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Lara Kertesz pede união para investimento na cultura em Salvador: "Ninguém faz nada sozinho"
Por Redação
A produtora e empresária Lara Kertesz defendeu uma união de órgãos públicos e privados para o desenvolvimento da cultura em Salvador. No episódio da última semana do podcast "Elas em Cena", transmitido na quinta-feira (6), as irmãs Gabi, Nanda e Dani Brito receberam a apresentadora do Metrópole Turismo e Conexões. No encontro, Lara debateu sobre comunicação, mercado e turismo, além de tocar em temas mais sensíveis, como o investimento público.
Ao ser questionada se está acontecendo, de fato, o investimento nas áreas da cultura e do turismo por parte do governo da Bahia e da prefeitura de Salvador, a comunicadora explicou que não faz sentido alguns setores investirem e outros não: "A cadeia produtiva do turismo é transversal e ninguém faz nada sozinho", afirmou, referindo-se à falta de interrelação entre os investimentos públicos e os privados. "Se o governo do estado investir e o município não, não funcionou. Se a prefeitura investir e o estado não, não funcionou. Se a prefeitura e o governo do estado investirem e o setor privado não, não funcionou", disparou Lara.
A empresária acredita que a cidade ainda não se atentou para a promoção do destino como "precisa ser feita", e que o turista que chega à cidade fica perdido. "Tem que chamar a cadeia produtiva, é um trabalho de todos. [...] Por exemplo, o Réveillon de Salvador está consagrado como um produto turístico. A gente antigamente só conhecia Salvador como Carnaval da Bahia, hoje a gente tem maratona em Salvador, o Réveillon, o São João... O que acontece é que o turista que chega em Salvador e quer ir para o Réveillon não sabe como comprar, quem vende é o privado, então tem que ter uma interrelação. Acho que falta um pouco ainda esse match coletivo".
O "Elas em Cena", apresentado pelas irmãs Gabrielle, Danielle e Fernanda Brito, é gravado no estúdio do Bahia Notícias e conta com episódios quinzenais, instigando conversas diversas e reunindo nomes que estão em destaque na cena soteropolitana e baiana.
'O grande inimigo de tudo é a alienação', diz Anitta sobre religião
Por Leonardo Volpato | Folhapress
Adepta do candomblé, Anitta diz lamentar que muitas pessoas ainda vejam com estranheza a sua escolha pela religião. Segundo ela, diferentes crenças podem coexistir e levar a uma mesma essência.
Capa da edição de maio da revista Glamour, a artista reflete sobre suas escolhas e sobre o preconceito que sofre desde quando resolveu expor sua fé.
"Eu não tenho uma crença única. Acredito que todas as religiões, até a própria ciência, estão falando a mesma coisa, só usam linguagens diferentes. Óbvio que não considero aqui a parte extremista, de quando se usa isso para controlar um grupo", diz.
"O grande inimigo de tudo é a alienação. Quando o mensageiro vira mais importante do que a mensagem, você já não está mais dando importância ao cerne das coisas, só está preocupado em sair do julgamento como o correto", emenda.
Em 2024, o anúncio de um novo clipe da música "Aceita" fez com que Anitta perdesse 200 mil seguidores em seu perfil oficial de Instagram.
Na ocasião, ela condenou os fãs que praticaram intolerância religiosa e recebeu apoio de muitos internautas nos comentários.
O single tem a pretensão de mostrar várias religiões coexistindo, segundo a cantora. A produção faz parte do álbum "Funk Generation".
O premiado livro “Torto Arado”, escrito pelo baiano Itamar Vieira Junior e ambientado no sertão da Chapada Diamantina, será levado para a Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2027. O anúncio foi feito na tarde desta quarta-feira (13) pela Unidos de Vila Isabel, que escolheu a obra como tema do próximo desfile.
Com o título “Torto Arado – Sobre a terra há de viver sempre o mais forte”, o enredo será desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, em parceria com o pesquisador Vinícius Natal. A proposta é transformar o universo do livro em uma narrativa carnavalesca atravessada por ancestralidade, resistência e religiosidade afro-brasileira.
Nas redes sociais, a escola afirmou que o desfile será guiado pelas forças do Jarê, religião de matriz africana tradicional da Chapada Diamantina e elemento central da obra de Itamar Vieira Junior. Segundo a publicação, a ideia é transformar a avenida “em um terreiro de encontros entre passado, presente e futuro”.
Publicado em 2019, “Torto Arado” se tornou um dos maiores fenômenos recentes da literatura brasileira. A obra acompanha a trajetória das irmãs Bibiana e Belonísia em uma comunidade rural marcada pela desigualdade, por conflitos de terra e por relações de trabalho análogas à escravidão. O livro venceu prêmios como o Jabuti, o Oceanos e o LeYa, além de ultrapassar a marca de 1 milhão de exemplares vendidos.
Ao anunciar o enredo, a Vila Isabel também destacou que a luta retratada no romance representa “a luta de muitos Brasis” e ressaltou a força simbólica das personagens centrais da narrativa. A escolha marca mais uma aproximação entre a literatura contemporânea brasileira e o Carnaval carioca, levando para a Sapucaí uma história profundamente ligada à Bahia e ao interior do estado.
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Gabi Brandt e Saulo Poncio estariam vivendo um romance novamente, segundo informações divulgadas pelo portal @circodamídia pelo Instagram; a própria influenciadora teria confirmado a informação.
Segundo o portal, foi realizado o contato com Gabi e só depois de muita insistência a influenciadora confirmou que os dois realmente estão juntos, sem entrar em muitos detalhes.
Gabi e Saulo sempre mantiveram uma relação próxima, mesmo após o término, com Gabi passando datas comemorativas como o Natal junto com a família do, na época, ex-marido. Todas as vezes em que foi questionada, Gabi Brandt negou que estaria em um relacionamento com Saulo, afirmando que eles mantêm uma relação amigável em detrimento dos filhos.
A notícia dividiu a opinião dos seguidores, com muitos comemorando a novidade enquanto outros não gostaram tanto. "Garfo é encontrado na cozinha", escreveu uma internauta fazendo alusão à obviedade da notícia, já que muitos suspeitam que a separação nunca aconteceu. "Se é que houve separação, né?", escreveu outra. Além disso, muitas pessoas relembraram episódios polêmicos do relacionamento do casal, em que Saulo foi acusado diversas vezes de traição.
Gabi Brandt e Saulo Poncio tiveram 3 filhos: Davi, Henri e Beni.
Na noite desta terça-feira (12), João Guilherme participou do programa "Sem Censura", apresentado por Cissa Guimarães, onde divulgou o filme "O Rei da Internet", longa protagonizado por ele, que estreia na quinta-feira (14) nos cinemas brasileiros.
Porém, o ator discutiu diversos temas relacionados à sua carreira e à sua vida pessoal também, como o relacionamento com seu pai e sua família, que possuem um posicionamento político diferente. "O meu pai, por exemplo, que é um cara de 65 anos, nasceu e cresceu em outro contexto, em um lugar, inclusive, movimentado pelo agro. Ele vem de uma família bem conservadora", afirmou. Segundo João, se fosse algum desconhecido, talvez ele o tratasse de forma diferente; porém, é seu pai e ele não gostaria de comprar brigas, mesmo existindo essa divergência, e lamentou a escolha política de Leonardo.
Apesar das diferenças políticas, João afirmou que Leonardo sempre o escuta, mesmo discordando das opiniões do filho. O ator destacou que os dois conversam sobre tudo e, eventualmente, terminam caindo no papo de política. "Eu estou falando como as coisas são, um ato tem consequência. Então isso aqui não pode ser assim, e ele escuta, e eu acho isso muito interessante. Primeiro, esse respeito da escuta, porque ele poderia nem querer estar perto ou ele poderia me cortar, poderia ser um cara arrogante, poderia ser um cara ali firme. E ele é um cara disposto à conversa" disse João.
"Talvez se fosse um estranho eu não vou querer ser seu amigo e tá tudo certo, mas você é um estranho, você não faz diferença na minha vida. Mas o meu pai, o meu irmão, minha família… Então não sou eu que vou comprar essa briga fatal. Uma pena que essa escolha é dele, mas tomara que o nosso país, através da educação e através de inúmeros outros meios, tenha a ciência de não tomar a escolha errada", finalizou o ator.
Peter Jackson, em Cannes, diz não ver problema no uso de IA no cinema
Por Alessandra Monterastelli | Folhapress
As polêmicas envolvendo o uso da inteligência artificial na indústria cinematográfica já são um tópico recorrente nesta edição do Festival de Cannes. Para uma plateia lotada nesta quarta-feira (13), Peter Jackson, homenageado com a Palma de Ouro honorária na noite anterior, disse que não vê problema no uso da tecnologia para fazer filmes.
"Para mim, é como outro efeito especial", disse. Para o diretor da saga "O Senhor dos Anéis", o problema da tecnologia está ligado ao uso de conteúdos —como roteiros ou rostos de atores, por exemplo— sem a devida permissão e pagamento.
"A IA, usada de forma correta, é uma ferramenta como qualquer outra. Tudo depende da originalidade e da imaginação de quem a está usando. Não é como se você fosse escrever um comado e ela te desse a filmagem pronta", afirmou Jackson.
A posição do cineasta reflete, de certa forma, a sua trajetória. Afinal, Jackson revolucionou o cinema de fantasia e o blockbuster moderno ao usar tecnologias ainda impopulares para a época.
Exemplo disso foi a criação de Gollum, personagem que ganhou vida na tela por meio da captura de movimentos do ator Andy Serkis e hoje considerado um marco para o cinema contemporâneo.
Jackson soou menos radical que seu colega de profissão, Guillermo Del Toro. "Foda-se a IA", disse ele, em uma exibição espacial de "O Labirinto do Fauno" no festival, na terça-feira.
Como Jackson, Del Toro, diretor de filmes como "A Forma da Água" e "Frankenstein", também é um expoente da fantasia no cinema e responsável por popularizar o gênero.
O mexicano, porém, tem sido uma das vozes mais contundentes em Hollywood ao criticar a IA. Além das questões trabalhistas, ele afirmou que a tecnologia pode empobrecer o visual dos filmes ao substituir técnicas como maquiagem artística, construção de cenários e efeitos práticos, como a manipulação física de bonecos, por exemplo.
São todas práticas aplicadas por Jackson, renomado por misturar técnicas digitais, como o CGI, e físicas, como truques de câmera e miniaturas. Sobre o uso de tecnologia em "Senhor dos Anéis", o diretor disse que o filme não teria o mesmo impacto cultural sem inovações. "Daria para fazer [o filme], mas ele capturaria exatamente o que se imagina ao ler o livro?"
Além da inovação visual, a narrativa robusta e atenta aos arcos emocionais dos personagens ajudou a tornar a adaptação do livro de J.R.R. Tolkien um marco da cultura pop. "Fizemos o filme pelo viés histórico, e não fantasioso. Pensávamos que aquela história era verdadeira", lembrou Jackson.
A presença de Jackson no festival mitigou a ausência de blockbusters nesta edição. Em seu discurso ao receber a Palma de Ouro honorária, Jackson lembrou do começo de sua carreira no cinema independente, com filmes de terror e ficção que já carregavam um pouco de seu estilo.
Exemplos são "Braindead" e "Náusea Total", que foi bem recebido no Mercado do Filme de Cannes de 1987. Em 2001, ele voltaria ao festival para apresentar "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel", com o qual faturaria quatro estatuetas ao Oscar.
A influenciadora digital Virgínia Fonseca entrou na Justiça contra Luana Piovani após a atriz citar os filhos da blogueira em uma crítica feita nas redes sociais. A assessoria da dona da WePink confirmou que uma ação foi movida contra a ex-global, no entanto, não há nenhuma decisão da Justiça em relação ao processo.
Na última terça-feira (12), uma informação passou a circular nas redes sociais, indicado que a ex-mulher de Zé Felipe teria vencido Piovani na Justiça, com direito a uma indenização de R$ 250 mil e uma multa estabelecida em R$ 25 mil, caso a atriz citasse o nome de Virgínia na web.
A equipe da blogueira negou os rumores à Quem, mas garantiu que medidas judiciais foram tomadas.
Já a equipe de Piovani decidiu não comentar o caso "em respeito ao sigilo profissional e à preservação dos interesses da cliente".
RELEMBRE O CASO
A influenciadora Virgínia Fonseca veio à público lamentar uma declaração dada por Piovani nas redes sociais. Na ocasião, a atriz publicou um alerta contra a namorada de Vini Jr., afirmando que ela e a família estariam sob risco de uma “maldição” pela divulgação do Jogo do Tigrinho.
A declaração revoltou Virgínia, que apareceu chorando nas redes sociais para criticar Luana pelo caso. "Não consigo entender como um ser humano fala uma coisa dessa. Essa mulher tem filhos… Quer falar de mim, fala, dane-se o que você pensa, não tô nem aí. Mas dos meus filhos?".
Zé Felipe, ex-marido de Virgínia e pai das crianças, também criticou a atriz.
VÍDEO: Juliano Cazarré causa polêmica ao afirmar que mulher mata mais do que homens no Brasil
Por Redação
Juliano Cazarré polemizou nas redes sociais após uma declaração em um debate promovido pela GloboNews sobre o papel do homem nos tempos atuais. O ator, que viralizou na web após anunciar um curso para exaltar a força masculina, afirmou que "as mulheres matam mais que os homens".
A declaração do artista foi dada após ser provocado pela psicanalista Vera Iaconelli, psicanalista, e pelo consultor em equidade de gênero, Ismael dos Anjos, que buscavam entender o que justificava a existência do curso de Cazarré.
"O Brasil é um país violento contra homens, contra negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos. É um dos países que mais matam no mundo. Mata muito homem, inclusive mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres", disse.
A fala do ator foi rebatida pelo consultor de equidade de gênero quase que de forma automática durante o debate. "A gente teve 1,5 mil feminicídios. É diferente. É importante distinguir que foram 1,5 mil feminicídios, que é um tipo de crime específico, que é quando uma mulher morre por ser mulher. (...) Não quer dizer que foram só 1,5 mil mulheres mortas no ano passado, não. Foram muito mais".
A informação do ator também foi contestada nas redes sociais. O último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, por exemplo, apontava que 91,1% dos homicídios em 2024 eram homens, em contextos de violência urbana ou de intervenções policiais.
Desta forma, a declaração de Cazarré é falsa, já que a maioria das mortes de homens no Brasil não ocorre por questões de gênero ou por violência doméstica.
O ator ainda defendeu a existência do curso “O Farol e a Forja”, voltado para homens. “Eu estou falando para essa galera que foi esquecida. Eu estou falando para os homens e meninos que estão há 20 anos ouvindo que todos eles são tóxicos só pelo fato de serem homens. [...] O homem, ele é um ser mais voltado para resolver problema, para se mexer, para fazer a ação. Eu estou dizendo que os homens têm que ser calados? Não. Eu sou pai de quatro meninos e duas meninas. Eu quero criar meninos que tenham empatia, mas que também sejam corajosos, sejam viris, resolvam problemas”.
O longa 'O aroma da pitanga', novo filme do diretor argentino Lisandro Alonso, que será protagonizado por Wagner Moura, encerrou as gravações no Brasil.
A produção, um remake de "Gosto de Cereja", do cineasta iraniano Abbas Kiarostami, teve a cidade de Palmas, em Tocantins, como cenário, e será a segunda produção seguida de Wagner em solo brasileiro após o sucesso de 'O Agente Secreto'.
No filme, Moura vive um homem de cinquenta anos que percorre periferias e zonas industriais em sua caminhonete, em uma jornada marcada pela busca silenciosa de ajuda para um plano definitivo, uma tentativa de suicídio.
As filmagens mobilizou equipes locais e moradores da região, movimentando a cidade e fazendo com que Wagner fosse tietado por populares. O longa ainda não tem data de lançamento definida.
Além deste trabalho, o baiano está na Europa com um novo projeto, o longa 'Flesh of the Gods', uma trama de vampiro, na qual ele protagoniza ao lado de Kristen Stewart.
Em meio ao lançamento de um novo trabalho, no qual faz uma ode ao Nordeste, o Padre Fábio de Melo voltou a refletir sobre a saúde mental e fez fortes revelações sobre a depressão.
Ao jornal 'O Globo', o religioso contou que passou por um momento delicado em 2017 e chegou a cogitar tirar a própria vida. Na entrevista, o padre revelou que tem predisposição genética à depressão e diversos casos de suicídio na família, e após a morte da irmã, se via sozinho.
"Tenho predisposição genética a depressão, muitos suicídios na família. Durante muito tempo, convivi com isso. Mas em 2017, a casa ruiu. Pessoas que me amavam ficaram perto de mim, mas ninguém me socorria. Queria solidão. Aí entendi que os piores desertos eu atravesso sozinho. Foi logo após o suicídio da minha irmã. Em 2017, era só o que queria e pensava. Com exceção de uma irmã, que morreu de acidente, todos nós tivemos episódios", contou.
Apesar de ter pensado sobre o assunto, o sacerdote nunca chegou a colocar em prática nenhum plano. "Nunca tentei. Mas em muitos momentos, fiquei planejando. Em janeiro, tive uma crise muito ruim. Quando entendi que, por mais que estimulada por alguém, a luta é dentro de mim... Preciso encontrar recurso para sobreviver a mim mesmo. Quem me adoece não é o outro. Sou eu".
Segundo o padre, a vida pública foi o maior gatilho que ele teve para a depressão. "A fama é um roubo. É uma ilusão. Rouba você daquilo que você mais ama fazer. Vai retirando a espontaneidade, privando os caminhos. O risco de se achar mais importante".
O religioso ainda rebateu as críticas que recebe na internet sobre "não ser padre de verdade" pela popularidade que tem na mídia. Não adianta tentar explicar a quem não quer entender. Não querem a verdade, mas o clique. O interesse pela repercussão está acima da ética. Hater é profissão".