Quinta, 25 de Maio de 2017 - 17:30

Quem é o dono do forró?

por Luis Ganem

Quem é o dono do forró?

O hiato no mercado da música tem feito com que passemos a discutir com muito mais ênfase o “sexo dos anjos” e se quem nasceu primeiro foi o ovo ou a galinha. Coisas que antes passavam desapercebidas, ou eram dadas como desinteressantes, tornaram-se um grande assunto justamente pela falta de assunto. Pode até parecer coisa de maluco – e é mesmo – mas discutir coisas amenas como se fosse o fato mais importante do mundo denota o mar sem vento em que navegamos.

 

Mas nesse negócio chamado meio artístico, sempre algo surge para fazer com que não fiquemos com aquela sensação de que nada acontece. Vai daí que, ávidos por assuntos que possam nos entreter, passamos a comentar esse único tema, tirando dele o que pudermos. Seja da briga entre irmãos, com acusações e desmentidos, seja pela banda familiar que gosta de dar calote em seus parceiros, e que nada acontece com ela e com seus donos, que danam a dar satisfação para quem quiser ouvir – se é que existe quem queira; ao assunto mais comentado do momento – ou único que se tem nesse mês: quem pode e quem não pode tocar em grade de shows de festa de São João.

 

Pois é, o politicamente correto no forró, também chegou – em verdade já estava, só que com menos força – às rodas de conversa do meio artístico. E dessa vez, com mais força, mais chatice, mais gente sedenta em querer dinheiro, mais gente que quer atrapalhar, mais malandros e malandras e mais de tudo um pouco.

 

Olha, pode até parecer brincadeira, mas ‘o couro está comendo’ entre o pessoal do chamado Forró tradicional e o dos outros estilos por conta dessa coisa de tocar em evento de São João. É um tal de direito adquirido, de Constituição Federal e de direito à livre expressão, que se não fosse música, diria que quem estava discutindo o tal do direito era o Supremo Tribunal Federal. 

 

E o imbróglio, ao que parece, está longe de acabar. A turma do Axé mesmo defende que todo mundo – as poucas bandas do ritmo que ainda tocam -  tem que tocar onde quiser. Só esquecem eles que quando eram fortes nunca deram espaço ao pessoal do Forró poder tocar em suas capitanias. Já o pessoal do Forró Eletrônico, que no período de junho e julho chega com força às terras baianas, oriundos do “Nordeste de cima”, dizem que eles também fazem parte do Forró e que essa divisória entre o tradicional e o moderno é apenas ideia de quem quer formar reserva de mercado e não se garante – aparentemente esquecidos de que bandas de forró baianas, salvo uma ou outra, nunca tiveram espaço em outros Estados. E, finalizando, o pessoal do Sertanejo chega dizendo que sendo eles oriundos do interior do Brasil e representantes da cultura do campo, ou raiz, estão tranquilos em poder fazer shows nos meses de São João, São Pedro e Santo Antônio, principalmente na Bahia. Também esquecem eles, e se eu estiver errado por favor me corrijam: não conheço ninguém que jamais tenha visto uma banda de forró da Bahia, tradicional ou pé de serra, ser convidada para um festival sertanejo.

 

Pois essas “dúvidas”, por hora, têm sido a grande conversa do meio musical baiano. Posso quase afirmar que, por conta da falta de shows e dinheiro circulando no mercado artístico baiano, foi instituído o estado de calamidade artística e a expressão ‘farinha pouco, meu pirão primeiro’ nunca esteve tão em voga. 
O pior é que, em vez de se fazer algo novo, de a música criar algo novo, seja lá em que ritmo for, fincamos raiz no ócio criativo em detrimento da criação, achando que isso é o mais certo nesse momento de recessão.

 

Daí fico aqui a me perguntar e caso o leitor queira opinar o faça: você acha que no São João da Bahia só deveriam tocar bandas de forró? 

 

Bom, quem tem seu cavalo que penteie!

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Segunda, 17 de Abril de 2017 - 10:30

Aplicando a engenharia reversa, algo a se pensar

por Luis Ganem

Aplicando a engenharia reversa, algo a se pensar

 É extremamente chato esse ócio criativo que vive a música da Bahia depois do Carnaval. Ficamos ou entramos, sempre literalmente, em um período de calmaria. Engraçado é que mesmo com a efervescência que o carnaval provoca, o novo acaba não acontecendo e somente raras exceções viram expressão de algo que dá para ser aproveitado.

Mas esse marasmo musical – no mercado comercial do axé, que fique claro –, essa falta da continuidade do novo, por que isso não muda? Por que existe essa falta de senso crítico ou de avaliação do nosso meio musical “corporativista” e como se faz para mudar isso? Pergunto eu, pela enésima vez.
 
Fui mais uma vez ouvir os que têm mais experiência que eu, ou ao menos já passaram poucas e boas nessa vida artística como eu passei, para tentar achar algo que pudesse ascender como um começo para mudar essa mediocridade que vivemos sempre pós-carnaval, e achei de novo algo que fez sentido, de forma acanhada, mas fez.
 
E olha, para chegar a esse entendimento, falamos – nas conversas obtidas  sobre tudo, até que, comentando sobre um filme de alienígenas e de uma série sobre alienígenas que passa em um canal fechado, chegamos à tal história da engenharia reversa.
 
Não, senhoras e senhores. Não estou maluco nem tão pouco falando idiotice. Escrevi realmente engenharia reversa. Lógico, na acepção da palavra, o termo engenharia reversa quer dizer mais ou menos algo a se desmontar, desconstruir, analisar, e pra isso, se desmonta peça por peça do objeto montado até ter o mesmo todo desmontado – dai o fator reverso ou de trás para frente , fazendo um estudo aprofundado para poder se conhecer aquela novidade. Pois, tendo dito isso percebi que podemos aplicar essa forma de estudo à música sertaneja
 
Pois tudo ficou bem claro para mim, em uma rápida pesquisa que fiz, que boa parte da estrutura das músicas que são tocadas hoje no estilo sertanejo tem em suas células musicais traços do estilo axé. Podem até achar que é um grande preciosismo da minha parte ter essa visão, e dizer e demonstrar que ritmos podem e devem ser copiados, mas por sua peculiaridade e por ter “vida própria”, já que possui uma festa anual para difundir suas obras musicais, a música da Bahia e mais precisamente o seu axé, quando estudados a fundo, demonstram que seus ritmos e traços melódicos seguem uma cadencia harmônica totalmente diferente do que se vê por aí (existe uma tese que defende que o axé é a mescla de todos os ritmos regionais baianos, suas frases harmônicas, tudo aliado à singularidade diferenciada dos instrumentos de percussão de origem africana), tornando sua sonoridade quase única e reconhecível em qualquer lugar do planeta.
 
E aí? – pode perguntar o filho do cascudo que não entendeu o texto: e a engenharia reversa, onde se encaixa nisso tudo? Para essa indagação faço uma pergunta: como a rapaziada do novo sertanejo chegou a esse formato que tocam e cantam hoje? Simples: bebendo e aprendendo na fonte, que, no caso deles, foi o Carnaval de Salvador e a nossa forma de tocar. E olha, esse click eu tive ouvindo um desses "pela-saco" da música sertaneja, que me chamou a atenção mais pela estrutura harmônica executada do que pela música em si.

Olha, deixamos de cantar o amor, deixamos de cantar sobre Mila e suas noites de amor, deixamos de cantar sobre ser a "flor do reggae", deixamos de cantar sobre o sentimento mais bonito que existe e que sempre foi referência! Sim, deixamos de cantar o amor, sobre beijar na boca, sobre paquerar, sobre cantar a menina, e tudo isso foi captado, absorvido, assimilado pelo sertanejo que, logo no começo da “invasão” alienígena, chegou aqui como quem não queria nada e levou tudo que precisava de conhecimento e aprendizado. E nós? Nós ficamos, a partir da perda da percepção, do oportunismo dos malandros, e até da nossa falta de capacidade de entender o que estava acontecendo, batendo cabeça como um monte de carrinho bate-bate (que por mais que você dirija sempre batem uns nos outros) e mais perdidos que cego em tiroteio.
 
Então, da mesma forma que se faz a engenharia reversa quando alguma nova tecnologia chega desconhecida é estudada a fundo para ser entendida, que peguemos a música que ajudamos a desenvolver e nos engolir – existem céticos que não pensam assim, e eu respeito que fique claro – e a dissequemos ao ponto de entender o que cantar.
 
Talvez, se formos práticos e profissionais, da mesma forma que fomos ao nos dizimar, consigamos nos salvar, a fazer voltar a música que encantava e alimentava um mercado comercial, mas dessa vez com o novo, e sem a intervenção maléfica e proposital dos parasitas da música.
 
A saber: odeio parasitas.

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Segunda, 13 de Março de 2017 - 13:30

Luis Ganem: Uma nova reflexão, talvez

Luis Ganem: Uma nova reflexão, talvez
Demorei um pouco mais dessa vez para escrever sobre o Carnaval, mas, acredito eu, por um motivo justo. Preferi ao longo dos dias que se passaram, e antes do começo do ano - afinal o ano só começa quando acaba o Carnaval – ouvir um pouco mais as rodas de conversas dos “analistas” da folia. O que diziam, pensavam e criticavam em relação à festa. Meio que observador, ouvi de quase um tudo em se tratando de achismo. De ideias absurdas, como, por exemplo, inverter a ordem do trajeto, saindo da Ondina e terminando na Barra, pois o escoamento se daria pelo Corredor da Vitória, ou estendê-lo até o Rio Vermelho, a coisas interessantes, como contemplar mais bairros com o projeto de carnaval dos bairros. Mas – e sempre tem um mas -, é preciso entender e explicar, a despeito do que tem sido dito à boca miúda, porque o Carnaval está menor.

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Terça, 07 de Fevereiro de 2017 - 16:40

Luis Ganem: Se vacilar, o tiro sai pela culatra

por Luis Ganem

Luis Ganem: Se vacilar, o tiro sai pela culatra
Você acredita que vídeos musicais de artistas baianos visualizados em plataformas de internet podem alavancar uma carreira artística? E isso acontecendo, a partir de quantos views (visualizações em inglês) pode-se considerar o vídeo um sucesso musical? Pois essas perguntas – no caso aqui apenas perguntas – foram motivo de questionamento em uma mesa de conversa sobre música quando o assunto entrou nos chamados fenômenos midiáticos e citei, como referência atual, a música 'Me Libera Nega' de MC Beijinho.

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Quinta, 05 de Janeiro de 2017 - 13:20

Luis Ganem: E viva o Samba-reggae!

por Luis Ganem

Luis Ganem: E viva o Samba-reggae!
Primeiro Ato – Cena Um. Cenário: Festival de Verão 2016 Arena Fonte Nova. No palco, a banda Natiruts faz um som que invade o estádio preenchendo seus quatro cantos. Diferenciado, harmonioso, melódico, o som que sai das caixas meio que inunda o ambiente com uma paz quase tátil. De forma uníssona, a multidão presente canta todos os sucessos da banda, deixando clara a ideia de que o Reggae, independente do que digam, ainda não está morto.

Ato dois – mesmo cenário. Desta vez o protagonista é o cantor Saulo Fernandes. O mesmo canta na abertura do seu show um Samba-reggae feito por ele e carro chefe de uma das suas mais recentes obras. De novo de forma uníssona, todos cantam seus primeiros versos, que, não por acaso, enaltecem a cidade do Salvador e dizem, em sua poesia singular: “Salvador Bahia/ território africano/ baiano sou eu, é você, somos nós uma voz de tambor” e emendam em seu refrão: “ África io io / Salvador meu amor a raiz/ de todo bem de tanta fé/ do canto candomblé”. A ideia que se tem desta vez é que a música da Bahia não está morta.

Ato final – outro cenário. Ítalo ou MC Beijinho canta um samba reggae no fundo de uma viatura policial – o mesmo foi detido e conduzido à Delegacia acusado de roubo. O Samba-reggae “Me Libera Nega”, feito pelo MC, ganha corpo e em pouco tempo, na voz do cantor e compositor Filipe Escandurras, cai na boca do povo.

Nos fatos narrados acima, duas coisas ficaram claras, ou melhor, três. Primeiro que o Reggae, diferentemente do que diziam, nunca saiu de moda. Segundo que o Samba-reggae – a essência da música baiana – é parte importante na retomada da primazia do negócio música no cenário nacional. E terceiro: o Axé redescobriu sua fórmula do sucesso.

Isso mesmo! Dado o que vi no Festival de Verão com o Axé de Saulo, o Reggae do Natiruts e, agora, com Filipe Escandurras e MC Beijinho, não tenho dúvidas em afirmar que nossa música pode voltar a crescer novamente em 2017. E olha, sendo muito sincero, se isso acontecer, e a despeito do esforço de todos os artistas que compõem a nossa constelação musical, teremos que tirar o chapéu para Saulo Fernandes.

E podem dizer o que quiserem, refutar minhas palavras, dizer que estou errado ou maluco, mas, desde “Raiz de Todo Bem”, Saulo vem remando contra a maré do modismo encabeçado pelo sertanejo e outros modismos atuais, buscando, antes de mais nada, trazer em suas melodias e letras a essência do som da Bahia.

Até para servir de exemplo do desprendimento e da vontade desse rapaz em fazer renascer nosso samba reggae, voltando ao Festival de Verão, lá estava eu vendo o show dele, que de pronto já faria jus a tudo que escrevi até aqui sobre esse resgate, quando, de repente, ele pega uma pequena viola de cor preta e inicia uma música chamada: “Deixa Lá”, composição dele e de um dos grandes compositores da Bahia, Dom Chicla, de quem aqui abro um espaço para falar. Pense em um cara gente boa. Esse é Dom Chicla. Compositor de mão cheia, conheço poucos tão bons ou iguais a ele. Do Harmonia a Ivete Sangalo, passando também por Saulo, pode ir lá conferir que, no presente ou no passado, haverá alguma música de Dom Chica. Sujeito agradável, sempre sorrindo, sempre simpático, “Dom”, como é tratado pelos amigos, tem literalmente essa dádiva de escrever letras e fazer melodias. Posso afirmar que é uma daquelas pessoas que quando você conhece percebe que o cara é do bem. E antes que alguém diga que Filipe Escandurras é melhor que ele, sinto dizer: são irmãos.

Bem, dito isto e voltando ao que estava contando – até para terminar essa parte do texto - lá estava eu vendo o show de Saulo, quando ele começou a cantar “deixa lá”. Sabe aquela música que faz a diferença em um show e você literalmente para pra escutar? Essa música foi “deixa lá”. Saulo começou a cantar e trouxe, como forma de não deixar dúvidas sobre o estilo dela, uma parte da percussão do Ilê. E aquele ritmo foi inundando a Arena, sendo absorvido pelas pessoas e essas mesmas pessoas, de atônitas com o groove, timidamente começaram a mexer os ombros, a balançar a cabeça, a se deixar levar pela batida, pelo suingue... Olha! Simplesmente impressionante.

Espero ainda poder ver e descrever até o Carnaval mais alguns “atos” como os citados, vindos de Saulo, ou de quem consiga entender a nova “onda” que está chegando na música baiana. Posso dizer e afirmar que não é à toa que a música mais conhecida da Bahia na atualidade é um Samba-reggae. Pode ser inclusive que, para alguns, essa minha reflexão não signifique nada. Mas pra quem tem feeling musical, pode ter certeza: quer dizer muita coisa.

"Deixa lá" 

 

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Segunda, 05 de Dezembro de 2016 - 10:05

Luis Ganem: O ensaio da Timbalada é uma caricatura de si mesmo

por Luis Ganem

Luis Ganem: O ensaio da Timbalada é uma caricatura de si mesmo
Fui e sou instado por e-mails quase sempre a me pronunciar a respeito das movimentações que estão ocorrendo do nosso meio musical. Aliás, a bem da verdade, sou instado há muito tempo a falar a respeito das mudanças que o mercado musical baiano sofre há alguns anos, em princípio decorrente de tentativas de trazer o novo, o inusitado, e eu disse em princípio, pois se formos parar pra ver de perto, o que temos atualmente como fundo é um monte de barraco por dinheiro ou poder, sejam em brigas de ex-amigos ou familiares. Mas uma leva desses e-mails que recebi, me perguntava sobre a nova cantora da Timbalada que foi apresentada oficialmente aos baianos em uma coletiva de imprensa. O que me deixou surpreso nos mails, foi a rapidez em pedir para fazer comentários sobre essa nova cantora, haja vista que a mesma tinha acabado de chegar em terras baianas.

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Terça, 25 de Outubro de 2016 - 15:55

Luis Ganem: Caetaneando com Faustão!

por Luis Ganem

Luis Ganem: Caetaneando com Faustão!
A palavra Caetanear nunca esteve tão em moda. Lógico, em se tratando do verbo criado por Djavan na música “Sina”, feita em homenagem ao aludido cantor baiano, criador da tropicália e vanguarda da música nacional Caetano Veloso, “Caetanear” pode trazer no seu conceito, uma pluralidade de definições que suscitam diversas formas de se entender o verbo criado. Desde seu modo mais simples de significado: “compor como Caetano” ás formas mais diversas do entendimento como: reinventar, inventar, impressionar, modernizar ou somente “Caetanear”, o que posso afirmar, é que neste momento de crise musical baiana, nunca um “jeito de ser”, se tornou algo tão imprescindível.

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Segunda, 17 de Outubro de 2016 - 16:30

Quebradeira baiana: Pagodeiro anuncia documentário sobre história de vida

por Paulo Victor Nadal

Quebradeira baiana: Pagodeiro anuncia documentário sobre história de vida
Desde que despontou como uma grande promessa, quando ainda então comandava os vocais da banda No Styllo, o vocalista Danilo Ferreira Trindade, ou simplesmente, Chiclete Ferreira, talvez passe pelo momento de maior dificuldade no cenário do pagodão baiano.

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Segunda, 12 de Setembro de 2016 - 09:20

Luis Ganem: As lições da vida - aprendendo a agradecer

por Luis Ganem

Luis Ganem: As lições da vida - aprendendo a agradecer
Sábado à noite é sempre uma rotina. Ou se sai de casa em busca de um lugar para bater um papo e comer algo saboroso, ou em casa se fica, e envereda-se noite a dentro, cada um fazendo o que mais gosta, o que inclui dormir. E sendo assim, aconteceu da minha escolha de comer algo saboroso na rua ao invés de ficar em casa. Bem até aí nada demais, até porque sair, comer algo na rua em um sábado à noite é uma opção bacana, mas – antes que alguém fale – em nada tem a ver com o mundo da música, salvo se estiver indo para um barzinho com som ao vivo, ou a algum restaurante que tenha um profissional da música ao piano ou coisa assim.

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Terça, 06 de Setembro de 2016 - 09:20

Quebradeira baiana: Fôlego para a arrochadeira

por Paulo Victor Nadal

Quebradeira baiana: Fôlego para a arrochadeira
Quem acredita que a arrochadeira já apostou todas as suas fichas, engana-se. Tem novidade pintando na área e confiando em um novo recomeço no verão 2017.

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