'Sertanejo está na melhor fase', diz Cristiano Araújo, que faz shows na Bahia no São João
Cantor faz quatro shows no estado. Foto: Rubens Cerqueira | Divulgação
O cantor sertanejo Cristiano Araújo fará quatro apresentações em cidades diferentes da Bahia nos próximos dias: sábado (20) no Forró Sertão (Irecê/BA), domingo (21) em Santo Antônio de Jesus (BA) e Camaçari (BA) e para fechar na segunda-feira (22) no São João do Pelô em Salvador (BA). Em entrevista ao Bahia Notícias, o cantor goiano fala de sucesso do estilo sertanejo, que vem invadindo não só as festas juninas como até o carnaval baiano, sua opinião sobre as diferenças entre as músicas mais românticas e as mais 'baladeiras’ do gênero, além de revelar quem são alguns de seus amigos na música baiana.

Cristiano, você nasceu em Goiânia. O São João tem alguma tradição lá? Mesmo que de um jeito diferente do Nordeste...
Gosto muito dessa época de São João, da tradição, comida. Na minha opinião o São João é parecido nos quatro cantos do Brasil, mas para mim é uma honra cantar nas festas juninas do nordeste que são as tradicionais.
 
Nos últimos anos, o sertanejo dominou o país através das rádios, programas de televisões e eventos. Chegou ao Carnaval de Salvador, através de Jorge e Mateus com o bloco Pirraça e, hoje, parte das grandes atrações da festa junina nordestina vem do sertanejo. Porque você acredita que isso aconteceu?
O sertanejo está na sua melhor fase, e vem ganhando seu espaço cada vez mais. A gente consegue abranger vários estilos. Todo ano tem alguma invenção, ele vem conquistando muito espaço. Acho que o sertanejo está sempre preocupado em atingir o público de todo o país, seja em qualquer região, essa é nossa maior preocupação e acredito que vem dando certo.
 
Sua música, “Maus Bocados”, foi uma das mais executadas do São João de 2014 na Bahia, dentre todos os artistas. Para 2015, tem alguma grande aposta? Acredita que a ideia de “Música do Carnaval” pode ser trazida para o São João?
Tem a minha música de trabalho “Hoje Eu Tô Terrível” uma das minhas apostas que faz parte do meu atual trabalho “In The Cities”. Por que não, acredito que pode ser traduzida.
 

Para o cantor, o sertanejo está sempre preocupado em atingir o público de todo o país.  Foto: Rubens Cerqueira | Divulgação
 
Em três dias, você irá tocar em quatro cidades baianas, inclusive no São João de Salvador.  Qual a sua relação com a Bahia e com o público baiano?
Minha relação com a Bahia é de muito carinho, sempre sou muito bem recebido. A energia do público baiano é demais, já toquei no carnaval de Salvador duas vezes, tenho grandes amigos na cidade, pessoas que eu admiro muito como Xanddy do Harmonia do Samba e Léo Santana, entre outros. Vai ser um prazer tocar na Bahia e no dia 25 de julho volto a Salvador para o Festival Villa Mix.
 
Você conhece artistas da música sertaneja baiana? O que acha deles?
Conheço sim alguns artistas como Tayrone Cigano, grupo Seu Maxixe, entre outros.
 
Na música “Hoje eu tô terrível” você fala sobre solteirice, bebida e festa. Muitas músicas do sertanejo, hoje, adotam esses temas e tem uma grande vendagem para o público. Como você enxerga esse movimento, sendo que ele é, de certa forma, totalmente avesso ao sertanejo extremamente romântico tradicional?
O grande forte do sertanejo é o romantismo, é falar de amor. O romantismo nunca saiu de moda e nunca vai sair, uma das provas disso é que a maioria das minhas músicas de sucesso no Brasil são as românticas. Pela primeira vez, optamos como single de trabalho para as rádios uma canção agitada, de “besteirol” como dizem, os outros sucessos como "Bara Bere" e "Empinadinha", que também são nessa linha, lancei somente na internet, não tocaram nas rádios. Romantismo é a linha mais forte do sertanejo, mas isso não significa que o público que gosta do sertanejo romântico também não possa gostar das canções mais agitadas do “besteirol”.
 

Cristiano Araújo: "O grande forte do sertanejo é o romantismo, é falar de amor". Foto: Rubens Cerqueira | Divulgação
 
A mistura forró, sertanejo e arrocha é o maior sucesso da noite brasileira hoje. Você acredita que a adaptação dos artistas à essa união foi natural ou devido à uma demanda de mercado?
Acredito que foi uma tendência do mercado, uma inovação que acaba surgindo naturalmente para nós artistas, sempre buscamos levar algo novo para o nosso público.
 
Você está preparando alguma coisa especial para sua apresentação em Salvador? Ela tem um quê especial por ser um show gratuito?
Sempre busco inovar nas apresentações para ver o meu público feliz e satisfeito, para mim é uma realização vê-los dançando e sorrindo, é um momento de muita alegria sentir aquela energia que carrega minha alma. Então busco sempre fazer algo diferente em cada show, uma surpresa, canto um pouco de funk, música internacional...faço uma mescla com as canções da minha turnê In The Cities, e assim faço com que cada apresentação seja única e especial.

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