Sábado, 10 de Novembro de 2012 - 00:00

Perícia deve revelar causa de morte de operário em obra no Imbuí

por Francis Juliano

Perícia deve revelar causa de morte de operário em obra no Imbuí
A causa da morte do operário Joel de Souza Filho em uma obra no Imbuí, na manhã desta sexta-feira (9), só vai ser revelada após perícia. Segundo o diretor de saúde e segurança do sindicato que representa os trabalhadores da construção (Sintracom), Arilson Ferreira, a hipótese mais forte é que Joel teria se acidentado pelo rompimento da corda do ‘balancim’ (espécie de cadeira) quando fazia a pintura de fachada, trabalho considerado de alto risco. Caso haja responsabilidade da construtora PDG, que realiza as obras do condomínio Villa Ikê, o Sintracom promete processá-la criminalmente. “Se for provada alguma irregularidade que provocou o acidente, nós iremos encaminhar uma ação contra essa empresa, e, caso, a família queira, iremos assessorá-la também neste aspecto”, informou o diretor. Ferreira disse ao BN que é provável que o operário tenha se ocupado de uma função que não era a dele, prática que, segundo o diretor, tem sido comum em canteiros de obras, o que fere a NR-18 [Norma regulamentadora de segurança do trabalho] que regulamenta ‘condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção’. O diretor acrescenta: “as empresas têm colocado pessoas para trabalhar em ocupações em que não estão habilitadas. Ferem a NR-18, colocando ajudante comum para fazer pintura, operar grua e outros serviços que deveriam ser feitos por profissionais capacitados” disse. Ariston ainda reclama da falta de fiscalização por parte das incorporadoras. "É obrigação da empresa colocar um técnico de segurança para verificar se o equipamento está em condições de uso e se o trabalhador tem condições de trabalho", declarou. O operário, de 22 anos, era funcionário da empresa Irafran (terceirizada, especializada em acabamentos) e caiu do 12° andar (42 metros de altura) quando fazia a pintura de um dos trechos da obra. Esse é o terceiro óbito ocorrido no ano, que já registrou 82 acidentes até o momento. Segundo o sindicato dos operários, a orientação é que os funcionários só trabalhem com todas as precauções garantidas pelas empresas de construção. Joel estava há um ano no empreendimento Ikê Tamari e trabalhava na torre Arueira, no Parque Tamarim (atrás do Extra da Avenida Paralela). Era ajudante de obras. A PDG, em nota, lamentou a morte do jovem e disse que tanto a construtora como a empresa de serviços a qual Joel trabalhava prestam apoio à família dele. O enterro ocorre neste sábado (10), às 11h, no Cemitério Municipal de Pirajá, subúrbio ferroviário.

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