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Marca Bahia Notícias

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Suplente de Marta Suplicy no Senado troca verba pública para gramados por votos na periferia de SP

Suplente de Marta Suplicy no Senado troca verba pública para gramados por votos na periferia de SP
O suplente da ministra da Cultura, Marta Suplicy, o vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR) é acusado de usar verbas da prefeitura para trocar obras em campos de futebol por votos e apoio político na periferia de São Paulo. A estratégia transforma dirigentes de times amadores em cabos eleitorais de sua campanha à reeleição, concentrada na zona sul. A moeda do vereador, conhecido como Carlinhos na Câmara, é a instalação de gramados sintéticos, com valor estimado em R$ 1 milhão cada. "São Francisco já falava: é dando que se recebe", disse o vereador a representantes das equipes em reunião acompanhada pela Folha de S. Paulo na quarta-feira (3) à noite, em Campo Limpo. "Às vezes metem o pau em político, mas a gente não é recompensado pelo que a gente faz. O dinheiro é da prefeitura, sim, mas é verba minha. Verba a que o vereador tem direito", afirmou na reunião. "O jogador marca o gol e corre para a torcida, mostra a camisa. Eu preciso mostrar a camisa. Sou o camisa 10 da região, é a coisa mais chata falar isso, mas falo mesmo", continuou. No encontro, ele cobrou a instalação de placas de sua campanha nos gramados e ameaçou cortar verbas para melhorias de quem não entregar os votos que espera receber neste domingo (7). "Antigamente, tinha uma dificuldade para saber quem ajudou e quem não ajudou. Hoje é a maior tranquilidade, a gente sabe urna por urna. Eu vou saber quem me ajudou quem não me ajudou. Fala um campo aqui que eu deixei... Deixei o do Independência. Porra, eles não tão comigo! Para que eu vou regar coisa que não dá fruto? É uma judiação pra população, mas eles que vão pedir pra quem eles votam", disse. Procurado nesta sexta (5) pela Folha, o vereador Antonio Carlos Rodrigues afirmou que não vê "nada de mais" no que falou durante a reunião da última quarta. "Ameaça seria se eu prometesse para cumprir depois, mas já está tudo feito. Não tem como tirar", tentou justificar. Ele afirmou que verificaria os votos "urna por urna" para mostrar que tem prestígio na região para o próximo prefeito e que isso não significa pressão sobre os eleitores. "Usei o linguajar que tem que ter. Se não usar o linguajar popular, não adianta", disse o edil.