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Entrevista

Gabriel Gava diz que não é um plágio de Luan Santana, nem Israel Novaes; mas admite semelhanças entre 'Dodge Ram' e 'Fiorino'

Por Fernanda Figueiredo / Marcela Gelinski

Gabriel Gava diz que não é um plágio de Luan Santana, nem Israel Novaes; mas admite semelhanças entre 'Dodge Ram' e 'Fiorino'


Se você nunca ouviu falar em Gabriel Gava, tenha certeza de que ainda vai escutar muito sobre o menino de apenas 21 anos que está estourando nos quatro cantos do Brasil, em um fenômeno semelhante ao que aconteceu com o cantor sertanejo Luan Santana. Aliás, as semelhanças entre os dois não param por aí. Gabriel é quase uma réplica de Luan Santana! Ou de Israel Novaes, que estourou com o hit “Dodge Ram”, que se parece com Gusttavo Lima, que, por sua vez, é uma cópia de Luan (ufa!). Pois é, Gabriel é mais um nesse “boom” de menininhos no mercado sertanejo, para a alegria da mulherada. Mas voltemos ao Dodge Ram. Se você curtiu a música, vai adorar a canção de trabalho de Gabriel, “Fiorino”, uma espécie de arrocha universitário com sertanejo. Mas Gava jura que, em seus shows, tem muito mais que uma Land Rover e gatinha no fundo da Fiorino. Para conhecer um pouco mais deste jovem, só indo no show “Circulando de Fiorino” que acontecerá neste domingo (7), no Barra Hall, a partir das 16h, e, claro, lendo esta entrevista exclusiva da Coluna Holofote, que passeou na vida pessoal e profissional do rapaz e traz boas novas para as garotas.

 

Coluna Holofote: Primeiro show em Salvador?
Gabriel Gava:
Pois é. Primeiro show em Salvador e eu estou muito feliz de estar aqui, logo na capital, né? É uma responsabilidade muito grande estar fazendo um show aqui, mas eu estou muito feliz mesmo com esse projeto novo, graças a Deus.

CH: Você já tem fãs em Salvador?
GG:
Já tenho, sim. Eu fiquei sabendo que eu já tenho fã-clube aqui já e a gente vem trabalhando um pouquinho pro lado de cá e cada dia temos crescido mais. Deus tem nos abençoado e tudo tem dado certo.

CH: Você já ouviu falar do público baiano. Como é a receptividade dele?
GG:
Já, sim. Claro! Os baianos são famosos demais. O calor do público baiano nem se compara. A gente vem fazendo shows pelos quatro cantos do Brasil e eu já toquei aqui na Bahia. Eu fiz um show em Barreiras – só que é bem distante daqui, né? – em uma exposição, e foi um show para 60 mil pessoas lá. Foi muito bom, marcou mesmo. Porque já tinham me falado do público baiano, que é um público quente, e nesse show eu pude comprovar isso aí. Não é conversa, não.

CH: Além de “Fiorino”, o que mais vai ter no show que você está preparando para domingo?
GG:
Hoje a música sertaneja, ela faz parte de todos os estilos musicais, vamos dizer assim. Então, em meus shows tem pop, tem rock, tem um axé também, que o pessoal gosta... Tem vários momentos especiais nos shows e, assim, várias músicas minhas também, muita música dançante, muito arrocha também, que o pessoal gosta e eu não posso deixar de tocar. E várias músicas de outros cantores, também.

CH: Mas seu estilo, qual é?
GG:
Eu sou sertanejo. Mas, hoje, o estilo é mais pelo nome e tal. Porque, hoje em dia, a música sertaneja tomou uma dimensão muito grande e já abrange vários ritmos, vários estilos.

CH: Até porque, “Fiorino”, que é a música que tem lhe projetado, é um arrocha, né? Ou é sertanejo? Como você define?
GG:
Justamente. Eu defino como um arrocha, mas só que o arrocha a gente costuma falar que já está englobado no sertanejo. Lá em Goiânia já é um estouro isso aí. O que se fala lá em ritmo é arrocha. O povo fala que é arrocha universitário, mas o arrocha é baiano. E a gente trouxe um pouquinho desse arrocha baiano para o sertanejo, que já é com banda, com outra roupagem musical.

CH: Pois é. Vocês roubando nosso arrocha e a gente fabricando sertanejo. Você já deve ter visto alguns produtos sertanejos que têm saído da Bahia, como Seu Maxixe, Danniel Vieira... O que você acha do sertanejo baiano?
GG:
É verdade (risos). Eu conheço esses artistas. Já escutei. E a cultura já fala que a música sertaneja está em todo lugar, como o axé, como vários outros estilos. E assim, quem cresce ouvindo o sertanejo ou o axé, tem no sangue e sabe fazer. Independentemente de ser de Goiás ou da Bahia, se você tem o sangue sertanejo, você vai fazer bem, com certeza.


CH: Você tem quantos anos?
GG:
Tenho 21 anos.

CH: Pois é... Que “boom” é esse de menininhos novinhos no mercado sertanejo? É você, Israel Novaes, Gusttavo Lima, Luan Santana...
GG:
Eu acho que essa questão de idade, de juventude... O público estava muito carente de músicos jovens e o sertanejo veio justamente para mudar isso aí e quebrar muitas barreiras antigas, porque antes eram músicas sertanejas, mas com raiz, que o pessoal só escutava isso e tinha muito preconceito. E hoje, não. Já veio com esse nome de sertanejo universitário justamente para estar pegando esse público mais jovem, entendeu?

CH: Então seus shows são voltados só para o público jovem?
GG:
Justamente.

CH: Então, não tem música de raiz em seu repertório?
GG:
Tem. Tem várias músicas, porque você não pode perder a essência também. Então, eu toco muita música do sertanejo antigo. Tem Chitãozinho e Xororó, Zezé Di Camargo e Luciano...

CH: Você enfrentou alguma dificuldade quando você começou, por conta dessa coisa de sertanejo universitário? Você é de Goiás?
GG:
Não. Eu sou capixaba, mas moro em Goiânia hoje. Sou capixaba, sou vizinho de vocês. Pois é. Eu comecei a trabalhar profissionalmente como músico aos 16 anos. E, assim, já participei de várias bandas de axé, de forró. Tenho muita experiência nesse lado musical também. E, com esse trabalho novo, vai fazer um ano que eu estou morando em Goiânia e é na mesma produtora que o Léo Magalhães, é o mesmo escritório. Então já tem um tempo. Eu trabalhava no Espírito Santo com outras bandas.

CH: Tem pouco tempo que você está nessa carreira solo. Quem é seu espelho? Em quem você se inspira para compor seu visual, cabelo, figurino, repertório?
GG:
Na verdade, minha essência é o sertanejo antigo. Eu sempre escutei, sempre tive a raiz. Meu pai, minha mãe, meus familiares sempre escutaram e eu pegava deles. Mas sempre escutando coisas novas também, não apenas o sertanejo, como o axé, o pop, o black. Não pode só voltar para um estilo. A gente tem que buscar sempre um refúgio em vários estilos para criar seu estilo próprio.

CH: Sua família é de músicos?
GG:
Não, não. Só tem eu, o aventureiro. (risos)

CH: “Fiorino” tem uma pegada de “Dodge Ram”. Seu visual lembra muito o de Israel Novaes. Você é uma réplica de Israel Novaes? De repente, pegou carona no sucesso dele?
GG:
Eu não vejo como isso, não. Porque também veio o Camaro Amarelo, tem vários estilos. As músicas do arrocha hoje têm as melodias parecidas. Você toca uma música sem cantar e já parece que está tocando outra, e vice-versa. Conheço Israel, tenho intimidade com ele, jogo bola, brinco com ele. Não me acho muito parecido com ele, não, mas é o mesmo estilo, o mesmo segmento.

CH: O estilo de vocês é muito parecido com o de Luan Santana. Já que ele é o cara do momento, vocês extraíram essas características dele?
GG:
Eu digo que ele foi o propulsor desse estilo novo de cabelo. Mas isso de cabelinho pra cima já tem muito tempo. Eu já usava o cabelo assim muito antes de Luan fazer sucesso. Mas ele que lançou na mídia e deu o passo inicial. (risos)

CH: E como você está lidando com o assédio das meninas?
GG:
O assédio sempre é bom, né? Claro. A gente retribui com muito carinho, sempre.

CH: Você anda distribuindo selinho, tipo Luan Santana, Gusttavo Lima?
GG:
(risos) Não, não. Eu sou mais reservado, mais tímido.

CH: E está solteiro?
GG:
Solteiro, solteiro. (risos)

CH: Você conhece as demais atrações do evento?
GG:
Conheço sim. Já ouvi falar de Chica Fé, Danniel Vieira...

CH: Você é a atração principal da festa?
GG:
Na verdade, o “Circulando de Fiorino”, que é o nome do evento, é uma festa da banda Chica Fé e eu vou fazer um show lá. Não vou como convidado, não. É show mesmo. Serão quase duas horas de show. E eu quero convidar a todos para participar dessa grande festa no dia 7 de outubro, junto com a gente!