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Otto rebate Gualberto sobre estradas: 'Governo não presta contas a ex-prefeito, mas sim ao TCE'

Por Evilásio Júnior

Otto rebate Gualberto sobre estradas: 'Governo não presta contas a ex-prefeito, mas sim ao TCE'
Foto: Tiago Melo/Bahia Notícias
O secretário estadual de Infraestrutura e vice-governador Otto Alencar (PSD) rebateu o pré-candidato do PSDB ao governo, João Gualberto, sobre o processo movido pelos tucanos para exigir comprovação da recuperação de 7 mil quilômetros de estradas na Bahia. De acordo com o ex-prefeito de Mata de São João, o Tribunal de Justiça (TJ-BA) não só acatou a ação como determinou que o governador Jaques Wagner apresente imediatamente informações para identificar os trechos reparados e pavimentados, o custo das obras e os documentos que comprovem a veracidade do que foi divulgado em outdoors e emissoras de rádio e TV. "Eu já tinha ido à Assembleia Legislativa, na Comissão de Infraestrutura, apresentar os dados e levei o relatório ao líder e aos membros da oposição. Entreguei lá aos deputados Augusto Castro [PSDB], Elmar Nascimento [PMDB]... Mostrei trecho por trecho e nem são mais 7 mil. Já estamos com cerca de 7,3 mil quilômetros. É só pedir ao pessoal", sugeriu o titular da Seinfra, em entrevista ao Bahia Notícias.


Foto: Carol Garcia/ GOV BA

De acordo com Otto Alencar, a documentação está nas mãos do procurador-geral do Estado, Ruy Moraes. "Ele é o advogado do Estado. Quem vai responder ao TJ é o procurador. Se foi acatada a ação, vamos mandar [o relatório] para o Tribunal de Justiça. Com todo respeito a João Gualberto, mas o governo não pode mandar para ele. Até onde eu sei, o governador não presta contas a João Gualberto, mas sim ao Tribunal [de Contas do Estado (TCE)]. Só se tem alguma nova lei que obrigue o governador a prestar contas a ex-prefeito", ironizou. Ao avaliar a medida como "eleitoreira", o vice-governador, que postula o Senado em 2014, cunhou a expressão "complexo de colonizados" para descredenciar o objetivo dos adversários políticos. "Tem gente hoje em dia que acredita que o poder tem que ficar com o filho ou neto de ex-governador, de ex-prefeito, ex-ministro, ex-senador, e aceita ainda o chicote do feitor, do dono da Capitania Hereditária. Lídice quebrou isso em 1992, Lula em 2002 e Wagner em 2006. Não tem mais essa história. Não necessariamente o governador ou o prefeito tem que sair somente do circuito Barra-Ondina. Pode ser da Liberdade, como Rui Costa, ou do sertão, como eu, que nasci em Ruy Barbosa", zombou.