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‘O Pagodart agora é meu, uma nova direção’, diz Flavinho sobre retorno

O cantor Flavinho fez sucesso à frente do Pagodart, mas depois de um encerramento conturbado, está de volta ao comando da banda. O lançamento da nova banda Pagodart em Salvador acontece na próxima sexta-feira (14), no Cais Dourado, no evento Massa Prime. "A gestão antiga não existe mais, hoje é outra direção. Hoje, eu venho como dono da banda, eu e meus sócios ajeitamos as coisas. No tempo que eu estava no Pagodart, eu era funcionário", contou, em entrevista na redação do Bahia Notícias. Agora um dos sócios detentores da marca, o vocalista fala sobre a nova fase do pagode baiano e comenta um pouco sobre os planos para os ensaios de verão, Réveillon e Carnaval. Confira a entrevista completa na coluna Holofote!

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“O que tenho que fazer bem é cantar. O dia que não estiver cantando direito, todos vão ter razão em falar".

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Terça, 09 de Agosto de 2011 - 00:00

Analice Salles dispara: 'Quem segue Kelly Cyclone é um fora da lei'

por Fernanda Figueiredo

Quem pensa que a jornalista Analice Salles assumiu o programa Na Mira apenas para tapar o buraco deixado pelo apresentador Uziel Bueno está muito enganado. Primeira mulher na Bahia a assumir um programa exclusivamente policial, Analice foi um nome cogitado desde o início e já ganhou espaço e audiência, além de possuir pretensões que prometem revolucionar o mercado do jornalismo para a ala feminina. Ousada, Salles diz não temer o preconceito e confessa que ser mulher nessa área policial até lhe facilita as coisas. Sobre ter uma irmã delegada, ela surpreende: “Como ela é da 7ª, você acredita que as coisas chegam com mais dificuldade para mim? Acredite”. Após a morte da “patroa do tráfico”, Kelly Cyclone, o clima esquentou entre a apresentadora e um tal de “Boca Grande”, que ela fazia questão de falar em bom tom durante o Na Mira. “Aqui ninguém faz apologia ao crime não, viu seu Boca Grande?”, provocou. Ficou curioso para saber a quem ela se refere? Leia a entrevista e saiba inclusive das pretensões políticas e jurídicas da apresentadora. Confira!




"É triste perceber que a gente luta para preservar a imagem de um programa desse, e ver que colegas trabalham na contramão, de encontro ao que eu estou fazendo"



Por Fernanda Figueiredo



Coluna Holofote: Algumas pessoas dizem que tem sempre a impressão que você é temporária. Você acha que já passou dessa fase?
Analice Salles:
Com certeza, principalmente com os últimos acontecimentos. Mas, eu quero frisar que, desde o início, foi uma substituição permanente. Nunca houve nenhuma dúvida. Só lembrando que eu era repórter do “Que Venha o Povo” e eu já conhecia Casemiro de  outros relacionamentos de trabalho – do “Fala Bahia” de Emmerson José, na TV Bahia, que ele também trabalhava - , então, quando ele veio, ele me convidou. Aí, eu ocupei o lugar da Luana Monalisa, que estava com sua carreira de cantora, então precisava, com urgência de uma repórter. Então, eu saí de um estilo de programa mais sério, sisudo – eu era repórter e apresentadora da TV Oeste, que é uma afiliada da TV Bahia, em Barreiras – e vim para cá, então, eles já conheciam o meu trabalho.



CH: Como veio o convite para comandar um programa policial?
AS:
Quando o colega Uziel Bueno resolveu seguir sua carreira política, a diretoria da TV Aratu pensou em mim e eu fui ficando e acho que, nos últimos tempos, a resposta do público foi muito rápida. Porque eu fiz um ano no dia 28 de maio e já ficou a minha cara apresentando, as pessoas já me conhecem, eu sou a única mulher a apresentar um programa policial.



CH: O seu nome foi o primeiro a ser cogitado pela TV Aratu ou eles pensaram em outras pessoas?
AS:
Eu fui o primeiro nome. Uziel saiu na segunda-feira e eu estava fazendo minha matéria na rua e na segunda-feira mesmo eu fui convidada pela diretoria “você topa?” e eu disse “topo” e fui com a cara e a coragem.



CH: Mas você já tinha tido experiência como apresentadora?
AS:
Ah, sim! Mas eu apresentava programas jornalísticos tradicionais, no estilo global, aquele perfil. Mas eu nunca tinha apresentado um programa popular. Eu nunca apresentei o “QVP”, você tira daí.



CH: E você topou apresentar um programa policial pelo dinheiro?
AS:
Pela oportunidade. Pelo dinheiro não, porque, por enquanto, eu ainda não cheguei nesse patamar (risos). Então, eu fui pela ousadia. Eu costumo dizer que eu consigo fazer todos os tipos de jornalismo, eu vou do caviar a rapadura: eu sei fazer o sisudo e sei me aproximar do popular. O programa de Casemiro Neto é um programa que abrange várias coisas... A saúde, a segurança pública, a ajuda social e o Na Mira é um programa policial, então, precisava de um pulso firme.



CH: Qual foi a sua maior dificuldade ao assumir o “Na Mira”?
AS:
Eu acho que a dificuldade foi de todos. Porque muitos dos que me abraçaram aqui já tinham a equipe formada, a equipe certa e eu cheguei, a única pessoa “intrusa”, digamos assim. Apesar de que, muitas pessoas já me conheciam. O diretor do programa mesmo, Pablo Reis, eu já tinha tido a oportunidade de trabalhar com ele no “QVP”, porque ele era o diretor na época também e ficou compartilhando os dois por um bom tempo e eu achei que ele me abraçou de uma maneira muito forte. Aliás, toda a equipe, todo mundo com o maior carinho. E eu não sei se você se recorda, mas eu peguei o programa na época da transição do colega Uziel para a política; peguei na Copa do Mundo; na greve da polícia e isso é importante, porque me pesou bastante e eu sempre conseguindo juntar os mesmo pontos e, às vezes até, passando de audiência a concorrência e foi o que me surpreendeu, o que fez a casa me abraçar ainda mais e topar seguir comigo.



CH: É difícil ser mulher no comando de um programa que, até então, era liderado apenas por homens?
AS:
Eu não diria difícil. Mas é inusitado. Quando eu vou fazer matérias de incursões policiais – apesar de que, eu já fazia incursões policiais no QVP, mas agora eu tenho que abraçar totalmente o lado da polícia e da segurança pública – eu sinto todo o carinho dos delegados, dos praças, dos soldados, dos coronéis, dos comandantes comigo. E eles sempre me dizem “menina, você me surpreendeu!; Menina, você sempre vai além em suas pautas, você faz mais” e isso para mim foi importante.  Então, eu acho que o desafio a gente tem que abraçar, é como se fosse a última oportunidade, então, vamos fazer o melhor. De lá sai outra coisa. Acredito muito nisso.



CH: Você acha que pode servir de inspiração para outras mulheres se lançarem em programas policiais?
AS:
Olha, eu tenho recebido muitas visitas de estudantes de jornalismo das faculdades, principalmente da federal, a Lupa, já dei várias entrevistas para a Lupa e os estudantes dizem que ficaram impressionados. E eu sempre convido eles para assistirem ao programa ao vivo aqui comigo para ver como é que funciona os bastidores. Mas é bom frisar que eu não faço tudo sozinha. O programa é feito por uma equipe: tem todo um lado de cinegrafistas, de produtores, de repórteres, de editores que fazem o diferencial. Então, nosso trabalho não se resume só a informar, tem toda uma edição, porque o nosso diferencial são as nossas edições também, a maneira como é abordado, a maneira como o diretor gosta que as coisas sejam feitas.



CH: Você pretende pautar sua carreira nesse tipo de programa?
AS:
No momento eu estou como apresentadora de um programa policial e abraço isso. E acho que a gente pode fazer um programa desses se tornar um programa com muito mais horas ou passar em outros horários também, fazer reprises também e pode ser um programa, sim, nacional e isso é o que a casa vai decidir, a diretoria, mas eu acredito que nós podemos crescer cada vez mais. Nós temos equipe para isso e formação para isso. É o que eu digo, se surgir um convite... Toda mudança é importante! A depender do tipo de trabalho, a gente tem que analisar. Mas, por enquanto, eu estou bastante satisfeita mesmo com o resultado que a gente tem obtido com o programa Na Mira.



CH: Você tem algum receio da sua carreira ficar marcada por ser apresentadora de programa policial?
AS:
Acredito que não. Porque, quem me conhecia, sabia do meu projeto. Imagine que eram meus colegas da TV Oeste, afiliada da Rede Bahia, o Emmerson José do Fala Bahia – que eu fui repórter  e produtora dele nas horas vagas, quando eu estava de férias – e vim para cá e também fazer um programa do nível do QVP, eu também fazia incursões policiais no QVP e ali eu fui me aproximando desse perfil e ali eu me tornei, também, uma repórter de polícia. Então, se algum dia eu vou fazer um programa que vai abranger mais coisas, do tipo do Que Venha o Povo, eu acredito que eu não teria dificuldade nenhuma, porque eu teria mais assuntos a serem abordados. No policial é mais difícil, porque nós só temos um tema e temos que tratá-lo, criar polêmica em cima disso e pedir melhores condições de vida para a população. E eu acho que, quando a gente faz um programa popular, se aproxima do público e todo mundo que diz que não gosta desse tipo de programa ou falam alguma coisa, um dia já morderam a língua e assistem, sim. Hoje em dia, o Na Mira tem servido de pauta para jornais impressos, para rádio. Então, houve uma mudança da credibilidade.



CH: O fato de sua irmã ser policial influencia na sua atividade profissional?
AS:
Não, muito pelo contrário. A minha família é de jornalista. Meu pai, o falecido Walter Sales, era jornalista e advogado. Minha família é toda da área jurídica. Eu tenho tia desembargadora, outra promotora e eu também faço Direito, na Universidade Católica, curso agora o 4º semestre, e isso me ajuda bastante, me dá todo embasamento para o programa. Isso eu já fazia na época do QVP e já era meu pensamento fazer quando tivesse condições e tal e eu estou fazendo. E minha irmã é uma personagem parte da sociedade. É uma pessoa que, quando sai daquela delegacia, é uma cidadã comum.



CH: Mas o fato dela ser delegada e você comandar um programa policial faz com que você tenha informações privilegiadas?
AS:
Não, muito pelo contrário. Eu sou cobrada aqui e ela é cobrada lá. E eu acho engraçado, uma coisa eu posso te dizer: na 7ª Delegacia as coisas acontecem. Como ela é da sétima, você acredita que as coisas chegam com mais dificuldade para mim? Acredite. Em um ano, a gente só fez três matérias lá e não foram no plantão dela. A concorrência faz mais. Na minha família, a gente sempre procurou crescer com as próprias pernas. Meu pai faleceu e era um jornalista muito conhecido da área, mas eu nunca tive alguém para me indicar, sempre tive que correr atrás.



CH: Você disse aí que é estudante de Direito. Existe pretensão de seguir carreira jurídica ou é só para lhe dar embasamento para seu programa?
AS:
A gente tem que pensar no dia de amanhã, para depois não estar batendo na porta de ninguém. Mas o importante é a gente crescer e essa parte intelectual para mim é muito importante. Então, eu vou me formar, vou tentar concurso e, quem sabe um dia, eu não me torne uma juíza criminal?



CH: Qual a contribuição, para a sociedade, do programa “Na Mira”?
AS:
Em primeiro lugar, denunciar. Isso é o que eu mais escuto do comando da polícia militar, do secretário de segurança pública, como cresceu, quando se coloca o destaque para o 3235-0000, a participação do povo, o povo precisa perder esse medo, porque denunciar é importante. E mostrar a realidade. Se não fosse o programa Na Mira e outros programas policiais, como é que você saberia da realidade? Porque o jornal impresso, as rádios só noticiam que fulaninho morreu na rua tal. Na televisão, você não tem o cheiro, mas você tem imagem e o audiovisual é extremamente importante para as notícias policiais, porque choca mais, abre os olhos das pessoas para encarar a realidade. Ninguém está aqui passeando para ver a Branca de Neve ou a Chapeuzinho Vermelho. A coisa está séria e a violência na Bahia já virou manchete até nos jornais internacionais.



CH: O Ministério Público pegava no pé de Uziel Bueno. Pega no seu também?
AS:
Eu já peguei a fase do Ministério Público, digamos assim... O Na Mira, quando ele se lançou, ele mostrava os corpos mesmo, sem os mosaicos. Eu já peguei na parte do mosaico. O Na Mira, quando estreou, ele era novidade; hoje ele sobrevive na situação de que é jornalismo policial. Então, eu acredito que nós continuamos a manter o nível do que ele estava, mostrando a realidade, mas cumprindo o estabelecido pelo Ministério Público. Então, se é para colocar mosaico, nós vamos mostrar o que puder ser mostrado, mas sem esconder a realidade da população, isso que é importante, é isso que nós fazemos. Às vezes as pessoas mandam e-mail perguntando porque colocamos o mosaico. Mas aí foi toda uma passagem para manter o programa e isso acontece em todo o Brasil. Nós tivemos que nos adequar às leis e é o que estamos fazendo. Nós não somos nenhum fora da lei que, por questão de ibope, vamos passar coisas que não deveriam. Então, que bom que, desde que eu assumi o programa, não chegou nenhuma intimação. Eu tento manter todo o limite. Eu não passo aquelas brigas ao vivo, bate-boca, não... Eu preservo e os Direitos Humanos, em certo sentido – não que eles vão apoiar o programa Na Mira – chegou num patamar em que as reclamações diminuíram consideravelmente.




"Eu acho que é o reflexo de como os jovens perderam os seus valores. Os heróis são diferentes. 'Vida louca, vida breve'" 



CH: Existe rivalidade entre os apresentadores de programa policial na Bahia ou é somente impressão?
AS:
Não é questão de rixa. A concorrência existe e eu acredito que é saudável. O que é que acontece em todas as emissoras? Você vê a Globo brigando com a Record a questão de igreja e isso é basilar, isso é normal. Mas é como eu sempre digo aqui: eu não vendo minha alma ao diabo. Eu tenho que mostrar a realidade e eu tenho meus limites. Como eu te falei, a gente não promove a execração pública de presos, eu não bato boca com presos numa delegacia e isso é muito importante: ter limites. Não se pode ir a carceragem e eu não vou; eu passo pra minha equipe respeitar a família do preso, se ela não quiser  dar entrevista. Então, eu não vou além dos limites por ibope. Isso, não. Tudo que eu já consegui aqui foi dentro dos limites profissionais e pessoais de quem foi entrevistado e da vítima.



CH: Você acha que a imprensa tem culpa nessa glamorização do crime, que teve com a figura de Kelly Cyclone?
AS:
Acredito que não. A gente mostra, realmente, o que ela é. Eu posso falar pelo meu programa. E o papel do Na Mira, desde o início - inclusive com a história da Kelly Sales Silva, conhecida também como Kelly Doçura -, as imagens que nós mostramos dela fazendo apologia ao crime pelo Orkut, não é que nós descobrimos, ela sempre foi estampada nas manchetes policiais, isso não é novidade, ela era a patroa do crime, sim; ela era conhecida, todo mundo já sabia da situação dela; os jovens que a seguiam no Twitter e continuam seguindo – eu falo que depois da morte dela isso cresceu bastante – mas essa realidade, essa transparência, eu acho que é o reflexo de como os jovens perderam os seus valores. Os heróis são diferentes. “Vida louca, vida breve ”. Quem for seguir Kelly Cyclone e achar que aquilo ali é normal e achar que aquilo ali é um exemplo, pra mim, também é um fora da lei.



CH: Então, a imprensa não tem nada a ver com o “sucesso” de Kelly Cyclone?
AS:
Muito pelo contrário. A imprensa mostra quem ela é. Agora, o que ela mostrava mais em seus vídeos, através do Orkut são coisas bem piores e que, às vezes, você não fica sabendo, mas seu sobrinho está ali vendo, acessou o site dela, mas não precisa contar a você que viu. São muitos vídeos, que a gente não pode mostrar aqui, mas tinham vídeos com ela nua, fazendo apologia ao crime, às drogas, a família, filho. E quantas mães vão trabalhar, dão dinheiro para o filho ir jogar na lan house e eles estão acessando as páginas dessa mulher. O Na Mira alertou isso desde o início e não faz apologia ao crime.



CH: A quem você se refere quando fala em seu programa “aqui a gente não faz apologia ao crime não, viu seu Boca Grande”?
AS:
Boca Grande é o que todos conhecem, é o Boca Grande (risos). Hein, Fernanda? Todos sabem quem é o Boca Grande. E o que eu quero alertar é que todos nós da imprensa ficamos chocados porque, à medida que a pessoa defende a outra pessoa que é fora da lei, ela está fazendo apologia e isso está em um dos artigos do código penal. Se eu não me engano, é o 287. Então, isso é triste para a imprensa, principalmente para quem faz programa popular. Porque a gente luta para preservar o programa, para não macular a imagem de um programa desse, que vai ganhando a credibilidade, principalmente do programa que eu estou à frente, que é o Na Mira e perceber que colegas trabalham na contramão, de encontro ao que eu estou fazendo. Isso é triste! Então, a gente abriu essa polêmica e, graças a Deus - acredito que isso foi um diferencial marco - porque minha caixa de e-mail do namira@tvaratu.com.br bombou de apoio de colegas jornalistas, advogados e eu achei isso interessante, a postura. E aí eu percebi que, desde o início, a equipe do Na Mira não estava errada. Mas tudo tem seu tempo e eu acho que isso vai do amadurecimento e eu encontrei o amadurecimento da minha equipe mais cedo, mais precoce, mas isso vai acontecer com o tempo.



CH: Na sua opinião, os meios de comunicação que abriram espaço para Kelly Cyclone, mostraram a vida dela, trataram-na quase como uma celebridade, acabaram influenciando alguns adolescentes que hoje enxergam o crime de forma glamorosa?
AS:
Eu vou repetir para você: eu posso falar pelo Na Mira. O Na Mira, desde o início, ele não fez apologia ao crime e mostrava o preto no branco, a realidade, as pessoas com quem ela se relacionava. Eu não vou julgar, mas eu sei que eu mostrava a situação de Kelly Cyclone. “Ah, porque ela não era traficante”. Sempre esteve estampado, inclusive em vídeos da concorrência, ela foi presa, era traficante e todo mundo noticiou isso: Gloco, SBT, Band local, nacional, todos, na época, estamparam “Presa traficante Kelly Cyclone”.  Mudou de 2010 para cá? Que é que foi que erraram? Porque todos estamparam com essa mesma manchete. A relação dela com o tráfico de drogas já está provada, as ocorrências policiais, a família toda envolvida numa situação bastante peculiar de desequilíbrio mesmo, de homicídio, de assassinato, de tráfico de drogas. Então, o que nós procuramos mostrar desde o início foi a transparência e a realidade ao público.



CH: Na semana passada, você disse que tinha recebido a ligação de um apresentador de programa popular para dizer que estava ao seu lado sobre a história de Kelly Cyclone e que não apoiava o que algumas pessoas da imprensa vinham fazendo, colocando-a como um mártir. Quem foi esse apresentador?
AS:
Eu não posso tocar no nome, mas quem acompanhou sabe. Eu vi as pessoas comentando, o meu público conversa muito comigo e todo mundo falando “você assistiu?”; “você viu?”. E se eu não tivesse visto, está no Youtube. O povo não é idiota, o povo não quer ser enganado. E  eu não poderia esperar outra coisa de pessoas sensatas, que demonstram apoio não para mim, mas para toda a sociedade, que não quer ser ridicularizada, que não quer ser enganada e que não é boba. Eu não vou apoiar uma pessoa que é traficante. Eu achei isso bárbaro! Você elogiar um trabalho ao vivo. Isso demonstra a sensibilidade onde você pegou. Talvez, o ibope não esteja acima de tudo para essa pessoa. Ela teve um senso crítico daquilo que estava sendo tratado, que não pode ser esquecido.  E o nome desse apresentador, quem vai acessar a entrevista sabe, as pessoas já sabem.



CH: Assim como seu antecessor, você pretende se lançar na carreira política?
AS:
No momento, agora, estou focada no meu programa Na Mira, é o que eu estou conquistando e eu acredito que é só o início para toda a equipe e eu tenho certeza que a TV, a casa, João Coelho, Ana Coelho, todo o pessoal vai apostar ainda mais no Na Mira, mais do que já tem feito, com nosso novo gerente de conteúdo, o Chagas e o Cristiano Galdeira e isso é muito importante. Eu tenho certeza que eles vão ter planos e projetos bacanas pra gente e eu faço a minha parte, estudando sempre, lendo bastante, acompanhando e fazendo Direito. Eu digo pra você que minha proposta hoje é ser uma das melhores estudantes – eu busco estudar e ser exemplo. Eu procuro me destacar, tanto no meu trabalho, como enquanto pessoa, como irmã e como estudante, como acadêmica de Direito. É muita cobrança, acredite. E, graças a Deus, eu recebo apoio dos meus professores, de mestres que não assistiam e começaram a assistir e me dão toques e elogiam “pô, tá legal” e isso é bacana. São pessoas que foram contemporâneos do meu pai e que se emocionam e me dizem “menina, como você é retada”. Então, eu tenho levado isso para o meu trabalho e pretensões políticas nesse momento, eu não tenho. Eu acredito que o jornalismo, junto com o direito vai me favorecer muito mais.



CH: Agora, a pergunta que não quer calar “Cadê coco”?
AS:
(risos) Foi um marco e, se a gente já era um sucesso o programa Na Mira, com coco ainda, grande figura esse coco. Coco, inclusive, a gente está vendo se volta com coco no Natal, porque o povo está pedindo coco de Papai Noel. Chegou o ápice de Ivete Sangalo, no São João – eu estava vendo os vídeos – falar do coco. Então, o coco ficou marcado, até você, está vendo? Está todo mundo procurando esse coco. Foi uma alegria, foi uma coisa assim engraçada. Não sei se você percebeu, mas desde quando eu assumi o Na Mira, eu tento levar o coco da matéria mais pesada. Se tiver uma coisa engraçada, eu brinco com aquilo. Porque eu acho importante, eu acho que pode mostrar o drama, a realidade, mas se tiver uma dose de humor e o coco foi uma situação. Não foi nem o coco em si, mas a situação que foi criada com o coco, né?


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