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CPI da Petrobras: deputados ‘puxam-saco’ de Eduardo Cunha e condenam lista da PGR

Por Luiz Fernando Teixeira

CPI da Petrobras: deputados ‘puxam-saco’ de  Eduardo Cunha e condenam lista da PGR
Foto: Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Os parlamentares presentes ao depoimento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (12), na CPI da Petrobras, louvaram a fala do seu líder – que anteriormente havia classificado a investigação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como uma “piada”. Em um clima que beirou a camaradagem com o depoente, os deputados não teceram perguntas a Cunha e preferiram usar o tempo para ilustrar as supostas deficiências nas investigações. Carlos Sampaio (SP), líder do PSDB, questionou a credibilidade das alegações do policial Jayme Alves de Oliveira Filho, o Careca, de quem partem as suspeitas contra Cunha. Também foi baseado nesse depoimento que se abriu o pedido de investigação contra o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). O baiano Arthur Maia, líder do SD, disse que a fala de Cunha havia sido “brilhante” e questionou a ausência dos “chefes” do esquema de corrupção na investigações. Ambos fazem oposição ao governo federal. O líder do PT, Sibá Machado, afirmou que não há consistência no pedido de apuração contra Eduardo Cunha e alertou para a importância dada às delações premiadas. Ele ainda condenou possíveis debates políticos sobre as investigações de corrupção. O PT disputou a presidência da Câmara dos Deputados no início da legislatura – e foi derrotado por ampla margem. O deputado Bruno Machado (PSDB-PE) chegou a afirmar que o peemedebista saía da CPI mais presidente da Câmara do que quando entrou. "A população está desacreditada com a política, e Vossa Excelência é a esperança", afirmou Marcelo Aro (PHS-MG). Todos os outros que tiveram tempo de fala seguiram pela mesma linha e, como falavam na condição de líderes de bancada, não inquiriram Cunha. Dentre os partidos que apoiaram o presidente, estavam PSDB, DEM, Solidariedade, PSDC, PT, PR, PSC, PP e PHS. A exceção foi Júlio Delgado (MG), líder do PSB, que afirmou que o Legislativo tem tanta responsabilidade sobre os casos de corrupção quanto o Executivo e lembrou que o PMDB também faz parte do governo.