'Água para todos': Cisternas de plástico deformam no semiárido
Equipamento feito com polietileno recebe críticas de beneficiados
Um novo modelo de reservatório de água distribuído pelo governo federal para tentar acelerar uma das principais políticas de combate aos efeitos da seca no Nordeste não tem agradado os beneficiados. De acordo com reportagem do UOL, 300 mil cisternas de polietileno viraram alvo de reclamações e protesto já que muitas, após três meses de uso, apresentaram deformações. Para o governo, a tecnologia é segura e será uma solução mais rápida para completar a conta de um milhão de unidades até 2014. Números oficiais apontam que cada cisterna de plástico, como ficou conhecida no semiárido, tem custo total (equipamento e instalação) de R$ 5 mil, ou seja, mais que o dobro da cisterna de placas de cimento. Segundo a Articulação do Semiárido (ASA), a unidade sai por aproximadamente R$ 2,2 mil. Levando em conta os dados apresentados, enquanto as 300 mil cisternas de polietileno vão custar R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos, se a tecnologia utilizada fosse a outra, o valor seria de R$ 660 milhões.

