Pré-candidato a governador pelo PSOL, Mendes vê protesto como 'ponto de partida' para mobilização
Por Luana Ribeiro
Fotos: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Após acompanhar a manifestação ocorrida nesta quinta-feira (15), o pré-candidato ao governo do Estado pelo PSOL, Marcos Mendes, acredita que, apesar da adesão relativamente pequena, o ato representou o “ponto de partida” de uma mobilização maior em torno do custo da Copa do Mundo de 2014. “Não esperávamos uma densidade muito grande nessa primeira manifestação. Tivemos uma organização curta, uma convocação muito rápida e contamos com um grande problema que foi a chuva, o que retirou muita gente da manifestação. Várias pessoas ligavam, dizendo que em várias áreas estava tudo trancado. Se não fosse isso, o protesto não seria extremamente maior, mas pelo menos poderia dobrar a adesão”, opina. A marcha, que estava prevista para começar às 17h e iniciou cerca de uma hora depois, teve cerca de 50 manifestantes, com apoio de carro de som.



Apesar da quantidade de agentes – ao todo, segundo o governo do Estado, um efetivo de 140 policiais –, que estavam munidos de cassetetes, escudos, balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio e sprays de pimenta, não houve confronto com os manifestantes e ninguém foi agredido. O grupo que iniciou o ato se dispersou com a chegada de outra organização que, entre os componentes, contava com jovens com o rosto encoberto. “São os anarquistas, eles são independentes e autônomos. Não tenho o que dizer sobre eles, nem contra, nem a favor. Eles chegaram gritando, negando o nosso grupo. Mas, mesmo antes da chegada deles, o nosso direito de ir e vir foi tirado. Que seja feito um aparato para proteger o Estado, mas isso não podia ter ocorrido”, critica Mendes.

