Ausência em lista de Fachin não significa isenção nos inquéritos da Operação Lava Jato
Foto: Montagem/ Bahia Notícias

Aguardada com ansiedade no cenário político, a lista de inquéritos abertos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, não exclui automaticamente nomes citados em vazamentos das delações dos executivos do Grupo Odebrecht e que estão fora do alcance dos relacionados pelo Estadão. No total, foram citados 29 senadores, 49 deputados, nove ministros, três governadores, além de um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) e outros políticos. Fachin determinou a abertura de 76 inquéritos e pediu informações adicionais à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre oito inquéritos – três deles incluíram a devolução a Rodrigo Janot. O ministro ainda arquivou outros sete pedidos feitos pela PGR. Enquanto essa delação atinge em cheio o coração de Brasília, um despacho de Fachin, remetendo 201 casos para outras instâncias, deve atingir outros ramos da política, inclusive caciques políticos baianos. Por não possuírem foro privilegiado no STF, figuras como Geddel Vieira Lima (PMDB), Jaques Wagner (PT) e ACM Neto (DEM), supostamente citados em delações da Odebrecht, não estão nesta listagem divulgada no final da tarde desta terça-feira (11). Já Rui Costa, que também teria sido citado, não apareceu na lista de pedidos de inquéritos encaminhados ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os nomes desses baianos, cujas presenças nas delações foram aventadas (lembre aqui, aqui e aqui), não estão automaticamente excluídos de eventuais investigações no âmbito da Operação Lava Jato, apesar de terem uma trégua frente aos listados por Fachin. Podem dormir menos tensos – ao menos por enquanto.

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