Em pedido feito a Costa, parlamentar cita líder do PP
Por Ricardo Brandt e Fausto Macedo | Estadão Conteúdo

Foto: Marcos Arcoverde/ Estadão Conteúdo
Foto: Mrcos Arcoverde/ AgêFotoncia Estado
O pagamento teria sido feito em 2010, depois que a comissão foi encerrada em dezembro, sem punições. No e-mail de Sessim a Costa, ele indica os dados da empresa que aluga carros e máquinas. "Agora, estou enviando os dados, solicitando, se possível, encaminhamento para grandes empresas que estejam realizando obras em que possam aproveitar os seus serviços", acrescenta Sessim. Ele registra a ficha comercial da empresa, com nome, CNPJ, nome do gerente administrativo, telefones, endereço e razão social. Na mesma mensagem, que consta em um dos inquéritos da Operação Lava Jato, Costa responde: "Grato, amigo Simão, vou fazer alguns contatos e mantenho você informado.O nome de Sessim já havia sido citado quando o assessor do PP Ivan Vernon Gomes Torres Júnior, que estava lotado na 2.ª secretaria da Câmara, sob seu comando, apareceu como beneficiário de um depósito no valor de R$ 25 mil do grupo de Youssef. O deputado pediu a exoneração do assessor. Torres Júnior trabalhou como assessor do ex-deputado Pedro Corrêa - preso no mensalão - de 2003 a 2006. Em 2012 ele foi assessor da segunda vice-presidência, comandada na época por Eduardo da Fonte. O deputado classificou o fato como "tempestade em copo dágua". Afirmou que foi até Costa "porque ele tinha sido demitido da Petrobras e fomos dar um abraço nele". "Esse e-mail não tem dada a ver, era uma empresa pequena que queria se inscrever na Petrobras para locar carro. E ele disse que não podia fazer nada." Sessim negou qualquer pedido de tráfico de influência e disse não conhecer Youssef. Nogueira e Fonte foram procurados, mas não se pronunciaram.
