Sobradinho deve chegar ao volume morto em novembro; SIHS libera R$ 529 mil
Barragem de Sobradinho em outubro de 2015 | Foto: Reprodução / TV Globo
A Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS) autorizou nesta quarta-feira (21) a liberação de R$ 529 mil para iniciar ações de apoio aos municípios localizados às margens do Lago de Sobradinho, no Vale do São Francisco, maior reservatório do Nordeste, que está com 5,59% de seu volume útil, com previsão de chegar ao volume morto no final de novembro. Os recursos poderão ser utilizados para aquisição de equipamentos, identificação de pontos de captação de água e intervenções emergenciais em pequenos sistemas de abastecimento nas sedes e distritos da região. A pasta já fez o diagnóstico emergencial nas cidades de Barra, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Casa Nova, Curaçá, Juazeiro, Paratinga, Pilão Arcado, Rodelas, Remanso, Sento Sé, Serra do Ramalho, Sítio do Mato, Sobradinho e Xique-Xique. De acordo com o governo do Estado, quando o nível da barragem alcançar o volume morto, terá disponível 5,45 bilhões de metros cúbicos, suficiente para garantir o abastecimento de água para consumo humano por mais 3 meses, até o retorno do período de chuvas. “Porém, a antecipação das ações, o planejamento e o mapeamento das áreas críticas é fundamental para diminuir os conflitos pelo uso da água, trazendo segurança hídrica e qualidade de vida para a população”, destacou Cássio Peixoto, titular da SIHS. O secretário ressaltou que o volume morto prospectado é considerado apenas para geração de energia, “uma vez que a água ainda poderá ser captada nas margens do lago e ser utilizada para a manutenção da vazão do rio a jusante da barragem [depois do lago, no sentido da foz]”. A SIHS, em articulação com a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), do Consórcio Sertão do São Francisco e do Comitê de Convivência com o Semiárido, pretende diminuir os impactos da estiagem nos 135 municípios em situação de emergência por causa da seca. “Nosso foco é o abastecimento humano, mas não podemos descuidar da agropecuária e da agricultura familiar que também precisam de água para a produção”, avaliou o secretário da SIHS, Cássio Peixoto. No Oeste e em outras regiões do estado, a pasta está identificando os povoados e sedes com áreas vulneráveis, acompanhando as perspectivas de chuvas e fazendo entregas de sistemas de abastecimento de água. 

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