Com Samuel Celestino

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Curtas do Poder

Curtas do poder

Esses dias estava analisando o menino Silvio Pinheiro, da Sucom, e acabei lembrando do velho ACM. O cabra é retado, não come reggae e manda derrubar mesmo. Tal qual o falecido senador na época do bico de ferro, quando ele mesmo dirigia o trator durante as demolições. Para você ter uma ideia, o homem da Sucom já é chamado pelos colegas de Silvinho – O Terrível. Falando em terrível, tem políticos dando uma recauchutada no visual. O filho do ex-prefeito João Henrique poderia dar uma mexida no visual, mas não o fez. Continuou daquele jeito. Não deixe de ler as Curtas do poder!

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Lídice da Mata

Com a proposta de “educação em período integral” como a menina dos olhos de seu programa de governo, a candidata à vaga de governador da Bahia Lídice da Mata (PSB) acredita no seu plano como eixo estruturante de sua plataforma política, caso eleita. A ex-prefeita de Salvador, que soube “aprender a governar na adversidade”, como diz a própria, foi a terceira postulante ao cargo no Palácio de Ondina a ser entrevistada pelo Bahia Notícias. Lídice fala sobre as mudanças em sua campanha após o trágico acidente que matou o presidenciável de seu partido, Eduardo Campos, que levou à comoção da sigla regional. Também, explicou sobre o seu objetivo de reforçar o Pacto pela Vida, tomando como inspiração os moldes de gestão do próprio Campos, enquanto era governador de Pernambuco. “Não foi uma tarefa fácil, feita de um dia para noite. Como eu disse, foram necessários sete anos com determinação e perseverança para se fazer, a cada ano, uma conquista de mais uma meta, de mais um avanço da diminuição da mortalidade”, comentou a postulante. Ao pedir o voto aos frequentadores do BN, “leitores e eleitores bem informados, porque acessam o site de notícias”, Lídice aposta em seu pioneirismo como primeira mulher a ser prefeita da capital baiana e representar a Bahia no Senado para considerar sua candidatura como “não apenas a mudança dos paradigmas de um governo feito sob a ótica de uma mulher, mas voltado para fazer a revolução da educação”.

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Quarta, 31 de Dezembro de 1969 - 21:00

ARMAMENTO DA GUARDA MUNICIPAL GERA POLÊMICA

por (Evilásio Júnior)

Foto: Secom

João Henrique prometeu armar Guarda Municipal de Salvador

A Constituição Federal do Brasil determina, em seu artigo 144, que a segurança pública é um dever do Estado, mas admite em seu parágrafo 8º que “os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei”. Entretanto, baseado na Lei Complementar N° 03/2010, que admite o armamento dos agentes em cidades com mais de 50 mil moradores que façam convênio com a Polícia Federal, o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), anunciou nesta terça-feira (18) que equipará a Superintendência de Segurança Urbana de Prevenção à Violência (Susprev) com pistolas (ver nota). O tema é polêmico, já que envolve a discussão sobre a disseminação de artefatos de fogo, bem como a responsabilidade dos profissionais que os empunham. Projetos semelhantes já foram alvo de críticas em cidades de outros estados como São Paulo e Paraná.  

Foto: Google

Rita Tourinho teme que Guarda Municipal atue como Polícia Militar

Na capital baiana, antes mesmo da oficialização da norma, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) contesta a medida por temer que a Guarda Municipal de Salvador (GMS) exceda as suas atribuições e exerça funções típicas da Polícia Militar. “É inconstitucional. A segurança armada é atribuição da PM. O prefeito pode até armar a Guarda para o fim correto, mas o questionamento é se essas pessoas têm preparo suficiente para utilizar armas. Mesmo na PM, há acidentes com policiais devido ao uso de armas. Essa medida coloca em risco tanto os agentes quanto a população. Sem contar a possibilidade de consequências nefastas para o próprio Município, que é o responsável pela Guarda”, alerta a promotora Rita Tourinho. O MP-BA, contudo, tem esperança de que o discurso do prefeito João Henrique de armar a GMS não seja implementado. Mas avisa que, caso não haja desistência, o Município será acionado. “Se porventura a medida vier a ser efetivada, o MP adotará providências, assim como o próprio Estado. Antes do Ministério público, ele (JH) deverá se entender com a PM. Nós estamos até no aguardo de que o prefeito tenha dito isso na fala, mas que faça uma reflexão maior e o bom senso prevaleça”, ressaltou.  

Foto: Divulgação

“É uma decisão do prefeito. O que é que eu tenho a dizer? É perfeitamente legal", diz César Nunes

Embora a promotora Rita Tourinho acredite também em uma interferência do Estado, o secretário de Segurança Pública, César Nunes, minimizou a questão. Ele apenas faz ressalva à capacitação dos guardas municipais que usarão as armas. “É uma decisão do prefeito. O que é que eu tenho a dizer? É perfeitamente legal, desde que se insira no campo de atividades da Guarda Municipal. Acredito que o prefeito deve ter a cautela devida para fazer os treinamentos necessários”, ponderou. De acordo com a assessoria de João Henrique, ainda não há prazo para que a medida seja instaurada.


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