Carros envolvidos em acidente que matou engenheiro foram retirados do local sem realizar perícia
Acusado de provocar acidente também não realizou exames |Foto: Divulgação
O local do acidente que vitimou na última quinta-feira (29) um engenheiro de 29 anos não foi periciado e nem os veículos envolvidos, denunciou nesta segunda (3) a família da vítima. Alex Moura Martins ficou preso às ferragens e não resistiu. O acidente, que envolveu três carros, aconteceu por volta das 21h na região do viaduto dos Reis Católicos, localizado na Avenida Reitor Miguel Calmon, no bairro do Canela, em Salvador. Duas pessoas que estavam no automóvel que provocou a batida foram conduzidas à 1ª Delegacia. Uma delas, Joeraldo dos Santos Fraga Filho, de 27 anos, foi autuada em flagrante por homicídio culposo e chegou a passar a noite na unidade policial, mas foi liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 6.622. De acordo com João Reis, cunhado da vítima e advogado que representa a família, apesar da presença de garrafas de bebidas alcoólicas e possíveis frascos de lança-perfume indicados pela polícia e por testemunhas, o condutor não realizou exame de alcoolemia. "Ele foi indiciado por homicídio culposo por não haver provas. Como? Se não foi feito o exame toxicológico nem perícia no local e nos carros? Como é que não foi feita a perícia no local? Estamos falando de um crime que ceifou uma vida", afirmou o jurista em entrevista ao G1. A titular da 1ª Delegacia, Jamila Cidade, responsável pelo caso, afirmou nesta segunda que recebeu o inquérito no dia seguinte ao acidente e garantiu que todos os procedimentos legais foram feitos para que as investigações prossigam, inclusive, o exame de alcoolemia. "Recebi o inquérito em andamento na sexta-feira [30]. O rapaz foi autuado em flagrante na noite anterior na Central de Flagrantes por homicídio culposo. Foi feito o exame toxicológico, mas ainda não tenho o resultado", disse. Em entrevista ao Bahia Notícias na última sexta,
a delegada informou que Joeraldo tinha realizado apenas exame de corpo de delito. Já sobre a perícia no local do acidente, Jamila informou que os carros envolvidos foram retirados do lugar em que estavam. "Tiraram os carros do lugar e mandaram pra Transalvador. Então o delegado não tinha como providenciar essa perícia no local. Mas a gente pega com a Transalvador a ocorrência que eles fazem no local e o desenho de como aconteceu o acidente", explicou. Segundo ela, o resultado do exame de alcoolemia deve sair em 15 dias, no máximo. Já o tubo de vidro encontrado dentro do automóvel de Joeraldo aguarda conclusão do laboratório central do Departamento de Polícia Técnica (DPT) para comprovar se é lança-perfume.
