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Marca Bahia Notícias

Notícia

Associações de policiais criticam governo na condução de negociações

Por Rodrigo Aguiar

Associações de policiais criticam governo na condução de negociações
Foto: Tiago Melo/Bahia Notícias
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (6), associações de policiais militares criticaram o governador da Bahia pelas declarações de que não negociaria com os policiais enquanto durasse a paralisação. Estiveram presentes os presidentes da Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia (AOPMBA) – Força Invicta, tenente-coronel Edmílson Tavares; da Associação dos Praças da Polícia Militar da Bahia (APPM), sargento Agnaldo Pinto; da Associação dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais da Polícia Militar da Bahia (ABSSO) de Salvador, Itaberaba e Ilhéus, sargento Jackson Carvalho; e da Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspojer), Deyvisson Batista. Em telefonema com o comando-geral da PM, o tenente-coronel Tavares reclamou do comportamento do Executivo estadual. “O governador está empurrando com a barriga e radicalizou. Estamos vendo esta situação na Assembleia; não precisa nada disso. Que brincadeira é essa? A imprensa só coloca o que o governo quer”, reclamou. O grupo, que não está em greve, irá se reunir com o arcebispo de Salvador Dom Murilo Krieger às 14h com o objetivo de intermediar as negociações com o movimento que paralisou as atividades desde a última terça-feira (31). “Se o governo tivesse nos ouvido no início, não tinha acontecido nada disso”, apostou Tavares. O presidente da AOPMBA disse também que o governo federal quer “sufocar” as ações que acontecem na Bahia para evitar que sirvam de estopim para outros estados. “Cadê esse decreto da presidente, da GLO [Garantia da Lei e da Ordem]?”, se queixou. Depois do encontro com Krieger, os representantes das associações irão se reunir com o comando-geral da corporação para tentar negociar uma solução.