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Jurista diz que José Dirceu dificilmente será condenado por formação de quadrilha

Jurista diz que José Dirceu dificilmente será condenado por formação de quadrilha
Para Ives Gandra, Dirceu foi condenado sem provas | Foto: Agência Brasil

O jurista Ives Gandra Martins, 78 anos, acredita que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, dificilmente, será condenado por formação de quadrilha, após a análise dos embargos infringentes, por ter sido condenado sem provas, no julgamento Ação Penal 470, o mensalão. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o jurista, que tem 56 anos de advocacia, afirma que o julgamento do mensalão abre a expectativa de “um novo país”, com julgamento de políticos corruptos, e que o Supremo Tribunal Federal (STF) pode abrir uma insegurança jurídica no Brasil, por deixar de lado um dos princípios da casa: o “in dubio pro reo”, e adotar a teoria do domínio do fato. O jurista se diz preocupado com a aplicação da nova teoria no Brasil, porque, agora, todos os executivos brasileiros correm o risco de serem condenados, porque a doutrina trabalha com indícios e presunções. “Você tem pessoas que trabalham com você. Uma delas comete um crime e o atribui a você. E você não sabe de nada. Não há nenhuma prova senão o depoimento dela - e basta um só depoimento. Como você é a chefe dela, pela teoria do domínio do fato, está condenada, você deveria saber”, explica. Ela destaca, que até então, a teoria do “in dúbio pro reo”, que na dúvida, o réu é favorecido, prevalecia no STF, e que pode ser retomada depois do julgamento do mensalão. O jurista ainda considera que o “in dúbio pro reo” facilita a impunidade de agentes políticos que cometeram atos de corrupção, caso não consiga se provar o crime. Para ele, os ministros devem ter votados sobre pressão, principalmente devido a Televisão, e que o Supremo, na verdade, está “na berlinda”.