Sem grandes mudanças, boates de SSA deixam frequentadores inseguros oito meses após tragédia
Por Carol Prado

O superintendente da Sucom, Silvio Pinheiro, admite que houve "mais empenho" nas fiscalizações às boates logo após a tragédia em Santa Maria
Em entrevista ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (30), o superintendente da autarquia, Silvio Pinheiro, disse que a fiscalização regular continua a ser realizada nos locais notificados, mas admitiu que houve um “empenho maior” logo após a ocorrência em Santa Maria. “Não existiu afrouxamento. As vistorias continuam sendo feitas, mas, depois que identificamos as mudanças necessárias nos lugares interditados, não precisamos voltar toda semana para conferir”, argumentou. Para o estudante Júnior Barreto, frequentador da The Hall, porém, a atuação do órgão não tem sido suficiente para aumentar a confiança no local. “Continua a mesma coisa. Tem uma saída e uma entrada. Não percebi nenhuma diferença em relação a como era a boate há alguns anos atrás”, descreveu. De acordo com um dos sócios do estabelecimento, Maurício Azevedo, a casa já passou por todas as mudanças solicitadas e conta, atualmente, com um plano de segurança considerado ideal pela prefeitura. “Temos duas saídas de emergência, uma equipe de seis brigadistas, posto médico e dois hidrantes”, citou. Somente a San Sebastian, voltada ao público gay, foi bem julgada no conceito dos leitores festivos do BN. “Mudou muito com a reforma, principalmente em relação à iluminação. Antes não dava para ver onde eram as saídas. Hoje, consigo localizar facilmente onde estão as rotas de fuga”, opinou a estudante Naiana Ribeiro.
