Após 2 anos de pausa, LevaNoiz quer ‘trazer o holofote nacional para a Bahia novamente’
Foto: Tiago Dias / Bahia Notícias

O ano de 2017 já entrou na contagem regressiva com a chegada de dezembro e, ao realizar um retrospecto do cenário musical, ele bem poderá ser lembrado como o “Tempo de Retorno”. Dos Tribalistas, comandado por Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte, passando pelos “irmãos” Rouge e Br’oz – originados durante um antigo reality do SBT – até KBL, todos anunciaram projetos novos. No recorte baiano, os meninos dos Oz Bambaz foram os primeiros a entrar nesse ciclo e agora até a “Mulher Maravilha” cansou de fugir com o “Super-Man”. Sim, a banda LevaNoiz está de volta e com novo vocalista, o cantor Lucas Magarão, conhecido com o Luketta. “Estou muito feliz. Acabei de fazer uma turnê na Europa e voltar pra minha casa, com o convite do Leva é um presente de Deus”, iniciou o artista ao Bahia Noticias. Lucas viajou por alguns países tocando com o projeto Bonde do Brasil. Após dois anos parado, o grupo fará um coquetel de lançamento nesta quarta-feira (7), às 21h, no Galpão Live Music, Pituba, para apresentar a nova formação. “Esse ano, o verão é encurtado. Então, tá tudo muito atropelado. Estamos em estúdio com a banda, preparando nosso CD. Vai ter de tudo nessa nova fase: pagode, forró, sertanejo, funk, mas tudo com a cara do Leva. Hoje em dia não existe mais um ritmo específico”, frisou.

Para Luketta, que teve passagem pelo Fantasmão, Nosso Som e Bandolê, a maior mudança que ocorre com a sua entrada é uma “vontade pessoal de fazer as pessoas conhecerem suas músicas e melodias”, mas ressalta que recomeçar não é uma tarefa fácil: “É uma incógnita. A gente não sabe o que vai dar certo e errado. Queremos dar o melhor e encaramos como uma possibilidade. Agora é focar 200%”, vibrou. “Acho que as pessoas estão mais exigentes. O baiano em si é muito exigente, porém somos otimistas. A nossa música passa por um momento difícil, mas estamos voltando. Léo, Xanddy, Tony Salles e Márcio Victor têm representado na força e agora voltamos para somar”, assegurou. Para ele, reconhecer essa “fragilidade” da música baiana faz parte do pacote de entender a falta da união que imperou por muito tempo, tanto entre empresários, quanto entre alguns artistas. “Isso agora mudou. Acho que o lance da música baiana ter se dizimado fez com que a gente parasse para pensar e buscar o nosso lugar novamente. Essa vontade que surge da união trouxe isso, sabe? Cada um tem seu trabalho e Deus é por todos. Não tem motivo para essa competição. O LevaNoiz pensa assim. Nosso objetivo é chegar com alegria e humildade”.

Defensor das chamadas músicas limpas – aquelas que não possuem palavras consideradas de “baixo calão” - o cantor levanta que é preciso respeitar todos os gostos. “A gente não sabe o que se passa cabeça das pessoas; cada um tem sua noção de sucesso. O importante é ter consciência e fazer o melhor para trazer o holofote do cenário nacional para cá novamente”, confessou. Contudo, voltar para o destaque pode reacender alguns problemas que as pessoas gostariam de esquecer. Em 2012, enquanto era backing vocal do Fantasmão, Luketta teve o nome envolvido em uma polêmica. Ele e outros dançarinos foram acusados de assediar uma camareira em Aracaju, Sergipe. Situação, inclusive, negada pelo artista na época. “Para ser bem sincero, nem lembrava mais. Foi uma história mal contada. Aconteceu com um ex-parceiro de banda. Estou bem tranquilo quanto a isso. Ficou para trás”, garantiu. Por fim, para os próximos passos, a banda irá realizar ensaios de verão, às quintas-feiras, no Galpão Live Music. Além disso, um CD com inéditas deve sair nos próximos dias.

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