vírus de HIV em filho há 25 anos
Foto: Reprodução / BBC
O pai de Brryan Jackson se aproveitou de uma internação hospitalar do filho por causa de uma asma para injetar o vírus HIV na corrente sanguínea do filho. Para piorar a situação, o pai, que era técnico de hematologia, sequer usou o mesmo tipo de sangue do bebê, o que provocou uma reação imediata, e severa, no organismo do bebê, que foi atribuída pelos médicos aos efeitos da asma.  Segundo Bryan, que agora possui 25 anos, o pai foi para a Primeira Guerra do Golfo em 1991 e, quando ele voltou, as atitudes em relação à ele haviam mudado. “Ele começou a dizer que eu não era seu filho e como estava se separando da minha mãe, estava preocupado com o pagamento de pensão", contou Jackson, durante entrevista ao programa "Outlook", do Serviço Mundial da BBC. Quando os médicos descobriram a situação, decretaram que Jackson só tinha cinco meses de vida pela frente. Não apenas o temor pelos efeitos da doença assombravam os médicos, como também os efeitos do coquetel de remédios que ele precisava tomar para tentar manter o vírus sob controle. Hoje, com 25 anos e com a doença sob controle, Brryan Jackson se transformou em palestrante motivacional e criou uma ONG, a Living With Hope (Vivendo com Esperança), para promover maior compreensão sobre a doença e estimular solidariedade com portadores do vírus. Mesmo com algumas sequelas do tratamento, como audição afetada e fala prejudicada, Jackson criou a ONG para encorajar e ajudar outras pessoas que passam pelos sintomas e efeitos da doença. “Quando criança, eu não era convidado para festas de aniversário. As outras crianças me insultavam. Mas essa era a realidade do HIV nos Estados Unidos nos anos 90. Havia muita desinformação. Comecei a achar que não havia mais espaço para mim neste mundo", lembra. Jackson cogitou o suicídio, mas optou pela religião. A conversão ao Cristianismo fez com que decidisse perdoar o pai, Brian Stewart, que foi condenado à prisão perpétua em 1998. Em entrevistas à mídia americana, disse rezar pelo pai. No entanto, adotou uma grafia pouco usual para seu nome justamente para diferenciar-se do pai e evitar o assédio da imprensa. Jackson diz que nunca teve contato com o pai depois do acontecido. Mas ele poderá ficar frente a frente com ele ainda este ano, quando uma junta examinará um pedido de liberdade condicional. O filho pretende ler um comunicado em que recomenda que o pai continue preso. Segundo Jackson, sua rotina médica hoje já não envolve mais andar com sondas pelo corpo, como nos tempos de escola. As 23 pílulas diárias hoje são apenas uma, embora de três em três meses ele precise ir ao médico para checar seu sistema imunológico.
Combate ao Aedes: Projeto libera 120 milhões de mosquitos transgênicos em Jacobina
Foto: Betina Carcuchinski/ PMPA
Iniciado em junho de 2013, o Projeto Aedes Transgênico (PAT) concluiu suas atividades no município de Jacobina no mês de abril. Em parceria com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), o PAT realizou o monitoramento da população de insetos e liberações do mosquito geneticamente modificado (OGM) com o objetivo de analisar a linhagem e consequente redução do populacional do inseto. Foram liberados em Jacobina mais de 120 milhões de mosquitos no período de junho de 2013 a setembro de 2015, cobrindo uma área de 900 mil m². No início deste mês, o material do Laboratório de Emergência, Monitoramento e Informações (Lemi) foi transferido para a sede da Moscamed, localizada em Juazeiro. De acordo com a empresa, os resultados preliminares demonstraram que a técnica foi eficiente na redução da população do mosquito. "O projeto fechou o ciclo de avaliação e estamos aguardando as novas orientações da Sesab", afirmou a superintendente da biofábrica, Carla Santos. 
Xororó revela que risco de zika fez Junior e a esposa adiaram planos de engravidar
Foto: Reprodução / Instagram Junior Lima
Com o crescente número de casos de bebês com microcefalia causada pelo zika vírus, Junior Lima e a esposa, Monica Benini, adiaram os planos de engravidar neste ano. A informação foi revelada por Xororó, na cerimônia de entrega do Prêmio da Música Brasileira, realizado na noite dessa quarta-feira (22), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ao lado do irmão, Chitãozinho, o sertanejo concorreu aos prêmios de Melhor Dupla e Melhor Álbum. "Existe o projeto dele ter um filho, graças a Deus. Mas que por causa da zika, eles estão adiando", contou Xororó ao jornal Extra. Junior e Monica se casaram em 2014. Mas, enquanto o filho caçula não lhe dá um neto, Xororó aproveita o filho de Sandy, Theo, de dois anos. "É maravilhoso ser avô. Antes de vir para o Prêmio, eu consegui estar com ele. Neto é filho com açúcar", afirmou.
Quinta, 23 de Junho de 2016 - 13:10

Movimento Médicos pela Democracia une profissionais contra 'desmonte do SUS'

por Renata Farias

Movimento Médicos pela Democracia une profissionais contra 'desmonte do SUS'
Foto: Divulgação
As dificuldades enfrentadas atualmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) uniu um grupo de médicos, que atuam na Bahia, a favor do sistema público. De acordo com a médica Lorene Pinto, diretora da Escola de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e membro-fundadora do Médicos pela Democracia, o movimento surgiu há mais de um ano e "tem um compromisso com o sistema de saúde público, universal, conforme está na constituição". "O Sistema Único de Saúde é uma conquista da sociedade brasileira admirada no mundo inteiro e não pode ser tirado da população", avaliou. Lorene ainda afirmou que o Médicos pela Democracia não reconhece o governo "ilegítimo" do presidente interino Michel Temer e as pessoas designadas para os cargos, a exemplo do ministro da Saúde, Ricardo Barros. Para a militante, o principal problema do gestor da pasta não é a falta de formação na área, mas seu histórico político. "Eu acho que o problema não é ser médico, mas ter competência para estar lá. Um médico que não tenha competência também não deveria estar lá. O problema é a trajetória política, a falta de compromisso com o sistema público de saúde e com as políticas públicas", disse. "Não temos nenhuma pretensão de dialogar com essa estrutura interina que se colocou aí de forma ilegítima". Lorene contou também que movimentos similares já foram iniciados em outros estados, como Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo. O lançamento oficial do Médicos pela Democracia em Salvador acontece no próximo dia 1º, às 18h, no Sindicato dos Médicos da Bahia. O movimento também deve participar do cortejo de 2 de julho para denunciar o "desmonte do SUS", além de defender o retorno da presidente afastada, Dilma Rousseff.
Após diagnóstico de caxumba, Maria Rita cancela shows em Portugal
Foto: Divulgação
Maria Rita teve que cancelar os shows que faria em Portugal neste fim de semana. O motivo: recomendação médica de repouso absoluto, após o diagnóstico de caxumba. “Maria Rita foi obrigada a cancelar os shows Voz:Piano dos dias 24 e 25 de junho em Portugal, nas cidades de Cascais (durante o Festival Cascais Groove’ 16) e Coimbra (no Convento de São Francisco), respectivamente. A artista contraiu caxumba, doença potencialmente contagiosa, ficando impossibilitada de viajar e se apresentar nas datas internacionais programadas inicialmente. Por recomendação médica, Maria Rita está de repouso absoluto e lamenta profundamente não poder estar com seus fãs”, informou a assessoria da artista em comunicado oficial.
Quinta, 23 de Junho de 2016 - 12:10

Anvisa vai regular critérios mínimos para definir alimentos como integrais

por Lígia Formenti | Estadão Conteúdo

Anvisa vai regular critérios mínimos para definir alimentos como integrais
Foto: Shutterstock
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai passar a regular um mercado considerado promissor pela indústria alimentícia: o de produtos integrais. Embora recomendados por médicos e nutricionistas, alimentos vendidos no Brasil com essa classificação muitas vezes apresentam em sua composição predominantemente ingredientes processados. A decisão de regular o tema foi aprovada na última reunião da diretoria da agência. "O consumidor tem de ter o máximo de informação para poder diferenciar alimentos e não ser enganado", afirmou o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa. A proposta, explicou, é trazer critérios mínimos para que produtos possam se declarar como integrais. A expectativa é de que o texto proposto traga também regras específicas para acertar as embalagens. A partir de agora, técnicos vão preparar um texto de resolução, que em uma outra etapa deverá ser colocado em consulta pública. "Produtos integrais geralmente são mais caros. Não podemos permitir que o consumidor seja induzido ao erro, gaste mais para comprar um alimento com qualidade nutricional diferente do que ele imaginava", avaliou Barbosa. A movimentação da Anvisa não é sem motivo. Uma pesquisa feita neste ano pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) com 14 biscoitos vendidos no Brasil como integrais demonstrou que apenas três continham de fato farinha de trigo ou cereal integral como principal ingrediente. O levantamento, com base na análise das tabelas nutricionais estampadas nas embalagens dos alimentos, mostrou que outros seis produtos apresentavam farinha integral, mas em uma quantidade menor do que outros ingredientes. A análise mostrou ainda que cinco das marcas de biscoitos não apresentavam nenhum cereal integral na formulação, embora fossem vendidas como tal. Em vez disso, traziam farelo ou fibra de cereal - uma tática que não garante as mesmas qualidades que as proporções originais. "Como não há uma regulação específica, o fabricante dá o nome para o produto que quiser. Eles não cometem nenhum tipo de infração", afirmou a pesquisadora do instituto, a nutricionista Ana Paula Bortoletto. A reportagem procurou a Associação Brasileira de Indústria Alimentícia (Abia) para comentar a iniciativa da Anvisa, mas sem sucesso. Enquanto uma regulação sobre o tema não é feita no Brasil, Ana Paula recomenda que pessoas analisem as tabelas nutricionais antes de comprar produtos. "No caso de biscoitos e pães, por exemplo, o ideal é que farinha integral seja o primeiro item da lista", disse Ana Paula. Isso porque a tabela é feita de forma a destacar os produtos em ordem de proporção. O primeiro da lista é o que apresenta maior quantidade.
Vacina contra vírus que causa infecções respiratórias é testada em humanos
Foto: Manuella Brandolff/ Palácio Piratini
Pesquisadores iniciaram a primeira etapa de ensaios clínicos para uma vacina experimental contra o vírus sincicial respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções das vias respiratórias e pulmões em recém-nascidos e crianças pequenas. Desenvolvido pelo The Vlaams Instituut voor Biotechnologie (VIB), na Bélgica, em parceria com a empresa canadense Immunovaccine Inc., o imunizante será testado em 40 adultos saudáveis com o objetivo de avaliar sua segurança. Os primeiros 20 voluntários que receberam a formulação não apresentaram reações adversas. Na fase pré-clínica, a vacina experimental se mostrou capaz de reduzir em cerca de 100 vezes a carga viral em roedores. "O VSR é um dos principais causadores de infecções das vias respiratórias e pulmões em recém-nascidos e crianças pequenas, podendo causar bronquiolite. Todos os anos, 200 mil crianças no mundo morrem em decorrência dessa infecção e mais de 3 milhões são hospitalizadas. Há clara necessidade de uma vacina", afirmou o pesquisador do VIB Xavier Saelens, em entrevista à Agência Fapesp. Segundo ele, diversos grupos haviam tentado anteriormente, sem sucesso, encontrar um antígeno capaz de induzir uma resposta imunológica eficaz contra o vírus. Em experimentos feitos com camundongos e com ratos, o grupo da Bélgica mostrou que o antígeno induziu uma resposta capaz de proteger contra o VSR. Embora não tenha eliminado totalmente o vírus do organismo, reduziu fortemente sua replicação. "A proteína SHe [pequena proteína hidrofóbica] ajuda o vírus a driblar a resposta imune do hospedeiro. Mas o curioso é que, quando analisamos os animais infectados ou humanos que já foram expostos ao VSR, não vemos uma grande resposta contra esse alvo. Então pensamos: vamos induzir uma resposta imune da qual o vírus ainda não aprendeu a se esquivar", explicou Saelens. Na próxima etapa, a segurança do fármaco será testada em um número maior de voluntários e também será avaliada sua capacidade de induzir uma resposta imunológica duradoura.
Bahia notifica 19 novos casos de microcefalia em uma semana, com total de 32 mortes
Foto: Getty Images
O boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (22) registrou 1.154 casos notificados de microcefalia na Bahia até o dia 18 de junho. No último relatório, apresentado uma semana antes, havia 19 casos a menos. O estado é o segundo com maior número no Brasil, atrás apenas de Pernambuco, com 2.008 casos. De outubro de 2015 até maio deste ano, a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) registrou 32 mortes por microcefalia no estado nos municípios de Alagoinhas (1), Anguera (1), Camaçari (3), Conceição do Jacuípe (1), Cravolândia (1), Crisópolis (1), Jaguaripe (1), Jequié (1), Monte Santo (1), Barro Preto (1), Campo Formoso (1), Itabuna (2), Itapetinga (1), Olindina (1), Salvador (6), Tanhaçu (1), Esplanada (1), Feira de Santana (1), Presidente Tancredo Neves (1), Santo Antônio de Jesus (1), Simões Filho (1), Senhor do Bonfim (1), Ilhéus (1), Lauro de Freitas (1).
Quinta, 23 de Junho de 2016 - 09:10

Número de mortes por H1N1 no Brasil sobe para 1.003

Número de mortes por H1N1 no Brasil sobe para 1.003
Foto: Shutterstock
O Brasil já registrou 1.003 mortes causadas pela gripe Influenza A (H1N1) entre 3 de janeiro e 11 de junho, segundo boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (22) pelo Ministério da Saúde. Este é o maior número de mortes causadas pela doença no Brasil desde a pandemia de 2009, quando morreram 2.060 pessoas. No total, foram reportados 5.214 casos de contaminação. Cerca da metade dos casos está concentrada na região sudeste: 2.606 infectados e 540 mortos. O estado de São Paulo é o mais afetado, com 2.197 infectados e 434 mortos.
EUA aprovam US$ 1,1 bilhão para combate ao Zika; Casa Branca considera 'insuficiente'
Foto: PAHO/ WHO
Autoridades dos Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (22) um acordo que destina US$ 1,1 bilhão para o combate ao vírus Zika. Para a Casa Branca, porém, o número ainda é "insuficiente". O acordo é resultado do consenso entre os legisladores republicanos do Senado e da Câmara dos Representantes dos EUA, que anteriormente tinham aprovado projetos de lei com recursos de US$ 1,1 bilhão e US$ 622 milhões, respectivamente. Os dois textos diferem principalmente porque os fundos propostos pela Câmara Baixa estavam relacionados a cortes no gasto público, enquanto o Senado acrescentaria esse financiamento ao déficit fiscal. Para especialistas da saúde do país, é necessário US$ 1,9 bilhão para controle do Aedes aegypti, além de investigação dos casos de microcefalia e outros problemas congênitos.
Ensaio clínico reduz envelhecimento celular com uso de hormônio masculino
Foto: Getty Images
Um estudo desenvolvido por pesquisadores brasileiros e norte-americanos descobriu que hormônios sexuais masculinos podem ser usados para estimular a produção da enzima telomerase, substância naturalmente encontrada no corpo humano e associada ao conceito de “elixir da juventude” celular. Testada em pacientes com doenças genéticas associadas a mutações no gene codificador da telomerase, como anemia aplástica e fibrose pulmonar, a estratégia se mostrou capaz de combater os prejuízos ao organismo causados pela deficiência da enzima. "Um dos processos associados ao envelhecimento é o encurtamento dos telômeros, estruturas existentes nas pontas dos cromossomos que servem para proteger o DNA, assim como o plástico na ponta dos cadarços. Toda vez que a célula se divide, os telômeros diminuem de tamanho, até um momento em que a célula não consegue mais se proliferar e morre ou entra em senescência. Mas a enzima telomerase é capaz de manter o comprimento dos telômeros intacto mesmo após a divisão celular", explicou Rodrigo Calado, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e membro do Centro de Terapia Celular (CTC), à Agência Fapesp. Na fase embrionária, em que todos os tecidos estão em formação, a telomerase está expressa em praticamente todas as células. Após esse período, apenas aquelas em constante divisão continuam sintetizando a enzima, como é o caso das células-tronco hematopoiéticas, que dão origem a diversos componentes do sangue. "A anemia aplástica é uma das doenças que podem ser causadas pela deficiência de telomerase. Ocorre um envelhecimento precoce das células-tronco da medula óssea e, consequentemente, produção insuficiente de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas. O portador fica dependente de transfusões sanguíneas periódicas e mais suscetível a infecções", disse. A falta de telomerase também pode afetar o funcionamento do fígado (cirrose), pulmão (fibrose) e outros órgãos, além de aumentar o risco de alguns tipos de câncer em até 1,2 mil vezes. Embora os resultados do estudo indiquem ser possível reverter com o uso de drogas um dos fatores biológicos do envelhecimento, ainda não está claro se, em pessoas saudáveis, os benefícios do tratamento superariam os riscos, principalmente se o uso de hormônios sexuais estiver envolvido.
Ministério da Saúde confirma 1.616 casos de microcefalia em todo o país
Foto: Sumaia Villela/ Agência Brasil
O Ministério da Saúde divulgou, nesta quarta-feira (22), que até 18 de junho, foram confirmados 1.616 casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita em todo o país. Desde o início das investigações, em outubro do ano passado, 8.039 casos suspeitos foram notificados ao Ministério da Saúde. Os casos ocorreram em 576 municípios, localizados em todas as unidades da federação e no Distrito Federal. Do total, 233 casos tiveram confirmação por critério laboratorial específico para o vírus Zika. O Ministério, no entanto, ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. Em relação aos óbitos, no mesmo período, foram registrados 324 mortes suspeitas de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto) no país. Isso representa 4% dos casos notificados. A pasta orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.
Estudo aponta que uso prolongado de analgésicos traz riscos à saúde
Foto: Reprodução / Pixabay
Um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) apontou que o hábito do uso prolongado de analgésicos opioides pode provocar dor crônica. Ainda mais grave, um outro estudo publicado no periódico científico JAMA associou o uso contínuo de opioides a um significativo aumento no risco de morte. De acordo o diretor científico da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (Sbed), Paulo Renato Fonseca, enquanto nos Estados Unidos há uma preocupação maior com o abuso de opioides, no Brasil, o problema é o consumo excessivo de analgésicos simples, como paracetamol e dipirona, e de anti-inflamatórios, como nimesulida e cetoprofeno. “Esse comportamento é um dos principais desencadeantes da dor crônica, pois a causa da dor é no início ignorada e contornada com o uso dessas drogas.  Após tomar um remédio específico por um tempo, seu efeito deixa naturalmente de ser percebido e a pessoa tende a ingerir uma dose superior. Isso a deixa sob o risco de lesões estomacais, sangramentos, danos hepáticos e renais”, diz o especialista. De acordo com a Veja, por outro lado, no que diz respeito aos opioides, o Brasil está entre os 10 países com as menores taxas de prescrição do mundo. Pesquisas indicam que, no Brasil, cerca de 60 milhões de pessoas convivem com o problema da dor sub ou não tratada. Nos pacientes com câncer, estudos estimam que mais de 50% deles sofrem dor crônica e, em mais de um terço deles, a dor é intensa, segundo informações da Sbed. “Temos que encontrar o caminho do meio, o equilíbrio: usar os opioides em casos indicados. Com o correto acompanhamento seu uso é sim adequado e recomendado”, ressalta Fonseca. A preocupação com o uso de opioides se agravou após o aumento do número de mortes associadas à overdose destes medicamentos, principalmente nos Estados Unidos.
Política de fitoterápicos faz 10 anos com 12 plantas na lista de essenciais
Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou hoje (22) durante o seminário Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, que das 71 plantas com princípios ativos que interessam ao Sistema Único de Saúde (SUS), 12 já integram a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). “Temos que avançar nas pesquisar e incluir todos esses princípios ativos e temos que aproveitar essas experiências e transformá-los em recursos baratos e eficientes para tratar a população.” Segundo a Agência Brasil, Barros destacou, ainda, que 970 municípios brasileiros já têm em suas farmácias medicamentos fitoterápicos. O ministro afirmou que os fitoterápicos são medicamentos consolidados, com participação importante no mercado, a partir da tradição secular de saber que aqueles produtos naturais estão relacionados a efeitos benéficos à saúde. “Além de serem mais baratos, tendo um alcance social amplo e tendo menos efeitos colaterais. Seria muito útil se os fitoterápicos estivessem mais presentes na prescrição dos médicos do SUS”, reforçou o ministro, ao explicar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou um guia para ajudar médicos na prescrição de fitoterápicos. A Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos tem o objetivo de garantir à população brasileira o acesso seguro e o uso racional de plantas medicinais e fitoterápicos, promovendo o aproveitamento sustentável da biodiversidade, o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional de medicamentos.
Emulsão de azeite e micobacteria impulsiona tratamento de câncer de bexiga
Foto: Getty Images
Pesquisadores da Espanha descobriram que uma emulsão de azeite de oliva para administrar a micobacteria M. brumae pode contribuir para o tratamento do câncer de bexiga. Testada em ratos, a pesquisa foi dirigida pela professora Esther Julián, do Departamento de Genética e Microbiologia da Universidade Autônoma de Barcelona. O uso da micobacteria no tratamento da doença foi anunciado pela cientista em 2015. Desde então, sua equipe passou a buscar uma maneira de aumentar os resultados encontrados, segundo o site Terra. Esther explicou que, de todas as possibilidades analisadas, uma emulsão baseada em azeite de oliva apresentou melhor indução a uma resposta positiva nos testes em ratos. "Estes resultados destacam o potencial da emulsão baseada em azeite de oliva como um veículo muito promissor para a administração do tratamento de câncer de bexiga com micobacterias", disse. O azeite de oliva preserva a viabilidade da micobacteria e proporciona condições favoráveis para que chegue à bexiga.
São João? Alavontê grava CD especial de Natal para núcleo de ajuda a pessoas com câncer
Foto: Divulgação
O Alavontê, formado pelos músicos Ricardo Chaves, Manno Góes, Magary Lord, Jonga Cunha, Ramon Cruz e pelo empresário Andrezão Simões, participou, na tarde da última terça-feira (21), da gravação do CD do projeto beneficente "Um Natal Feliz Para Todos". O álbum é capitaneado por Eduardo Gil, um dos fundadores do bloco Eva, e reuniu o grupo no estúdio de André T para gravar a faixa  "Feliz Natal", de Ivan Lins, com produção de Jonga. A canção contou com a participação dos músicos Rafael Gruetzmacher, no teclado e bases, e Nino Nogueira, na guitarra. O disco é produzido em prol do Núcleo Assistencial para Pessoas com Câncer, NASPEC, e a renda será revertida para a instituição.
Empresas de refrigerante decidem não vender bebida para crianças em escola
Foto: Reprodução / Hypescience
As empresas Coca-Cola Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil fecharam um acordo para não comercializar refrigerantes nas escolas para crianças de até 12 anos. De acordo com O Globo, a justificativa usada pelas gigantes da bebida industrializada é que esse público não tem maturidade suficiente para decidir sobre seu consumo. O acordo estabelece o comércio apenas de água mineral, suco 100% da fruta, água de coco e alguns lácteos. Os produtos que lançarem futuramente entrarão apenas na lista se seguirem critérios nutricionais específicos.

Histórico de Conteúdo