Ao falar do SUS, ex-ministro avalia que saúde ‘melhorou de maneira expressiva’ na Bahia
Foto: Paulo Victor Nadal/ Bahia Notícias

O ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou nesta quarta-feira (29), que o acesso da população baiana a saúde pública melhorou consideravelmente nos últimos 10 anos. "A informação que eu tenho é que nos últimos 10 anos isso melhorou de maneira expressiva, não só do ponto de vista da atenção à saúde da família, mas da atenção hospitalar", afirmou. Na oportunidade, Temporão elogiou o programa de inauguração de policlínicas do governo da Bahia e afirmou acreditar que as unidades de saúde vão contribuir e melhorar o acesso da população a saúde. "Essas policlínicas vão garantir o acesso ao que nós chamamos de média complexidade, que é um dos gargalos do SUS. Essas policlínicas que vão ter especialistas e equipamentos, e terão impacto muito grande na melhoria do acesso [da população à saúde]", disse. O ex-ministro está em Salvador para participar de um debate sobre os 30 anos do Sistema Único de Saúde, que acontecerá nesta quinta-feira (29), na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). Além de Temporão, o professor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) Jairnilson Paim, e o representante do Ministério Público Rogério Luiz de Queiroz, também farão parte da mesa de debate do "Simpósio 30 anos de SUS: O que deu e o que não deu certo". O ex-ministro contou ainda que durante o evento na AL-BA será lançado um manifesto em defesa da saúde e da democracia. "Vamos estar inclusive lançando um manifesto de pesquisadores, professores, sanitaristas e profissionais de saúde do Rio de Janeiro que elaboraram um manifesto em defesa da saúde e da democracia", contou. O texto do manifesto critica a visão "hegemônica" do atual governo e dos parlamentares de que "saúde, ao invés de investimento, é gasto, e que a gestão em moldes empresariais e a redução dos dispêndios são prioridades absolutas". O texto diz ainda que a disseminação da imagem de um SUS precário leva a população a ver negativamente o sistema. "Isto tem levado a população brasileira a não ver o SUS como um patrimônio da nação e política social a ser preservada e valorizada como bem comum de valor inestimável, como ocorre em outros países com sistemas universais de saúde".

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