'É fácil falar que teve briga, dá mais ibope', diz Anitta sobre suposta polêmica com Pitty
Foto: Bruna Castelo Branco / Bahia Notícias
Sempre envolvida em polêmicas com seu nome, Anitta conversou com o Bahia Notícias sobre seus planos para o Carnaval 2015. Na folia, a funkeira puxa o bloco Eu Vou na quinta-feira e faz um show para os foliões do Camarote Skol, na sexta. A cantora ainda comentou sobre sua suposta briga com a cantora baiana Pitty, e sobre a recente notícia de que sua banda a teria abandonado após a mudança de gestão na carreira. Sempre com bom humor, Anitta também falou sobre seu novo CD e carreira internacional. Confira a entrevista completa!
 

Como foi o show da última segunda (12), a participação no show do Harmonia?
 
Nossa, foi muito bom, gente. Sério. Eu fiquei louca. Eu saí, cheguei no palco, quando eu vi a energia, eu tirei a sandália, fiquei dançando, cabei de cantar e continuei lá, fiquei na percussão tocante até tarde. Esqueci, né? Que tinha que acordar oito da manhã no dia seguinte, mas eram quatro da manhã quando fui dormir.
 
Você já tinha feito participação ou show com Xanddy antes, já conhecia o projeto?
 
Já conhecida porque ele levou esse projeto pro Rio, em uma casa de show de 10 mil pessoas lá. Só que, tipo, faz uns três anos isso. No Brasil eu ainda não era conhecida, mas no Rio eu já fazia muito shows. Sabe, como tem aqui as bandas de pagode que aqui são muito famosas, mas aí nos outros estados nem tanto? Era assim comigo no Rio. E aí ele me convidou, até por conta da casa, que é muito grande. Aí eu fui, e nossa, amei. Aí já amei ele, Carla, que são muito queridos e foram comigo também. Aí dessa vez ele me convidou aqui. E, nossa, a energia é outra. Fiquei lá me acabando.
 
E o carnaval, a preparação para o Bloco Eu vou e Camarote Skol?
 
Eu to muito ansiosa. Olha, a primeira vez que eu vim aqui, que eu pisei em Salvador, foi uma quinta-feira de carnaval. Eu fiquei muito emocionada, porque eu nunca tinha visto coisa igual e eu nunca tinha vindo pra cá. E eu fiquei enlouquecida, tinha show na sexta no Rio e não queria voltar mais, queria ficar. Eu tava em cima do trio do Eva, vendo tudo enlouquecida, não aguentei, desci, fui pra pipoca. E no final, quando terminei o circuito, as pessoas gritando "amor" ,comigo no moto taxi, indo pro hotel... "Maravilhosa!". O povo tirando foto e eu não tava nem aí no moto taxi. Foi muito bom, muito bom. Lembro que cheguei em casa e falei: “Mãe, você não tem noção do que é aquilo, é surreal, energia que não tem igual". Queria ser cantora de axé, queria ser metade baiana, metade carioca, cantar seis meses de axé, seis meses de funk.
 
Como esta a preparação física e vocal? São normalmente seis horas de trio, você tá costumada?
 
Quinta feira não são tantas horas né? 5 ou 6 no máximo. Comecei com a minha fono os preparos, agora, um mês antes, pra chegar preparada pra esse tempo todo de trio. Eu não tô acostumada a fazer esse tempo todo, mas eu faço mais de um show no dia. Não é igual, mas dá pra ter um parâmetro. Eu já fiz show em trio também, mas nada comparado ao carnaval de Salvador. Porque, o que acontece: eu sempre adapto o meu show. Comecei cantando funk, mas eu amo tudo, sou muito eclética, Eu amo tudo, sempre quis poder cantar tudo. Quando tô no período de festas juninas eu sempre canto muito forró, coloco sertanejo. Quando eu faço festa de halloween, eu canto rock. Então eu vou adaptando meu show pro lugar que eu tô, e pra época do ano que eu tô. No carnaval eu sempre trazia percussionista e colocava muito axé, fazia um show diferente. Já fiz show em trio no Rio, em Minas, mas nada se compara ao tempo que é aqui e a energia.
 
Semana passada vimos no twitter percebemos uma movimentação de fãs de outros artistas contra você, subindo hashtags te criticando. Mas a gente percebe que esse é um comportamento comum dos fãs de hoje em dia, eles estão cada vez mais extremistas e fiéis. Seus fãs também são assim também? O que você pensa disso? 
 
Eu acho que a internet tá aí pra isso né? Como você pode dar a sua opinião sem mostrar a sua cara, você não tá pessoalmente, "tete a tete", a pessoa não tem como se defender, rebater o que você tá falando, aí você fala o que quiser né? A internet funciona assim hoje em dia, principalmente para o público jovem que eu atinjo. E que tem muito isso, daquela briguinha, de disputar um com o outro. Acaba sendo uma coisa normal e do dia-a-dia do meu público, e do público da galera teen, da galera jovem que acompanha qualquer artista que você vê que tem esse público, você percebe os ‘haters’ e os fãs. Fã é assim mesmo, extremista. Eu não acredito que se calcule o sucesso ou a repercussão de alguém na internet pelos comentários, porque muita coisa pode ser inventada, não só critica como elogio. Isso se mede por números, pela quantidade de seguidores, visualizações em clipes. Assim eu costumo avaliar meu trabalho na internet.
 

 
No mês de dezembro você participou do programa altas horas com Pitty, que é uma cantora baiana, e por conta disso, a história repercutiu muito por aqui. O que você pensa da repercussão disso tudo?  
 
Eu acho que na verdade essas coisas que se criam são pra criar audiência, clique, ibope, venda. Tudo isso vende muito. É muito mais fácil falar que teve uma briga, vai dar muito mais ibope do que dizer que as duas conversaram. E eu adoro Pitty, a gente super se falou antes, depois, durante o programa. A gente trocou CD. Eu super concordo com tudo que ela falou, a gente conversou e ela disse ‘realmente, eu entendi errado o que você quis dizer'. Imagina, eu canto que a mulher tem que se impor, que a mulher tem que arrasar mesmo e não pode ser submissa. Como é que eu vou falar que a mulher não pode fazer nada?
 
Você se considera feminista?
 
Sim, porque eu acredito que o feminismo prega os direitos iguais. E eu acredito que os direitos têm que ser iguais com certeza. Essa briga que se criou foi mais pra ganhar ibope do que a realidade dos fatos, entende? As pessoas estão sempre procurando isso, uma briguinha aqui, outra ali pra ver se dá ibope e clique nas redes. Mas não tem nada disso, eu adoro a Pitty.
 
Falando em confusão, hoje foi noticiada mais uma polêmica envolvendo a Anitta. Vimos em alguns sites que depois que você assumiu a sua carreira a sua banda estaria deixando a equipe e te deixando com problemas com relação a isso. É verdade?
 
Ih, menina. Isso é outro esquema. Intriga da oposição, outros quinhentos. Tá tudo certo com meus músicos, tá tudo ótimo, muito bem. Essa história tem nome, endereço e telefone, não tem nada a ver.
 
Como você lida então, pessoalmente com tudo isso? Tantas notícias polêmicas, boas e ruins, que surgem?
 
Isso é normal. A pessoal pública esta aí pra isso, né? As pessoas vão mesmo querer saber da sua vida, dar opinião, entender o que se passa, saber se você tá namorando, se você fez isso ou aquilo. É claro que é incômodo às vezes. Questões como “brigou com fulano”, “o musico tá falando isso” são difíceis. Quando você vai desmentir isso, é muito menos gente que fala do que quando é o bafão. Então você não consegue expandir da mesma forma o bafo ruim, você não consegue fazer isso com a explicação ou quando você vai desmentir um boato. Mas faz parte, não dá pra querer lutar contra isso, é uma coisa que acontece. Faz parte do trabalho, tem o ônus, tem o bônus, acho que tá tudo bem. Eu já me acostumei com esse lado, é normal. Pessoalmente, graças a Deus, meu trabalho é só coisa boa. Na vida real, né? Porque eu acho que são duas vidas diferentes, duas realidades diferentes, a da mídia, dos sites, da internet, que criam uma realidade meio louca e a vida real em que acontecem coisas completamente diferente. O público responde de outra forma, poxa, graças a Deus, aonde eu vou a galera acompanha. É outra história. Eu separo muito o que é vida fake, internet, do que eu vivo na minha vida real, que,  graças a Deus, é muito bom.
 
Larissa (verdadeiro nome de Anitta) é muito diferente de Anitta?
 
Não! Assim, Anitta é uma parte minha que eu deixo mais em evidência. Eu, como Larissa, tenho a parte mais séria, cuido da minha carreira, administro, faço reunião, tomo decisões... E tem a parte mais bagaceira também, que não pode colocar muito na Anitta que a galera pode enxergar de uma forma errada (risos). Então eu acho que há uma balança aí, mas não é muito diferente não, é meu jeito...
 
E como é organizar essa carreira toda sozinha e sendo tão nova?
 
Dá muito mais trabalho, mas eu sinto muito mais segura. Porque aí eu tô vendo tudo que tá acontecendo. Eu consigo saber de verdade, se você me mandar uma pergunta, eu vou receber essa pergunta e saber que você mandou ela pra mim. São coisas que agora eu consigo controlar, tomar essas decisões. Se eu hoje tô aqui o dia inteiro falando do meu bloco pra todo mundo, fui eu quem decidiu fazer isso, tá sendo um dia prazeroso pra mim de trabalho. O trabalho inteiro sai com mais prazer, assim. Meu clipe, nossa. "Ritmo perfeito" foi o primeiro clipe que eu fiz tudo sozinha, e a continuação dele também. Eu fiz em três dias com muito mais calma, antes era tudo em um dia e eu acabava querendo morrer. Era uma coisa de louco, hoje em dia não. Eu planejo tudo, eu escolho como vai ser meu dia-a-dia: quais dias serão de folga, quais dias não serão. Eu tenho um controle maior e consigo ser mais feliz porque são decisões minhas. Dá muito mais trabalho porque eu quero fazer cada continha, eu quero ver cada nota fiscal, eu quero ver o trabalho de cada um, porque assim, não adianta depois se der problema dizer ‘ah não, foi fulano', não, a conta sai em cima de mim. Então eu tenho que ficar de olho.
 

 
Quais os planos para 2015? Você acabou de lançar o Clipe de Ritmo Perfeito...
 
Gente, não tem nem um mês de clipe e já tá com 3 milhões de acessos. Tem uma continuação que a gente planejou em liberar quando chegar em 8 milhões de acessos. Tem uma outra forma de liberar também, mas eu não vou dar dica nenhuma. Os fãs vão ter que descobrir sozinhos (risos) ou eles chegam em oito milhões, ou tem uma outra forma aí que é com eles. Tem uma charadinha dentro do clipe que eles já descobriram e dá uma dica pra continuação. Porque, quando eles acessam o clipe várias vezes, prestam atenção e percebem que tem uma dica lá dentro. Então, eles já acessaram e já viram isso e tal. Mas o clipe mesmo, ou eles chegam em oito milhões ou descobrem a pista que tá solta por aí em algum lugar. É muito legal essa interação, sabe? Eles ficam curiosos, é muito maneiro.
 
Planos para o próximo CD e DVD? Vimos umas fotos mostrando uma gravação no Instagram...
 
Tô gravando! São músicas muito maneiras, têm parcerias nesse cd. Só que só vai sair no fim do ano, porque eu quis fazer tudo com muita calma. O primeiro foi com muita pressa, tudo em cima da hora, não deu tempo de planejar tudo. Mas nesse não, tô planejando tudo com muita calma, sem correria, e só vai sair no fim do ano, mas vai sair perfeitinho. É um cd completamente eclético, o Ritmo Perfeito já é mais eclético né? Mas este vai sair bem dançante também, eu e meus produtores achamos o melhor de todos. Estamos sem conseguir saber escolher qual vai ser o single, porque está muito legal.
 
E quanto a carreira internacional, você está pensando por agora?
 
Tô, mas assim... Minha carreira aqui no Brasil está muito forte agora. Pra eu fazer uma carreira lá fora que realmente tenha impacto, eu teria que me dedicar muito, passar um tempo. Então eu teria que abrir mão de uma agenda boa aqui, que tá dando muito certo. Então eu preferi esperar um pouco pra ter mais tempo de me dedicar a isso. Porque lá fora eles só me enxergaram quando aqui fez sucesso né? Então não posso abandonar as coisas que eu conquistei aqui, não dá.
 
Para finalizar, nos conta às novidades que você vai trazer para o bloco. Repertório, figurino. O que o público pode esperar de Anitta no circuito?
 
Menina, eu peguei dica com Claudinha, Ivete. Liguei e disse 'Olha, vou alugar vocês agora, preciso de ajuda'. Alinne (Rosa) também me deu dica, Léo Santana e a galera dona do bloco também. Fantasia, meu stylist já me mandou sete looks e até hoje ele me manda, não sei o que escolher de tanta coisa legal. Na quinta-feira é o bloco 'Eu vou', sexta camarote Skol, sábado e domingo eu tô em Minas, segunda faço camarote na Sapucaí, na terça eu faço uma matinê pras crianças e a noite uma dobradinha pros adultos. Na quarta de cinzas é um bloco em Cabo-Frio, na quinta tem show no Sul, sexta também, sábado também e no final eu tô morta, beijos. Segue a procissão.
 
Qual a sua aposta para música do carnaval?
 
No Rio a mais bombada de todas é o 'Gordinho Gostoso'. Tem também a do Harmonia, 'Quebrou a cara', mas o Gordinho Gostoso tá fazendo muito sucesso.

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